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Página 75 de 95

Filho de Jango critica aliança do PDT com Rollemberg e deixa o partido

O filho do ex-presidente João Goulart (Jango) João Vicente Goulart pediu desfiliação hoje, quinta-feira (4/5) do PDT-DF, e abriu dissidência em nome dos trabalhistas janguistas, brizolistas e legalistas rumo a uma opção mais à esquerda.

João Vicente ainda não decidiu em qual partido vai se filiar, mas demonstrou, em carta enviada aos seus companheiros, os motivos de sua discordância sobre os rumos do PDT em Brasília.

O principal motivo do desconforte de João Vicente é a negativa do governo Rodrigo Rollemberg (PSB) de permitir a instalação em Brasília do Memorial João Goulart, com projeto de Oscar Niemeyer e comandado pela Fundação Presidente João Goulart.

A seguir, a íntegra da carta de João Vicente ao PDT:

"Aos companheiros trabalhistas do PDT:

É com tristeza que escrevo esta, para comunicar a vocês, meus companheiros de partido, minha desfiliação dessa nossa querida agremiação, que com tanta luta, ajudei a construir nos momentos mais difíceis, e onde sempre estive presente; na expulsão de nosso fundador Leonel Brizola do Uruguai em 1977, em Portugal onde fui signatário da “Carta de Lisboa”, no retorno do exílio via Assunção do Paraguai, onde negociei com as autoridades daquele país o retorno de nosso líder para que pudesse entrar no Brasil por São Borja, na luta por construir o PTB o qual tivemos que refunda-lo no PDT, quando perdemos a sigla, enfim, nesta luta do trabalhismo por 40 anos em que estivemos juntos por um país melhor e mais justo.
 
Luta esta que é sem dúvidas árdua e constante, digna e coerente.

Ela continua no destino de todos nós que pregamos a doutrina trabalhista, mas não posso mais compactuar com a aliança espúria que continuamos a manter no Distrito Federal, com o covarde governador Rollemberg, que cassou Jango, meu pai, pela segunda vez, ao cassar o “Memorial da Liberdade e Democracia Presidente João Goulart”.

Isto me impede, em nome de sua memória, concordar com esta injustiça que nosso partido vem praticando, ao manter esta união, em nome do pragmatismo fisiológico, eleitoreiro e das piores práticas políticas que esta figura, disfarçada de “socialista”, pratica também contra o povo do Distrito Federal, seja na saúde, na educação, na derrubada de moradias humildes e na caça aos direitos de várias categorias funcionais de trabalhadores.

Enquanto a Nação devolve a Jango seu diploma de Presidente da República cassado pelo arbítrio do golpe; enquanto a Nação lhe presta as honras de Chefe de Estado que não teve em sua morte no exílio; enquanto o Congresso nacional anula a fatídica e vergonhosa sessão da madrugada do dia 2 de abril de 1964 que declarava vaga a presidência da República com o presidente dentro do território Nacional; enquanto Jango é agraciado por unanimidade pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, com o título de “Cidadão Honorário”, nós do PDT, continuamos a manter uma aliança com este governo do DF, traidor de nossas causas e doutrinas.

A grave situação da política nacional que vivemos, não indica tampouco ser de bom arbítrio estar ao lado de golpistas.

Não posso compactuar com isto, meus companheiros, e este, o motivo de
minha saída do PDT e minha despedida aos companheiros que ficam.

Esta bandeira, que ajudei a construir e que por tanto tempo abrigou minhas mais puras inspirações que trouxe do exílio, da fé e da luta que não abandonamos, da resistência feroz de meu pai à tirania da ditadura de 1964 e que a morte o separou do Brasil que tanto amou e ao qual queria retornar, quando fosse livre e democrático, fica no coração.

Nada temo, nada receio; apenas as saudades de todos vocês, companheiros que deixo no PDT, e a tristeza de ver que o nosso partido continua ao lado do verdugo de Jango, representante das piores elites de Brasília que continuam sugando o suor dos trabalhadores desta terra.

Às vezes é melhor andar só, prosseguindo a luta, prosseguindo o caminho.
Me despeço, com a certeza da compreensão de minha atitude. Me despeço da trincheira, não da frente de lutas e da guerra.

Transmiti ao presidente Lupi, através deste texto esta minha atitude que devo a todos os fiéis companheiros, mas tenham certeza de que sempre estaremos juntos no sonho de um Brasil mais justo, que Getúlio, Jango e Brizola sonharam um dia.

Um forte abraço,

João Vicente Goulart".

Criado em 2017-05-05 19:26:34

“A geopolítica do golpe” – o neocolonialismo

Geniberto Paiva Campos -

Transcorrido exatamente um ano da votação do impeachment na Câmara Federal, persiste a dificuldade de decifrar as entranhas do golpe que colocou no poder um inusitado grupo de dirigentes políticos, que pela sua insana ousadia e ausência de limites, assombra o Brasil e o mundo.

Algumas coisas, no entanto, já se tornaram claras:

- não se trata tão somente da simples tomada e ocupação transitória do Poder Executivo;

- algo mais profundo ocorre na base ideológica orientadora do movimento golpista, cujo planejamento e sustentação financeira estão localizados fora do país, fato que será cabalmente comprovado mais adiante. O esclarecimento dos fatos históricos é inexorável;

- a violência não está na prática – antiga – da luta pela tomada do poder, mas na mudança radical na economia, nas relações capital x trabalho, na ruína da cadeia produtiva, na renúncia ao conceito de soberania, na modificação das bases e fundamentos de educação pública, na destruição completa da credibilidade da classe política, e na extinção total do movimento sindical brasileiro;

- o poder real deverá ser exercido por uma nova classe: ”apolítica” e dedicada à gestão.

No modelo do atual prefeito de São Paulo, o qual ressuscitou a “vassoura”, instrumento que enganou, de forma primária, tosca, os eleitores brasileiros na eleição presidencial de 1960.

Para quem teve paciência e estômago para rever as imagens da sessão plenária da Câmara na votação do impeachment, então comandada pelo deputado Eduardo Cunha, deve ter ficado surpreso ao perceber que a antiga “Casa do Povo” estava tomada por uma fauna desconhecida mas absolutamente ciosa do seu papel.

Demonstrando, pelo seu olhar e pela entonação de voz, suas convicções ideológicas.

Tomadas pelo ódio e pela intolerância. Ingênuos a serviço de uma causa cujas consequências lhes são desconhecidas.

As votações subsequentes na Câmara comprovam que ocorreu a criação de uma maioria incontrastável de deputados. Que vota obedientemente em bloco. E recusa o debate político. Legítimos representantes da “nova classe”.

Todos esses fatos e seu rápido desenrolar deixaram as forças democráticas perplexas. E a elite em regozijo permanente (eles acreditam que Michel Temer vai salvar o capitalismo).

Mas, afinal, o que estaríamos vivenciando hoje, do ponto de vista político-institucional?

O que acontece assim tão grave, que induz as forças políticas do campo democrático à perplexidade, ao imobilismo? Ou à dificuldade de construir uma resistência efetiva ao golpe?

Trata-se da complexidade de um movimento rigorosamente planejado e executado há anos pela elite financeira americana com a imprescindível colaboração de organismos estatais e o conluio de forças políticas internas brasileiras. Que se tornaram neoliberais apátridas.

Vale tudo para derrubar um governo progressista, após várias derrotas nas eleições presidenciais. E de mais de uma década de políticas sociais e inclusivas.

Aproveitaram, de forma irresponsável e sem nenhuma avaliação estratégica, o novo colonialismo dos americanos, que resolveram aplicar fórmulas recentes de dominação na América Latina, recém-criadas em seus laboratórios.

Honduras, Paraguai e o Brasil são os novos alvos dos experimentos neocolonialistas dos Estados Unidos.

Ao contrário do que fizeram anteriormente em vários países (e continuam fazendo atualmente, vide o caso da Síria) - com discutíveis resultados políticos – bombardeando impiedosamente, matando e torturando inocentes, crianças e idosos, sempre na perspectiva de dominação, adotaram, desde 2009 diferentes metodologias de dominação. Exatamente este modelo agora aplicado entre nós.

Novamente cabe a pergunta: - o que fazer diante do imenso poderio das forças antidemocráticas, submetidas ao controle externo do neocolonialismo?

De acordo com o professor Nilson Lage, entre as razões que conduziram ao golpe de 2016, situam-se:

1) “o temor permanente de que se obtenha em algum momento uma aliança política nacional estável no Brasil;

2) o Brasil sempre foi considerado concorrente potencial dos Estados Unidos, pela extensão do território, população, e em décadas recentes, pela expansão agrícola e acumulação de conhecimento tecnológico”.

Conclui o professor Lage dizendo que “a questão agora não é mais conter o problema Brasil em limites razoáveis, mas resolvê-lo de vez, o que significa a erosão dos meios e da cultura nacional ao ponto do não-retorno”.

Diante da possibilidade da coerência e acerto da avaliação do professor Lage, pode-se concluir que se trata, no caso presente, de uma situação extremamente difícil para as forças democráticas brasileiras, face às suas sérias implicações geopolíticas.

Ações de resistência política devem ser bem avaliadas. Evitando-se ações precipitadas.

A iniciativa do jogo político está no campo adversário, o qual conduz o jogo para a arena que, no momento, lhe pareça mais conveniente: o Executivo, o Legislativo ou o Judiciário.

Considerando que o apoio da mídia ao movimento golpista é histórico e incondicional. E ocorre no Brasil desde início dos anos 1950. Contra todos os governos progressistas.

Impõe-se, em tais condições adversas, a criação de núcleos de inteligência política e estratégica, para que a resistência democrática se faça de maneira efetiva, na defesa dos interesses supremos da nação brasileira, gravemente ameaçados.

Criado em 2017-04-23 18:35:59

Cultura continua ameaçada no Distrito Federal

Em votação apertada, 8 a 7, a Câmara Legislativa do Distrito Federal manteve o decreto do governador Ibaneis Rocha (MDB) que possibilita o remanejamento de recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC). Produtores culturais lotaram a galeria do plenário com faixas de protesto, mas não conseguiram barrar o que eles consideram o início da “destruição da Fundo e da produção cultural”.

A Frente Unificada da Cultura do DF manifestou, em nota pública divulgada hoje (12/12), seu repúdio à decisão dos deputados distritais que votaram contra os artistas e produtores da cidade.

Entre os deputados presentes, nove votaram contra e oito a favor – sete ausências – do Projeto de Decreto Legislativo (PDL 57/2019) proposto pela deputada distrital Arlete Sampaio (PT) que tornava sem efeito o Decreto 39.896/2019, assinado pelo governador Ibaneis Rocha.

A Frente divulga os nomes dos deputados que votaram conta o movimento cultural: Agaciel Maia (PL), Delmasso (Republicanos), Hermeto (MDB), Delegado Fernando Fernandes (Pros), Jaqueline Silva (PTB), Jorge Vianna (Podemos), Martins Machado (Republicanos), Robério Negreiros (PSD) e Valdelino Barcelos (PP). Ausentaram-se: Daniel Donizet (PSDB), Eduardo Pedrosa (PTC), Iolando Almeida (PSC), João Cardoso (Avante), José Gomes (PSB), Reginaldo Sardinha (Avante) e Roosevelt Vilela (PSB).

Votaram com a cultura: Arlete Sampaio (PT), Cláudio Abrantes (PDT), Chico Vigilante (PT), Fábio Felix (PSol), Júlia Lucy (Novo), Leandro Grass (Rede) Reginaldo Veras (PDT) e Rafael Prudente (MDB).

O decreto do governador mantido pelos distritais possui irregularidades e contraria a Lei Orgânica da Cultura do DF (LOC), aprovada mediante processo legislativo, democrático, e com ampla participação popular.

Além de desmontar o Fundo de Apoio à Cultura (FAC), o decreto do governador acaba com a desconcentração dos recursos por região e retira do Conselho de Cultura o seu papel de instância máxima, deliberativa, consultiva, normativa e fiscalizadora da Cultura do Distrito Federal, conforme prevê a LOC em seu artigo 10º.

A Frente Cultural denuncia também que nesta mesma semana foi publicada a Portaria nº 488, em que o Secretário de Cultura regulamenta emissão do CEAC - Certificado de Ente e Agente Cultural, que antes era regulamentado por uma Resolução do CCDF.

Desta forma, segundo a Frente, o governo sinaliza a sua intenção de usurpar conquistas democráticas do movimento cultural da cidade. Por isso, os produtores e artistas repudiam o que chamam de “posturas autoritárias, prepotentes e truculentas como essa e desejamos o quanto antes manifestação dos deputados que concordaram com esse processo nocivo e danoso ao processo democrático”.

“Esta Casa discutiu várias vezes a Lei Orgânica da Cultura, e o secretário se deu o direito de alterá-la com um decreto, passando por cima da legislação. Nenhum decreto tem poder de alterar uma lei”, argumentou a autora do PDL, Arlete Sampaio.

“A LOC é uma lei da sociedade e foi feita a muitas mãos. Esse decreto é inaceitável”, reclamou o deputado Leandro Grass (Rede). O distrital, assim como outros parlamentares da oposição, lamentou ainda a saída do plenário de alguns colegas da base, de forma a evitar a votação.

O líder do governo, Cláudio Abrantes (PDT), abriu os debate em plenário anunciando que votaria a favor do PDL 57,em nome de sua trajetória de apoio ao movimento cultural da cidade.

Após a votação, em meio a vaias vindas da galeria, alguns distritais foram à tribuna comentar o resultado. “É lamentável o papel que a Câmara cumpre hoje: é um grande equívoco contra milhares de agentes culturais. Ser base do governo não é ser acrítico”, comentou Fábio Felix. “É uma demonstração de que alguns parlamentares não entendem a independência entre os Poderes. Não somos um puxadinho do Executivo”, completou Arlete.

Já a deputada Júlia Lucy ponderou: “Nessa questão específica, houve uma série de ilegalidades por parte do governo. Uma série de acordos e contratos já haviam sido estabelecidos, gerando expectativa, e essa insegurança jurídica prejudica muito o setor cultural”.

Em meio a gritos de “Fora, Adão” (se referindo ao atual Secretário de Cultura do DF), e “Obrigada pelo presente de Natal, a Cultura agradece”, dirigidos por manifestantes na galeria, o deputado Chico Vigilante, que apoiou os artistas, afirmou: “Perdemos uma batalha, mas a guerra pela cultura continua. Podemos voltar a apresentar projeto para sustar o decreto no ano que vem”.

Criado em 2019-12-12 22:59:49

Marcos Dantas: "Governo enviará este ano à Câmara Legislativa proposta de eleição dos administradores"

Edson Crisóstomo, Hellen Santos e Romário Schettino -   

O secretário das Cidades, Marcos Dantas (*), afirma nesta entrevista dada à revista Plano Brasília que o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) "vai cumprir a promessa de campanha" e encaminhará, em momento oportuno, uma proposta para eleição direta dos administradores regionais.

O GDF está também recebendo sugestões para a cobrança dos estacionamentos, a chamada Zona Azul. "Assim que o governo concluir os estudos, levará esse projeto aos deputados distritais para debate e decisão", diz o secretário. Apesar dos atuais baixos índices de aprovação do governo, Marcos Dantas defende que Rodrigo Rollemberg seja candidato à reeleição.

A seguir, a íntegra da entrevista:

O governador Rollemberg vai nomear técnicos entre os servidores concursados das administrações para enxugar a estrutura, como havia prometido durante a campanha? Quando isso começa a acontecer e quais serão os critérios?

Marcos Dantas  - O decreto que aprova o Regimento Interno das Administrações Regionais foi publicado em março e coloca algumas questões que caminham para profissionalizar as administrações regionais.

A partir de agora é obrigatório que alguns cargos sejam ocupados por servidores de carreira e outros sejam exercidos por aqueles que tenham expertise ou formação para ocupá-los. Por exemplo, no caso de advogado, agora será exigida a carteira da OAB.

O decreto começa a funcionar a partir de julho. Esse é o caminho para você ter uma administração mais profissionalizada, com servidores que possam dar perenidade à gestão.

Governo sai e governo entra, e nós precisamos ter um órgão que funcione normalmente, independentemente do governo que ali esteja.

Queremos começar lá na ponta, porque a administração é o primeiro lugar onde a população pede socorro. Portanto, essas administrações precisam ser equipadas do ponto de vista dos seus profissionais.

Nós estamos realizando treinamentos com todos os administradores regionais, na perspectiva de orientá-los no atendimento, a como receber a população, como resolver os problemas e também as questões de gestão interna, como compras, patrimônio e orçamento.

Isso significa também redução nos cargos de livre provimento? E como está o quadro de funcionários da sua secretaria?

MD - Nós já reduzimos, só nas administrações regionais, 1.000 cargos de livre provimento. No caso da Secretaria das Cidades, nós temos um quadro muito enxuto. São 70 servidores. Tinha uma subsecretaria de Cidades que estava na vice-governadoria e foi absorvida.

Também buscamos cargos em outras secretarias que tinham servidores à disposição. Então, não houve nenhum acréscimo de despesa. Foi tudo remanejado ou reaproveitado.

Essas mudanças implicam também a retirada das indicações políticas dos distritais e mais concursos em médio prazo?

MD  - Nós vivemos em um regime presidencialista e a relação com as câmaras federais e locais se dá partilhando os espaços. Nós queremos continuar partilhando, mas queremos que as indicações tenham, sobretudo, qualidade, para que os servidores indicados possam prestar um serviço de excelência.

Nós estamos criando critérios para que a escolha seja mais seletiva, a fim de oferecermos um serviço de qualidade para a população.

Existe um mecanismo no governo que avalia a qualidade e a ética do indicado?

MD  - Nós estamos criando alguns instrumentos de avaliação da produção. Temos como aferir algumas informações do ponto de vista da prestação e da qualidade do serviço. Como? Nós temos a ouvidoria e recebemos diversas informações.

A equipe da secretaria está sempre na rua, para observar como o administrador vem agindo. Nossa orientação é que ele receba as diversas lideranças, movimentos sociais e todos os setores organizados da sociedade ou não, independentemente da cor política partidária e do credo.

É importante ouvir e propor encaminhamentos. Nós estamos institucionalizando algumas regras, dando formação e qualificação, para que possamos cobrar mais.

O senhor pode destacar qual é a importância da Secretaria das Cidades?

MD - A pasta surgiu com a necessidade de aproximar as administrações regionais com o governo central e para facilitar a interlocução com a sociedade. As ações eram dispersas, ou seja, havia várias ações de diversos órgãos numa determinada região. Hoje nós centralizamos tudo para poder otimizar esses esforços.

Com isso, você ganha, controla e avalia o que está sendo feito. Então, a secretaria, além de coordenar e fiscalizar as administrações regionais, é uma facilitadora que aproxima as administrações do poder central, dos órgãos e, principalmente, da população.

Como está o desenrolar da proposta de eleição direta para administrador?

MD  - É uma das nossas promessas de campanha. Foi feita uma consulta pública pelo próprio governo, que sistematizou as informações e está aguardando o melhor momento para mandar para a Câmara Legislativa. Estão sendo avaliadas várias sugestões, que devem ser encaminhadas ainda este ano.

Qual é a propostas do governo é a cobrança dos estacionamentos para facilitar a mobilidade urbana?
 
MD - O governador Rollemberg autorizou o lançamento do edital de chamamento, denominado Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), que é um estudo para que possamos lançar um edital de licitação da área, ou de áreas onde serão aplicadas as cobranças.

Como nós não temos expertise para fazer um estudo tão detalhado, conseguimos aprovar, no Conselho Gestor de Parcerias Público Privadas, a ideia do estacionamento rotativo.

Nós estamos terminando o edital e vamos lançá-lo para a construção do PMI. Muitas empresas vão apresentar estudos e, a partir deles, vamos agregar o que for importante para elaborar o edital.

Desde que eu era secretário de Mobilidade, que venho trabalhando nesse projeto. Nosso objetivo é fazer um estudo completo, para que não haja nenhuma dúvida de tecnologia e informação.

É uma revolução na mobilidade. Você poderá, por exemplo, reservar de sua casa a vaga pelo aplicativo. Outro fato importante é que o setor produtivo está vibrando com a implantação do sistema Zona Azul. Várias áreas comerciais serão revitalizadas. Hoje, no SCS, por exemplo, muitos escritórios e consultórios estão fechando por falta de estacionamento.

Qual o balanço que o senhor faz sobre o programa Cidade Limpa?

MD - O Cidade Limpa é um grande mutirão de serviços focado nas demandas que são levadas pela população aos administradores regionais. Essa operação tem dado excelentes resultados e conta com a parceria de diversos órgãos de governo e empresas públicas, para promover uma melhoria imediata no ambiente urbano. Já visitamos mais de 23 mil casas desde novembro, quando o programa foi lançado.

Isso impactou na redução dos casos de dengue. A equipe faz a retirada de entulho, orienta a população, tapa buracos e retira carcaças de carros abandonadas. Outro aspecto importante do programa é o debate com a população sobre as boas práticas da zeladoria. A cidade precisa estar limpa, sem buracos, sem mato, bem iluminada e organizada. Tudo isso aumenta a autoestima do morador.

Como está o processo de regularização das feiras do DF?

MD - Temos 65 feiras em Brasília, fora as privadas. Nós estamos com um programa de revitalização dessas feiras, sobretudo na área cultural. Isso inclui reforma, melhoria da feira e regularização dos feirantes.

A relação com a Câmara Legislativa nem sempre tem sido um mar de rosas. O presidente da Câmara, Joe Valle, disse que o governo Rollemberg faz as coisas certas, mas da forma errada. O senhor concorda?

MD  - Fazer o que nós fazemos do ponto de vista do equilíbrio fiscal, que não é pouca coisa, é fundamental, para que o Estado possa cumprir o seu papel de promover o desenvolvimento da cidade.

Tivemos que tomar algumas medidas duras, com custo político muito alto, mas que demonstraram que estamos no caminho certo. Desde o primeiro dia de governo, mantivemos a responsabilidade fiscal.

Qual a sua visão sobre o atual cenário político, tendo em vista o baixo índice de aprovação do governo?

MD - Eu tenho convicção de que as coisas estão melhorando, porque eu ando nas ruas e vejo isso. Já tivemos momentos mais difíceis. Não tenho dúvidas de que Rollemberg será candidato à reeleição.

Ele tem cobrado e determinado algumas ações para todos os gestores, secretários e dirigentes de empresas. Atitudes de acelerar, sobretudo, as entregas de obras. Mesmo com a crise, nós conseguimos entregar projetos importantes, como as obras de infraestrutura no Sol Nascente.

Uma coisa fundamental, é que estamos mudando a cultura dessa cidade sob o ponto de vista das gestões orçamentária e financeira. Contrariamos interesses, corporações e grupos, mas foi necessário.

O fato de chegarmos hoje sem nenhum problema de desvio de dinheiro público, significa que estamos virando uma página da história. Está sendo feita toda uma articulação, para que a base ganhe corpo para as próximas eleições.

Brasília completou 57 anos. Qual a sua relação com a cidade?

MD - Uma das coisas acertadas que meu pai fez, foi vir para Brasília em 1960. Brasília sempre foi muito generosa com todos nós. Eu tenho um verdadeiro carinho e admiração por essa cidade.

Acredito que, nos seus 57 anos, muitas coisas boas já aconteceram. Meu amor pela cidade é muito forte e, como secretário, a minha missão é poder ajudar a servir a população e retribuir tudo o que Brasília já nos deu.

__________________
(*) Marcos de Alencar Dantas, nascido em Nova Iguaçu (RJ), mora em Brasília desde 1960. Assumiu a Secretaria das Cidades em setembro de 2016. Dantas iniciou no governo Rollemberg como secretário de Articulação Política e comandou a pasta de Mobilidade.

Criado em 2017-05-03 20:41:16

“Pós-democracia – o Brasil Colônia”

Geniberto Paiva Campos -

Consumado o impeachment chegou ao fim mais um ciclo, ou um soluço, democrático no Brasil, que durou exatos 31 anos.

Considerando as experiências históricas recentes, é possível que a elite brasileira esteja um pouco mais tolerante com a democracia.

Desde que não venham com essa história de igualdade, salários justos para os trabalhadores, programas sociais, políticas públicas inclusivas.

É suficiente a garantia de lucro do capitalismo rentista.

Insuportável esse mau exemplo de pobres ocupando os aeroportos, e começando a gostar de viagens aéreas. Matriculados em Universidades.

Como falou a jornalista chique da Folha de SP: “- qual a graça de viajar a Paris, se na classe econômica viaja o porteiro do seu edifício?”.

Com o governo Michel Temer e seus colaboradores e cúmplices, o país retorna à “normalidade” neoliberal. Se afunda no obscurantismo. Adere ao cinismo.

Reassume a sua condição de colônia, ou protetorado, produtor de matérias primas. E entrega as suas reservas estratégicas aos interesses estrangeiros. A começar pela Petrobrás e o Pré–Sal.

Claro, a preços vis.

Antigamente, quem incidia nesse tipo de deslealdade era considerado “traidor da pátria”. Ou “entreguista”. No mundo globalizado é coisa natural. Louvável, até. Afinal, petróleo e seus derivados poluem o meio ambiente.

E o Brasil inicia sua viagem atravessando velozmente – esse pessoal tem pressa! – a “ponte para o futuro”.

Futuro onde o pobre e o trabalhador explorado conheçam o seu lugar.

Cabe repetir a pergunta da canção da “Legião Urbana”: “Que país é esse?”.

Ou, colocando a questão diretamente: - que futuro é esse para onde empurram, com tanta pressa, o Brasil?

É o país da desigualdade. Da jornada de 12 horas diárias de trabalho. Sem carteira assinada pelos patrões (são terceirizados). Sem direito a férias ou aposentadoria. Um regime análogo à escravidão. Onde inexiste previdência.

Congelando os gastos públicos por longos, inacreditáveis 20 (vinte!) anos.

Industrialização, desenvolvimento tecnológico, inovação? Esqueçam. Uma Colônia prescinde destes requintes. Energia Nuclear? Nunca! Lembrai-vos de Chernobyl. Somos pacifistas. (E uma nação de segunda classe).

Defesa da Amazônia e da integridade territorial do país? Balelas.

Ensino de qualidade, em todos os níveis? Produção científica de ponta? Ciência sem Fronteiras? Coisas desnecessárias. Importante mesmo é a escola sem partido (o que isso possa significar).

Cuida-se da implantação do Estado policial. Onde a Lei, finalmente, poderá ser aplicada à elite, mas apenas quando vier ao caso.

Importante não confundir propina (aplicada ao PT), com vantagem indevida (a propina dos partidos da elite).

E o instituto da delação premiada será aplicado apenas para punir alguns segmentos sociais considerados inimigos. Como na era dos regimes totalitários do século passado.

As penitenciárias continuarão abarrotadas de negros e pobres. E sem sentença definitiva. Sabem – os da elite – que eles, os presos, são culpados.

Qualquer vacilo, aplica-se a Lei Carandiru. A pena de morte à brasileira.

Presidiários, mesmo aqueles sem julgamento, não são exatamente santos. Como afirmou, em pronunciamento recente, um governador diante da covarde chacina nas prisões do seu Estado.

Podemos imaginar que tempos piores virão. Já vivemos o tempo da Novilingua orwelliana.

A pergunta que fazem os brasileiros conscientes: - como agir para deter tal calamidade?

Voltemos ao pensamento de Etienne de La Boéti, citado na 4ª capa do seu livro: “Como a autoridade constrói seu poder principalmente com a obediência consentida dos oprimidos, uma estratégia de resistência sem violência é possível, organizando coletivamente a recusa de obedecer ou colaborar”.

Enfim, a desobediência civil. A luta é política. A resistência política pacífica demonstrou, na História, sua importância na recuperação da democracia.

E, como sabemos, não existem caminhos. Os caminhos se fazem ao caminhar.

Este o desafio colocado para a democracia e a todos os cidadãos brasileiros.

O país não pode aceitar passivamente o desmonte das suas instituições.

A vergonhosa entrega das suas riquezas. A extinção da sua cadeia produtiva. O comprometimento do seu futuro como nação livre e soberana.

Mais uma vez, libertemos o grito preso na garganta: Abaixo a Ditadura!

Criado em 2017-04-16 23:09:52

Livro: A reconquista rubro-negra da América

Livro de Arthur Muhlenberg, Libertador - A reconquista Rubro-Negra da América, será lançado no Rio de Janeiro, dia 16/12, segunda-feira, às 18h, no bar Aconchego Carioca, Rua Rainha Guilhermina, 48, Leblon.

Obra para flamenguistas e amantes do futebol, com a descrição de todos os jogos que permitiram ao Flamengo conquistar o bicampeonato da Copa Libertadores da América. “Jesus, com sua implacável ética de trabalho e sua obsessão pela vitória, está reensinando a todos nós o que se constitui a essência do futebol”, diz o autor.

“Sejamos gratos ao mister Jesus por nos mostrar como resgatar valores que andavam obliterados pelo resultadismo que assolou nosso futebol desde que o gol passou a ser considerado um detalhe. Quem sabe agora o Brasil sai desse transe macabro?”, conclui Muhlenberg.

Criado em 2019-12-11 13:36:37

Das diretas aos direitos

Nesta quinta-feira, 4/5, às 19h, no Auditório da ADUnB, palestra do maestro Jorge Antunes sobre a "Sinfonia dos Direitos".

O espetáculo musical será apresentado no próximo dia 28 de maio, no estacionamento da Funarte, e é uma manifestação contra "as reformas cruéis que o atual governo federal quer implementar, a ferro e fogo, para prejudicar os trabalhadores brasileiros".

Jorge Antunes vai falar sobre a "Sinfonia das Diretas (Sinfonia das Buzinas)", de 1984, e sobre a nova "Sinfonia dos Direitos" que, tal como a de 1984, contará com uma orquestra de buzinas.

A palestra é aberta ao público e está confirmada a presença dos 14 músicos que integrarão o conjunto instrumental, dos 30 cantores que integrarão o Coro, e dos buzinistas.

O evento terá início às 19h. Antes, entre 17h30 e 18h30, o maestro estará no estacionamento, em frente do prédio da ADUnB, para aferir as notas das buzinas dos carros dos participantes, que estão sendo convocados e já confirmaram participação.

Criado em 2017-05-03 16:59:12

Síria e o terrorismo midiático dos EUA

Romário Schettino -

O professor de Historia da UnB Daniel Faria resumiu muito bem o que significa a enxurrada de notícias veiculadas diariamente na mídia nacional e internacional sobre o conflito na Síria: “O noticiário é a continuação da guerra por outros meios”.

Daniel faz questão de dizer que se inspirou em Carlos Henrique Siqueira, que afirmou: “O cinema é a continuação da guerra por outros meios”. A frase remete, por outros motivos, ao prussiano belicista Claus von Clausevitz, que disse: “a guerra é a continuação da política por outros meios”.
 
Mas fiquemos com o professor Daniel. O jornalismo atual, tecnológico, na era da internet e os meios tradicionais de veiculação, cumprem o papel de manter o clima de terror à flor da pele, sem muitos cuidados com as análises humanistas e mais responsáveis.

Para aqueles que acompanham o noticiário, cabe uma reflexão: serão os jornalistas meros ignorantes, ou simples reprodutores de visões unilaterais?

Os filtros do noticiário internacional já não são tão eficientes como há algumas décadas atrás, quando as agências noticiosas dominavam as redações com suas máquinas de telex. O volume de contrainformações busca um equilíbrio ainda não alcançável.

Hoje, os empresários donos dos meios de comunicação oligopolizados continuam exercendo papel orientador de seus veículos, sempre do ponto de vista conservador, e tentam evitar a influência das mídias sociais globalizadas. Além disso, contam com um time de jornalistas menos experientes, mal formados ou ignorantes e, em muitos casos, perfeitamente alinhados com o conservadorismo.

Logo depois do bombeio espetacular dos EUA, as emissoras de rádio brasileiras repetiam, o dia inteiro, que o ataque de armas químicas feito pelo governo sírio sobre a população civil motivou o bombardeio estadunidense.

Por algum motivo, pouco usual, foi possível ouvir o embaixador brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, chefe da Comissão da ONU que investiga violações de direitos humanos no pais árabe, dizer que “poderia ter sido os rebeldes” os provocadores das explosões químicas.

Pinheiro disse que em Genebra (Suíça) todos ficaram surpresos com a guinada sem sentido de Donald Trump, que parecia caminhar para contribuir com o processo de negociação.  

O embaixador repetia, insistentemente, que “o ataque estadunidense não ajudava em nada o processo de paz encaminhado pela ONU”.

O único efeito devastador desse ataque será o aumento das tensões na região, o crescimento de desabrigados e a fuga de exilados em busca de “segurança” no Mar Mediterrâneo, onde morrem afogados aos milhares.

Mais dúvidas – Pela internet, outro diplomata, Peter Ford, ex-embaixador do Reino Unido na Síria, afirma: “Assad não é autor dos ataques químicos”.

Para ele, é preciso definir primeiro: “A quem o crime beneficia? Claramente não beneficia o regime sírio ou os russos, e considero altamente improvável a hipótese de que ou o regime sírio ou os russos estejam por trás disso tudo”.

Peter Ford admite mesmo a existência de “fake news (notícias falsas), imagens, vídeos, informações todas falsas, saídas de fontes da oposição, não de jornalistas independentes”.

E mais, o diplomata inglês acha que “é possível que as imagens mostrem cenas de um bombardeio que tenha atingido um depósito jihadista de munições químicas. Sabemos de fonte segura que os jihadistas estocavam armas químicas nas escolas em Aleppo-Leste, onde essas munições foram vistas por jornalistas ocidentais. Essa é outra possibilidade”.

Esse jogo de verdades e mentiras alimenta o noticiário, mas não informa o que se passa na realidade. Peter Ford menciona as chamadas armas químicas do Iraque, que nunca foram comprovadas.

Outra questão desprezada pelo noticiário é sobre quem sucederia Assad . A família de Bashar al Assad é alauíta, seu regime secular dá proteção às minorias, aos cristãos, aos direitos das mulheres. O que representa o Estado Islâmico? O horror dos horrores. O lugar onde aconteceu o bombardeio que justificou o ataque ordenado por Trump é dominado por jihadistas, dos mais extremistas.

É bom lembrar o que disse o diplomata sobre os intervencionistas: “São como cachorros que retornam ao próprio vômito. Já cometeram todos esses erros – o Iraque, a Líbia –, mas não aprendem, querem reproduzir o mesmo cenário agora na Síria”.

O governo Trump semana passada tinha dado um passo adiante quando desautorizou a política de Obama, que consistia exclusivamente de tentar derrubar o governo da Síria. Os EUA estariam mais interessados em erradicar o Estado Islâmico.

É significativo que poucos dias depois dessa manifestação do governo Trump, aconteça o ataque com mísseis.

Peter Ford conclui: “É bem provável que os jihadistas, interessados em dificultar o serviço de Donald Trump, tenham distribuído informações falsas, como do tal ataque químico”, que toda a imprensa brasileira reproduz sem nenhuma leitura crítica.

A guerra na Síria pode até ajudar Donald Trump a recuperar sua popularidade entre os americanos, mas não trará paz no Oriente Médio.

Aliás, o caos interessa às potências ocidentais porque assim ficará mais fácil controlar as riquezas energéticas e o poder político na região.

Não basta a destruição da Líbia e do Iraque, é preciso completar a carnificina na Síria.

Resta saber se Rússia, China e Irã vão permitir. A charge de Celso Schroeder, que ilustra este artigo, é bastante sugestiva.

Criado em 2017-04-09 23:23:15

“Monstros” em cartaz no Teatro Goldoni

Peça de fake'ção-científica moderna da companhia Novos Candangos, Monstros, estará em cartaz nos dias 13, 14 e 15 de dezembro, às 20h, no Teatro Goldoni (208/209 Sul – Casa d’Italia). Ingressos: R$ 15 (meia). Não recomendado para menores de 14 anos.

O espetáculo fala de um tempo em que a verdade foi substituída pela opinião. A história se passa no primeiro sábado do mês, clássico dia de reunião de condomínio no edifício Residencial Lady Laura, caracterizado por suas várias quitinetes e vizinhos de personalidades extremamente diferentes. É dia de muitas surpresas, seis personagens se encontram para uma reunião de condomínio que, desta vez, será atípica. A luz do prédio acaba e uma criança de oito anos anuncia uma invasão alienígena na terra.

A notícia está no ar e eles vão ter que se virar com a informação. Entre tensão, paranoia e insensatez, os condôminos do Lady Laura vão dar vida a essa mais nova peça da companhia brasiliense Novos Candangos.

“E as pessoas do condomínio começam realmente a acreditar que a invasão está acontecendo. Fazemos um paralelo à expansão das fake news. Estamos vivendo em um tempo onde não importam os fatos, mas o que cada um acredita”, destaca o diretor do espetáculo, Diego de León.

De León, também autor da peça, se inspirou no roteiro do episódio de The Twilight Zone (Além da Imaginação) The Monsters Are Due on Maple Street (no Brasil, Os Monstros Estão na Rua Maple), de Rod Serling, para dar vida à produção, que traz, por sua vez, personagens diferentes e típicos do século 21.

A começar por Almeida (Diego de León), o zelador do prédio, que passa despercebido pelos moradores apesar de resolver tudo, desde a limpeza até a entrega das correspondências.

Já a moradora Daisy (Natália Leite) é uma garota conectada. Blogueirinha que só ela, fala de todos os assuntos em suas redes sociais, das maiores polêmicas às melhores receitas de bolo.

No condomínio vive ainda a delegada Nádia (Tati Ramos), uma mulher durona que honra o cargo e se impõe duas vezes mais para que os homens com quem trabalha a escutem.

Ainda no prédio, o Sr. Mendes Castro (Xiquito Maciel) se apresenta como um ator-performer-bailarino, mas vive na nostalgia de uma carreira agora decadente e pensa o mundo de uma maneira onírica e teatral.

Para apimentar ainda mais a história, o Sr. Peixoto (André Rodrigues) é um cara ranzinza e conservador que chega para contrastar ainda mais as personalidades do Lady Laura. Ele é pai de Peixotinho, o garoto de 8 anos que, com suas suposições, dá vazão a toda a trama.

Como não poderia faltar, o síndico, Sr. Vieira (Mateus Ferrari) é o típico “gente boa” que tenta conviver em harmonia com todos e tirar o seu trocado em cima dos condôminos mensalmente.

“Temos essa gama de personagens, mas a ideia não é estereotipar ou criticar. Mas, sim, humanizar cada um dentro do seu universo. E as peças que dirijo se banham muito no pop, no lúdico, naquele filme da Sessão da Tarde, no Chaves, no Chapolin. Gosto de contar histórias com esse tom”, pontua o diretor.

E já que é para falar de pop, Monstros chega com k-pop, música clássica e até Roberto Carlos. “Usamos músicas pops de lugares diferentes. E o pop tem várias fases, épocas... E todas elas dizem alguma coisa”, conclui o diretor.

Monstros é uma realização independente da Cia. Novos Candangos e do Coletivo Vira-Latas. A peça é a quinta do grupo que fez e faz história em Brasília e no Brasil desde 2012. A Cia. Novos Candangos já apresentou A Falecida e Perdoa-me por me Traíres, ambas adaptações de Nelson Rodrigues, e as autorais Os Beatniks em A Gaivota e Os Beatniks em Psicose.

Ficha técnica:

Realização: Grupo Novos Candangos

Texto baseado no roteiro "The Monsters Are Due on Maple Street" de Rod Serling

Direção e Dramaturgia: Diego de León

Elenco: André Rodrigues, Diego de León, Mateus Ferrari, Natália Leite, Tati Ramos e Xiquito Maciel.

Produção: Coletivo Vira-Latas

Produção Geral: Diego de León e Lucas Aguirre

Assistente de produção: Ana Wadovski

Fotografia: Carina Alcântara

Arte Gráfica: Luiz Guilherme LG

Iluminação: Marcelo Augusto Santana

Sonoplastia: Marcelo Dal Col

Consultoria de Figurino: Cyntia Carla

Assessoria de imprensa: Clara Camarano e Natália Leite

______________________

Serviço:

Peça: Os Monstros, da Cia Brasiliense Novos Candangos.

Data: 13, 14 e 15/12, sexta, sábado e domingo

Horário: 20h

Local: Teatro Goldoni (208/209 Sul)

Ingressos: R$ 15 (meia)

Informações: 3445-4401 / 3443-0606

Siga a Novos Candangos no Instagram: @cianovoscandangos

Não recomendado para menores de 14 anos.

Criado em 2019-12-09 20:28:52

Uma luz no fim do túnel: Manifesto do Projeto Brasil Nação

Um grupo de intelectuais e artistas, entre os quais o economista Luiz Carlos Bresser-Pereira, a jornalista Eleonora de Lucena, o embaixador e ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, o escritor Raduan Nassar, o músico e escritor Chico Buarque de Holanda, o físico Rogério Cezar de Cerqueira Leite, o crítico literário Roberto Schwarz, o jurista Fábio Konder Comparato, e centenas de outros assinam este documento que abre as portas para a busca de um futuro para o Brasil.

Vejam a íntegra do documento e a lista de assinantes até o momento:

"O Brasil vive uma crise sem precedentes. O desemprego atinge níveis assustadores. Endividadas, empresas cortam investimentos e vagas.

A indústria definha, esmagada pelos juros reais mais altos do mundo e pelo câmbio sobreapreciado. Patrimônios construídos ao longo de décadas são desnacionalizados.

Mudanças nas regras de conteúdo local atingem a produção nacional. A indústria naval, que havia renascido, decai.

Na infraestrutura e na construção civil, o quadro é de recuo. Ciência, cultura, educação e tecnologia sofrem cortes.

Programas e direitos sociais estão ameaçados. Na saúde e na Previdência, os mais pobres, os mais velhos, os mais vulneráveis são alvo de abandono.

A desigualdade volta a aumentar, após um período de ascensão dos mais pobres. A sociedade se divide e se radicaliza, abrindo espaço para o ódio e o preconceito.

No conjunto, são as ideias de nação e da solidariedade nacional que estão em jogo.

Todo esse retrocesso tem apoio de uma coalizão de classes financeiro-rentista que estimula o país a incorrer em déficits em conta corrente, facilitando assim, de um lado, a apreciação cambial de longo prazo e a perda de competitividade de nossas empresas, e, de outro, a ocupação de nosso mercado interno pelas multinacionais, os financiamentos externos e o comércio desigual.

Esse ataque foi desfechado num momento em que o Brasil se projetava como nação, se unindo a países fora da órbita exclusiva de Washington.

Buscava alianças com países em desenvolvimento e com seus vizinhos do continente, realizando uma política externa de autonomia e cooperação. O país construía projetos com autonomia no campo do petróleo, da defesa, das relações internacionais, realizava políticas de ascensão social, reduzia desigualdades, em que pesem os efeitos danosos da manutenção dos juros altos e do câmbio apreciado.

Para o governo, a causa da grande recessão atual é a irresponsabilidade fiscal; para nós, o que ocorre é uma armadilha de juros altos e de câmbio apreciado que inviabiliza o investimento privado.

A política macroeconômica que o governo impõe à nação apenas agravou a recessão. Quanto aos juros altíssimos, alega que são “naturais”, decorrendo dos déficits fiscais, quando, na verdade, permaneceram muito altos mesmo no período em que o país atingiu suas metas de superávit primário (1999-2012).

Buscando reduzir o Estado a qualquer custo, o governo corta gastos e investimentos públicos, esvazia o BNDES, esquarteja a Petrobrás, desnacionaliza serviços públicos, oferece grandes obras públicas apenas a empresas estrangeiras, abandona a política de conteúdo nacional, enfraquece a indústria nacional e os programas de defesa do país, e liberaliza a venda de terras a estrangeiros, inclusive em áreas sensíveis ao interesse nacional.

Privatizar e desnacionalizar monopólios serve apenas para aumentar os ganhos de rentistas nacionais e estrangeiros e endividar o país.

O governo antinacional e antipopular conta com o fim da recessão para se declarar vitorioso.

A recuperação econômica virá em algum momento, mas não significará a retomada do desenvolvimento, com ascensão das famílias e avanço das empresas.

Ao contrário, o desmonte do país só levará à dependência colonial e ao empobrecimento dos cidadãos, minando qualquer projeto de desenvolvimento.

Para voltar a crescer de forma consistente, com inclusão e independência, temos que nos unir, reconstruir nossa nação e definir um projeto nacional. Um projeto que esteja baseado nas nossas necessidades, potencialidades e no que queremos ser no futuro. Um projeto que seja fruto de um amplo debate.

É isto que propomos neste manifesto: o resgate do Brasil, a construção nacional.

Temos todas as condições para isso. Temos milhões de cidadãos criativos, que compõem uma sociedade rica e diversificada. Temos música, poesia, ciência, cinema, literatura, arte, esporte – vitais para a construção de nossa identidade.

Temos riquezas naturais, um parque produtivo amplo e sofisticado, dimensão continental, a maior biodiversidade do mundo.

Temos posição e peso estratégicos no planeta.

Temos histórico de cooperação multilateral, em defesa da autodeterminação dos povos e da não intervenção.

O governo reacionário e carente de legitimidade não tem um projeto para o Brasil. Nem pode tê-lo, porque a ideia de construção nacional é inexistente no liberalismo econômico e na financeirização planetária.

Cabe a nós repensarmos o Brasil para projetar o seu futuro – hoje bloqueado, fadado à extinção do empresariado privado industrial e à miséria dos cidadãos.

Nossos pilares são: autonomia nacional, democracia, liberdade individual, desenvolvimento econômico, diminuição da desigualdade, segurança e proteção do ambiente – os pilares de um regime desenvolvimentista e social.

Para termos autonomia nacional, precisamos de uma política externa independente, que valorize um maior entendimento entre os países em desenvolvimento e um mundo multipolar.

Para termos democracia, precisamos recuperar a credibilidade e a transparência dos poderes da República. Precisamos garantir diversidade e pluralidade nos meios de comunicação.

Precisamos reduzir o custo das campanhas eleitorais, e diminuir a influência do poder econômico no processo político, para evitar que as instituições sejam cooptadas pelos interesses dos mais ricos.

Para termos Justiça precisamos de um Poder Judiciário que atue nos limites da Constituição e seja eficaz no exercício de seu papel. Para termos segurança, precisamos de uma polícia capacitada, agindo de acordo com os direitos humanos.

Para termos liberdade, precisamos que cada cidadão se julgue responsável pelo interesse público.

Precisamos estimular a cultura, dimensão fundamental para o desenvolvimento humano pleno, protegendo e incentivando as manifestações que incorporem a diversidade dos brasileiros.

Para termos desenvolvimento econômico, precisamos de investimentos públicos (financiados por poupança pública) e principalmente investimentos privados. E para os termos precisamos de uma política fiscal, cambial socialmente responsáveis; precisamos juros baixos e taxa de câmbio competitiva; e precisamos ciência e tecnologia.

Para termos diminuição da desigualdade, precisamos de impostos progressivos e de um Estado de bem-estar social amplo, que garanta de forma universal educação, saúde e renda básica. E precisamos garantir às mulheres, aos negros, aos indígenas e aos LGBT direitos iguais aos dos homens brancos e ricos.
Para termos proteção do ambiente, precisamos cuidar de nossas florestas, economizar energia, desenvolver fontes renováveis e participar do esforço para evitar o aquecimento global.

Neste manifesto inaugural estamos nos limitando a definir as políticas públicas de caráter econômico. Apresentamos, assim, os cinco pontos econômicos do Projeto Brasil Nação:

1) Regra fiscal que permita a atuação contracíclica do gasto público, e assegure prioridade à educação e à saúde

2) Taxa básica de juros em nível mais baixo, compatível com o praticado por economias de estatura e grau de desenvolvimento semelhantes aos do Brasil

3) Superávit na conta corrente do balanço de pagamentos que é necessário para que a taxa de câmbio seja competitiva

4) Retomada do investimento público em nível capaz de estimular a economia e garantir investimento rentável para empresários e salários que reflitam uma política de redução da desigualdade

5) Reforma tributária que torne os impostos progressivos

Esses cinco pontos são metas intermediárias, são políticas que levam ao desenvolvimento econômico com estabilidade de preços, estabilidade financeira e diminuição da desigualdade. São políticas que atendem a todas as classes exceto a dos rentistas.

A missão do Projeto Brasil Nação é pensar o Brasil, é ajudar a refundar a nação brasileira, é unir os brasileiros em torno das ideias de nação e desenvolvimento – não apenas do ponto de vista econômico, mas de forma integral: desenvolvimento político, social, cultural, ambiental; em síntese, desenvolvimento humano.

Os cinco pontos econômicos do Projeto Brasil são seus instrumentos – não os únicos instrumentos, mas aqueles que mostram que há uma alternativa viável e responsável para o Brasil.

Estamos hoje, os abaixo assinados, lançando o Projeto Brasil Nação e solicitando que você também seja um dos seus subscritores e defensores.

Assine aqui: http://www.bresserpereira.org.br/manifesto.asp

Brasil, 30 de março de 2017

Subscritores originais:

LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA, economista
ELEONORA DE LUCENA, jornalista
CELSO AMORIM, embaixador
RADUAN NASSAR, escritor
CHICO BUARQUE DE HOLLANDA, músico e escritor
MARIO BERNARDINI, engenheiro
FERNANDO BUENO, empresário
ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE, físico
ROBERTO SCHWARZ, crítico literário
PEDRO CELESTINO, engenheiro
FÁBIO KONDER COMPARATO, jurista
KLEBER MENDONÇA FILHO, cineasta
LAERTE, cartunista
JOÃO PEDRO STEDILE, ativista social
WAGNER MOURA, ator e cineasta
VAGNER FREITAS, sindicalista
MARGARIDA GENEVOIS, ativista de direitos humanos
FERNANDO HADDAD, professor universitário
MARCELO RUBENS PAIVA, escritor
MARIA VICTORIA BENEVIDES, socióloga
LUIZ COSTA LIMA, crítico literário
CIRO GOMES, político
LUIZ GONZAGA DE MELLO BELLUZZO, economista
ALFREDO BOSI, crítico e historiador
ECLEA BOSI, psicóloga
LUIS FERNANDO VERÍSSIMO, escritor
MANUELA CARNEIRO DA CUNHA , antropóloga
FERNANDO MORAIS, jornalista
LEDA PAULANI, economista
ANDRÉ SINGER, cientista político
PAUL SINGER, economista
LUIZ CARLOS BARRETO, cineasta
PAULO SÉRGIO PINHEIRO, sociólogo
MARIA RITA KEHL, psicanalista
ERIC NEPOMUCENO, jornalista
CARINA VITRAL, estudante
LUIZ FELIPE DE ALENCASTRO, historiador
ROBERTO SATURNINO BRAGA, engenheiro e político
ROBERTO AMARAL, cientista político
EUGENIO ARAGÃO, subprocurador geral da república
ERMÍNIA MARICATO, arquiteta
TATA AMARAL, cineasta
MARCIA TIBURI, filósofa
NELSON BRASIL, engenheiro
GILBERTO BERCOVICI, advogado
OTAVIO VELHO, antropólogo
GUILHERME ESTRELLA, geólogo
JOSÉ GOMES TEMPORÃO, médico
LUIZ ALBERTO DE VIANNA MONIZ BANDEIRA, historiador
FREI BETTO, religioso e escritor
HÉLGIO TRINDADE, cientista político
RENATO JANINE RIBEIRO, filósofo
ENNIO CANDOTTI, físico
SAMUEL PINHEIRO GUIMARÃES, embaixador
FRANKLIN MARTINS, jornalista
MARCELO LAVENERE, advogado
BETE MENDES, atriz
JOSÉ LUIZ DEL ROIO, ativista político
VERA BRESSER-PEREIRA, psicanalista
AQUILES RIQUE REIS, músico
RODOLFO LUCENA, jornalista
MARIA IZABEL AZEVEDO NORONHA, professora
JOSÉ MARCIO REGO, economista
OLÍMPIO ALVES DOS SANTOS, engenheiro
GABRIEL COHN, sociólogo
AMÉLIA COHN, socióloga
ALTAMIRO BORGES, jornalista
REGINALDO MATTAR NASSER, sociólogo
JOSÉ JOFFILY, cineasta
ISABEL LUSTOSA, historiadora
ODAIR DIAS GONÇALVES, físico
PEDRO DUTRA FONSECA, economista
ALEXANDRE PADILHA, médico
RICARDO CARNEIRO, economista
JOSÉ VIEGAS FILHO, diplomata
PAULO HENRIQUE AMORIM, jornalista
PEDRO SERRANO, advogado
MINO CARTA, jornalista
LUIZ FERNANDO DE PAULA, economista
IRAN DO ESPÍRITO SANTOS, artista
HILDEGARD ANGEL, jornalista
PEDRO PAULO ZALUTH BASTOS, economista
SEBASTIÃO VELASCO E CRUZ, cientista político
MARCIO POCHMANN, economista
LUÍS AUGUSTO FISCHER, professor de literatura
MARIA AUXILIADORA ARANTES, psicanalista
ELEUTÉRIO PRADO, economista
HÉLIO CAMPOS MELLO, jornalista
ENY MOREIRA, advogada
NELSON MARCONI, economista
SÉRGIO MAMBERTI, ator
JOSÉ CARLOS GUEDES, psicanalista
JOÃO SICSÚ, economista
RAFAEL VALIM, advogado
MARCOS GALLON, curador
MARIA RITA LOUREIRO, socióloga
ANTÔNIO CORRÊA DE LACERDA, economista
LADISLAU DOWBOR, economista
CLEMENTE LÚCIO, economista
ARTHUR CHIORO, médico
TELMA MARIA GONÇALVES MENICUCCI, cientista política
NEY MARINHO, psicanalista
FELIPE LOUREIRO, historiador
EUGÊNIA AUGUSTA GONZAGA, procuradora
CARLOS GADELHA, economista
PEDRO GOMES, psicanalista
CLAUDIO ACCURSO, economista
EDUARDO GUIMARÃES, jornalista
REINALDO GUIMARÃES, médico
CÍCERO ARAÚJO, cientista político
VICENTE AMORIM, cineasta
EMIR SADER, sociólogo
SÉRGIO MENDONÇA, economista
FERNANDA MARINHO, psicanalista
FÁBIO CYPRIANO, jornalista
VALESKA MARTINS, advogada
LAURA DA VEIGA, socióloga
JOÃO SETTE WHITAKER FERREIRA, urbanista
FRANCISCO CARLOS TEIXEIRA DA SILVA, historiador
CRISTIANO ZANIN MARTINS, advogado
SÉRGIO BARBOSA DE ALMEIDA, engenheiro
FABIANO SANTOS, cientista político
NABIL ARAÚJO, professor de letras
MARIA NILZA CAMPOS, psicanalista
LEOPOLDO NOSEK, psicanalista
WILSON AMENDOEIRA, psicanalista
NILCE ARAVECCHIA BOTAS, arquiteta
PAULO TIMM, economista
MARIA DA GRAÇA PINTO BULHÕES, socióloga
OLÍMPIO CRUZ NETO, jornalista
RENATO RABELO, político
MAURÍCIO REINERT DO NASCIMENTO, administrador
ADHEMAR BAHADIAN, embaixador
ANGELO DEL VECCHIO, sociólogo
MARIA THERESA DA COSTA BARROS, psicóloga
GENTIL CORAZZA, economista
LUCIANA SANTOS, deputada
RICARDO AMARAL, jornalista
BENEDITO TADEU CÉSAR, economista
AÍRTON DOS SANTOS, economista
JANDIRA FEGHALI, deputada
LAURINDO LEAL FILHO, jornalista
ALEXANDRE ABDAL, sociólogo
LEONARDO FRANCISCHELLI, psicanalista
MARIO CANIVELLO, jornalista
MARIO RUY ZACOUTEGUY, economista
ANNE GUIMARÃES, cineasta
ROSÂNGELA RENNÓ, artista
EDUARDO FAGNANI, economista
REBECA SCHWARTZ, psicóloga
MOACIR DOS ANJOS, curador
REGINA GLORIA NUNES DE ANDRADE, psicóloga
RODRIGO VIANNA, jornalista
LUCAS JOSÉ DIB, cientista político
WILLIAM ANTONIO BORGES, administrador
PAULO NOGUEIRA, jornalista
OSWALDO DORETO CAMPANARI, médico
CARMEM DA COSTA BARROS, advogada
EDUARDO PLASTINO, consultor
ANA LILA LEJARRAGA, psicóloga
CASSIO SILVA MOREIRA, economista
MARIZE MUNIZ, jornalista
VALTON MIRANDA, psicanalista
MIGUEL DO ROSÁRIO, jornalista
HUMBERTO BARRIONUEVO FABRETTI, advogado
FABIAN DOMINGUES, economista
KIKO NOGUEIRA, jornalista
FANIA IZHAKI, psicóloga
CARLOS HENRIQUE HORN, economista
BETO ALMEIDA, jornalista
JOSÉ FRANCISCO SIQUEIRA NETO, advogado
PAULO SALVADOR, jornalista
WALTER NIQUE, economista
CLAUDIA GARCIA, psicóloga
LUIZ CARLOS AZENHA, jornalista
RICARDO DATHEIN, economista
ETZEL RITTER VON STOCKERT, matemático
ALBERTO PASSOS GUIMARÃES FILHO, físico
BERNARDO KUCINSKI, jornalista e escritor
DOM PEDRO CASALDÁLIGA, religioso
ENIO SQUEFF, artista plástico
FERNANDO CARDIM DE CARVALHO, economista
GABRIEL PRIOLLI, jornalista
GILBERTO MARINGONI, professor de relações internacionais
HAROLDO CERAVOLO SEREZA, jornalista e editor
HAROLDO LIMA, político e engenheiro
HAROLDO SABOIA, constituinte de 88, economista
AFRÂNIO GARCIA, cientista social
IGOR FELIPPE DOS SANTOS, jornalista
JOSÉ EDUARDO CASSIOLATO, economista
JOSÉ GERALDO COUTO, jornalista e tradutor
LISZT VIEIRA, advogado e professor universitário
LÚCIA MURAT, cineasta
LUIZ ANTONIO CINTRA, jornalista
LUIZ PINGUELLI ROSA, físico, professor universitário
MARCELO SEMIATZH, fisioterapeuta
MICHEL MISSE, sociólogo
ROGÉRIO SOTTILI, historiador
TONI VENTURI, cineasta
VLADIMIR SACCHETTA, jornalista
ADRIANO DIOGO, político
MARCELO AULER, jornalista
MARCOS COSTA LIMA, cientista político
RAUL PONT, historiador
DANILO ARAUJO FERNANDES, economista
DIEGO PANTASSO, cientista político
ENNO DAGOBERTO LIEDKE FILHO, sociólogo
JOÃO CARLOS COIMBRA, biólogo
JORGE VARASCHIN, economista
RUALDO MENEGAT, geólogo
PATRÍCIA BERTOLIN, professora universitária
MARISA SOARES GRASSI, procurador aposentada
MARIA ZOPPIROLLI, Advogada
MARIA DE LOURDES ROLLEMBERG MOLLO, economista
LUIZ ANTONIO TIMM GRASSI, engenheiro
LIÉGE GOUVÊIA, juíza
LUIZ JACOMINI, jornalista
LORENA HOLZMANN, socióloga
LUIZ ROBERTO PECOITS TARGA, economista

Criado em 2017-04-27 20:11:48

Vida, poeira, tempo.

Maria Lúcia Verdi -

Alguém anota a realidade, aquilo que se explicita reiteradamente, por todos os meios. Entre as portas se vê luz, na mão pincel ou lápis. A realidade, nada a ver com o real, aquilo que foge, aquilo que não sabemos o que é. A História é realidade (Hegel), mas dizem que ela morreu.

O que sobrevive? Às vezes esta consciência nos mata e nem mais a inconsciência nos salva. Tudo foge, escorre, escapa. Graças à tecnologia, um mundo abstrato, líquido, fascinante e assustadoramente mágico nos envolve, nos engole – ele é um berço e um fundo labirinto.

Vida, poeira, tempo. Todos os tempos ao mesmo tempo, online, e nós aqui tentando entender nossa pequena história na História, beliscando nossos corpos, tatuando-os, trazendo para a pele a extensão da fantasia - com dor e sangue preciso demarcar minha subjetividade, mostrar o que sou na tela do meu corpo.

Há um grande custo em ser pós-moderno - ou outro dos tantos codinomes deste século da uniformização – ele nos esgota, nos estressa de tanto quase histérico prazer, tantos intermináveis entretenimentos, tantas infinitas, angustiantes possibilidades.

Todos nós, de cada canto da aldeia, tão uniformizados em tudo, até no gozo solitário e ansioso.

Son pequeñeses - são coisas de nada, bobagens, a maior parte do que escutamos e lemos, o que ocorre na banalidade dos dias, o que ondula no rio da vida.

Mas são sim significativos alguns atos (frutos da compreensão), às vezes uns “quase nada”, que fariam (que fazem) tudo se transformar, criar uma linguagem que apontasse (que aponte) outras saídas para os indivíduos e as sociedades.

Entre portas se vê luz, na mão pincel ou lápis.

Alguém observa o ser, o seu, o de cada um, de cada coisa. Mas há o sol, há a lua bastante próximos, pensa, e esta certeza poderia aquietar-me.

Aguarda, escuta, anota. Percebe a cada dia uma diferença na luz. Pequeñeses também alimentam.

Criado em 2017-04-02 21:47:05

Mais um ataque: Bolsonaro e Guedes tiram a Cultura do MEI

É estarrecedora a decisão do ministro da Economia, Paulo Guedes, que por meio do Comitê Gestor do Simples Nacional extinguiu diversas ocupações da lista de Microempreendedor Individual (MEI) a partir de janeiro de 2020.

Os artistas estão enviando e-mail ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pedindo que seja aprovado um Decreto Legislativo que anule o Art. 3º da Resolução nº 150, de 3/12/2019. Essa medida altera a Resolução CGSN nº 140, de 22/5/2018, retirando do MEI diversas categorias profissionais ligadas a arte e cultura.

O MEI é uma política que tirou milhões de profissionais autônomos da informalidade. Nos últimos anos, tornou-se instrumento imprescindível para formalização do trabalho de artistas, técnicos e professores do mundo da cultura.

A Resolução nº 150/2019, publicada no Diário da União, é um grande ataque à economia da Cultura no país e atinge, em especial, artistas independentes e pequenos empreendedores da área que tenham receita anual de até R$ 81 mil. Com a resolução, ficam impedidos de aderirem ao MEI músicos, DJs, professoras de teatro e música, profissionais da produção cultural, sonorização, iluminação, atores e contadores de história. A decisão atinge também outras áreas e profissionais como professores particulares, esteticistas e donos de bar.

Para contrapor a essa medida absurda, a 2ª vice-presidente da Comissão de Cultura na Câmara dos Deputados, deputada Áurea Carolina (PSol-PA), encaminhou ao governo federal um pedido de informações. “Entre outras perguntas, queremos saber quantos cidadãos serão afetados e qual o impacto arrecadatório estimado pela Receita Federal caso todos os empreendedores afetados sejam jogados na informalidade”, disse ela.

Um email base pra todos mandarem para o Presidente da Câmara Rodrigo Maia: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

“Projeto de Decreto Legislativo que anule o Art. 3º da Resolução  nº 150, de 3 de Dezembro de 2019.

Solicitamos a V. Ex.ª Sr. Rodrigo Maia Presidente da Câmara dos Deputados um Projeto de Decreto Legislativo que anule o Art. 3º da Resolução nº 150, de 3 de Dezembro de 2019 que altera a Resolução CGSN nº 140, de 22 de maio de 2018, retirando do MEI diversas categorias profissionais ligadas a arte e cultura.

Espero que não compactue com esse atentado contra os trabalhadores da arte, cultura e educação do País.

Cordialmente”.

Witzel quer acabar com o Fundo de Cultura no Rio de Janeiro

Assim como o governo Bolsonaro, a decisão do governador Wilson Witzel, do Rio de Janeiro, em relação a Cultura é de abandono. Não há reconhecimento da importância da cultura, não há financiamento e como consequência da absoluta falta de incentivo aos artistas e às práticas culturais, uma série de manifestações culturais do Estado correm o risco de sucumbir por ausência de fomento por parte do estado.

A secretaria de Cultura do PT-RJ informa que “não é falta de verba já que o Fundo de Cultura do Estado do Rio de Janeiro tem cerca de R$ 18,6 milhões em caixa”.

O PT-RJ informa que “o Governo Witzel enviou à Assembleia Legislativa uma proposição que altera a Lei da Cultura Estadual desfigurando o Fundo de Cultura. Isso quer dizer, na prática, que Witzel retira a obrigatoriedade do repasse de verbas ao Fundo Estadual de Cultura e mais, propõe que esse recurso que deveria ser destinado a investimento nas artes, possa ser utilizado para o pagamento de pessoal e de despesas de estrutura da Secretaria de Cultura. Além disso, a proposta prevê que os recursos que não forem utilizados até o final do exercício orçamentário deste ano retornem aos cofres do estado para outra destinação”.

Segundo os petistas, Witzel, com essa atitude, acaba com a mais importante política de financiamento à cultura do Rio de Janeiro. “Não é de hoje essa política, desde a sua posse o governador tem demonstrado que a política cultural do estado serviria ao mercado e aos megaeventos em detrimento às culturas populares, às manifestações da cultura tradicional e ao patrimônio. Foi o que assistimos na prática nesse período com o corte brutal das verbas públicas destinadas a ações da Secretaria Estadual de Cultura; a desestruturação completa do órgão de patrimônio, o INEPAC; a total falta de transparência sobre os financiamentos aprovados via lei de incentivo fiscal do ICMS e a absoluta concentração dos poucos recursos disponíveis na capital”.

A proposta de Witzel vai a votação na Assembleia Legislativa nesta segunda-feira, 9/12. A ideia é ocupar as galerias da Assembleia para impedir mais esse ataque à produção cultural do estado.

Criado em 2019-12-07 17:53:37

Paulo Teixeira: "O golpe agora é contra você"

O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) fez um resumo do que foi aprovado na Câmara dos Deputados na reforma trabalhista, e afirma que "agora o golpe é contra você".

"Não vamos deixar passar no Senado", caso seja aprovada temos que fazer um referendo revogatório", diz o deputado!

Veja, a seguir, os 13 pontos da reforma que mexerão na sua vida para sempre e para pior, segundo o deputado:
 
1) Demissões coletivas - Agora os empregadores podem demitir todo mundo da sua empresa e contratar outras pessoas por menores salários e menores benefícios sem nenhuma multa.

2) Trabalho temporário, pra sempre - O patrão vai poder te contratar por hora durante toda a sua vida. Sem garantias. Por exemplo: bares, restaurantes, indústrias poderão te chamar para trabalhar temporariamente quando quiserem e você não terá seu emprego e salário fixos garantidos.

3) Hora-extra - A CLT prevê jornada de trabalho de no máximo 8 horas por dia. Agora, ao invés de pagar horas extras para o trabalhador que ficar mais tempo trabalhando, o empregador vai contratar uma jornada de trabalho maior. Diminui o salário do empregado no final do mês.

4) Meia-hora de almoço - Antes era obrigatório almoço de uma hora. Mas para este governo apenas meia-hora é suficiente.

5) - Suas roupas também entraram na reforma - A partir de hoje o patrão vai poder dizer até como você tem que se vestir. Mesmo aqueles uniformes que te exponham ao ridículo estão liberados. E não importa que faça frio ou calor, a roupa é a que os patrões escolherem.

6 - Fim do transporte de empregados - As empresas não precisarão mais pagar pelas suas horas de deslocamento. Quem mora mais longe é o mais prejudicado. Vai perder tempo e dinheiro.

7) Mexeram nas suas férias - Agora os patrões podem parcelar livremente suas férias em até 3 vezes, como for melhor pra eles.

8) Se você é terceirizado, preste atenção: a empresa que contratou a terceirização (às vezes é o governo ou outra empresa bem maior) *não* vai mais ter responsabilidade nenhuma sobre sua indenização se você for demitido. Se você não receber os seus direitos, já era.

9) E se você tem carteira assinada e está há muitos anos na empresa? Saiba que agora *a empresa vai poder te demitir* e demitir todos os teus colegas para contratar terceirizados, mais baratos pros patrões, sem direitos, sem carteira assinada.

10) A crueldade chega até às grávidas: quem decide aonde as grávidas (e as lactantes) trabalham é o médico da empresa. Ou seja, mesmo que ela esteja em um local insalubre para ela e o bebê, quem decide agora o lugar de trabalho é teu patrão.

E a quem você vai poder reclamar?

11) Não tem mais Comissão de Conciliação Prévia. O que o patrão negociar com você vai valer mais do que a Lei. Vale o que o patrão mandou e a regra que você assinou quando conseguiu o emprego.

12) Rescisão - Não vai ser mais obrigatório o sindicato assinar a tua rescisão. Eles podem agora fazer a rescisão do jeito que eles quiserem. Você ficou não mão dos patrões.

13) Golpe na Justiça do Trabalho - A justiça do trabalho não é mais gratuita. Você vai ter que pagar honorário até do perito. E se não tiver dinheiro, fica sem poder reclamar.

Por fim, Paulo Teixeira conclama: "Vamos reagir! - Greve Geral dia 28 de abril".

Criado em 2017-04-27 19:57:44

Nova política: O poder da propaganda e da manipulação

Geniberto Paiva Campos -

Historiadores, sociólogos, intelectuais, acadêmicos tremei. Chegamos ao século XXI sob um novo e inquietante conceito de política. Bem diferente daquilo que o filósofo italiano Antonio Gramsci dizia, em meados de 1919, conclamando os cidadãos a se tornarem atores políticos.

“Instruí-vos, porque precisamos da vossa inteligência. Agitai-vos, porque precisamos do vosso entusiasmo. Organizai-vos, porque precisamos de toda vossa força”, dizia Gramsci.

Nos últimos anos, pelo que dizem os teóricos e os pensadores liberais, surgiram os novos conceitos, modificando o formato e a prática da política.

E todos os povos e nações estariam sujeitos, submissos até, a essas novas práticas.

Trabalhar e lutar para mudar o mundo, construir uma nova sociedade? Esqueçam.

O indivíduo – guardemos este nome – tornou-se o centro de tudo. Foi decretado o fim da estrutura social. E do processo civilizatório. É cada um por si.

Fica também extinta, para sempre, a solidariedade entre os homens.
Nada temos a ver com nossos semelhantes.

O socialismo ou as diversas doutrinas igualitárias de inclusão social, tornaram-se obsoletos.

Vale agora o meu conforto, meu bem-estar. No limite, a felicidade das pessoas que me estão próximas. Parentes e afins.

Seremos, todos “microempresários individuais/MEI". Esta, a simpática sigla.
“A força do homem coletivo” de Auden? Apenas uma imagem poética.
Fica abolido qualquer resquício de solidariedade e compaixão pelos nossos semelhantes.

Vale agora o que os modernos marqueteiros denominam “utopia das pequenas causas”. Os sonhos individuais.

Estes valores induzem o comportamento político-eleitoral dos indivíduos.
Em resumo, eis o formato da nova política.

Constituem as mudanças comportamentais necessárias para dar o suporte à insustentável ideologia neoliberal.

Para aqueles que fazem correlações com o livro “1984” de Orwell, assegura-se que a comparação é pertinente.

Talvez esteja ocorrendo o retorno do que os antigos chamavam “realpolitik”.

Ou, algo bem pior. Coisa de dar medo. Um sistema incompatível com a democracia.

Receita da manipulação - construindo a ingenuidade política

Como se faz a manipulação da consciência e do comportamento dos indivíduos?

Como se alimenta e controla o “rebanho desorientado”, como o denominava Walter Lippmann?

Trata-se de uma história antiga. A qual remonta às primeiras décadas do século XX.

Época em que a propaganda ganhava contornos definidos.

E cabia a esta nova “ciência” ensinar a população a fazer as escolhas certas ao ir às compras, adquirir as melhores ofertas. As essenciais e as supérfluas.

Logo se percebeu que a propaganda, que se mostrava tão eficiente para vender mercadorias, poderia ser também muito útil no campo da manipulação política.

Sociedades cultas, desenvolvidas, quando submetidas aos efeitos sutis da propaganda e da manipulação, sucumbiam facilmente ao seu conteúdo ideológico. Por mais estranhos que fossem.

A elite descobriu que era possível induzir a população a se comportar de acordo com os seus interesses ocultos, facilmente assimiláveis pelo “rebanho desorientado”.

Foi assim, por exemplo, nos Estados Unidos e na Alemanha na primeira metade do século XX.

Noam Chomsky demonstrou que a participação dos Estados Unidos na I Guerra Mundial foi resultado de uma grosseira manipulação midiática.

E sentencia, definitivo: “…a propaganda política patrocinada pelo Estado, quando aprovada pelas classes instruídas, e quando não existe espaço para contestá-la, pode ter consequências importantes. Foi uma lição aprendida por Hitler e por muitos outros e que vem sendo adotada até os dias de hoje.”

A assimilação do nazismo pelo povo alemão tornou-se possível graças à eficiência dos órgãos de comunicação do regime hitlerista, sob a chefia de Joseph Goebbels.

Eles aprenderam a lição.

O marketing e a propaganda foram assimilados pela política contemporânea. Ou vice-versa. Tornaram-se irmãos siameses.
Por toda a segunda metade do século XX, os embates da Guerra Fria tiveram o suporte de uma “comunicação/propaganda” eficiente, sem nenhum escrúpulo, com o objetivo de manipular as formas de sentir e o comportamento social e individual de pessoas e instituições.

Assim, foi criado o “perigo vermelho”. E confirmado: os comunistas comiam criancinhas.

O caso brasileiro

O que está sendo aplicado no Brasil em anos recentes nada mais é que o requinte do uso indiscriminado desses métodos. Aplicados em diversos cenários. E de eficácia comprovada.

É preciso enfatizar que a ingenuidade política não é “coisa de brasileiros”.

É construída pelos marqueteiros políticos. Com jurisdição no mundo inteiro.

Mas há no Brasil um tema que se presta muito bem à manipulação política: A corrupção.

Utilizada há décadas ,como mísseis certeiros, para derrubar governos trabalhistas e populares. E também para eleger candidatos presidenciais, capazes de varrer a corrupção, num passe de mágica.

A linha do tempo mostra os presidentes depostos: Getúlio Vargas em 1954; João Goulart em 1964; Dilma Roussseff em 2016.

Candidaturas presidenciais: Jânio Quadros em 1960; Fernando Collor em 1989.

O “Homem da Vassoura” e o “Caçador de Marajás”.

São momentos de grave instabilidade política no país, que funcionam como recortes históricos, a suscitar profundas reflexões.
Paga-se o alto custo da quebra da normalidade institucional, para obter, quando muito, um mínimo de avanços no seu desenvolvimento econômico.

E nenhum ganho da propalada “moralização política”.

E para surpresa dos moralistas de plantão, foram tão longe as ações penais e coercitivas contra os corruptos atuais – aqueles que são condenados sem evidências criminais e que não precisam de provas nos autos, bastam as convicções de alguns juízes – que acabou por serem criadas, com toda carga de cinismo, dois tipos de corrupção: A do "mal", praticada pelo Partido dos Trabalhadores e a do "bem", pelos partidos que fazem o jogo da elite.

O objetivo: fazer a elite brasileira retomar o poder. E adotar, com pressa obscena, as regras fundamentalistas neoliberais.

A globalização levada ao paroxismo. Desde que o neoliberalismo é filho dileto da globalização.

Para os que perguntam, honestamente, como foi possível ao país chegar a tal situação, vivenciando uma das suas maiores crises institucionais, a resposta é simples. E ao mesmo tempo complexa.

Simplesmente foi posta em prática no país uma operação de tomada do poder. Com métodos bem diversos dos que vinham sendo aplicados habitualmente.

De forma total – ou totalitária. Tramada externamente. Com execução local.

Cidadãos brasileiros exercendo, sem nenhum pudor, o papel de agentes de ocupação externa.

Aplicando em seu próprio país teorias abstrusas. Historicamente equivocadas.

A manipulação e a propaganda política fazendo a classe média brasileira defender conceitos político-ideológicos indefensáveis.

Vestidos de amarelo. E batendo panelas Tudo que seu mestre mandar.

Manipulados por profissionais da comunicação, a tropa de choque tomou de assalto o poder Executivo, e rapidamente passou a aplicar tais conceitos.

Os brasileiros assistiram, perplexos e silentes, um teatro político grotesco, com o primeiro ato ocorrendo num domingo, na Câmara Federal.

Nesta inesquecível tarde de domingo, 17 de abril de 2016, foi encenado um dos espetáculos mais grotescos da vida política brasileira.

Um soturno prenúncio do que estaria reservado ao futuro próximo do país.

Como dizem os pessimistas, “o pior sempre pode acontecer”.

Políticos de segundo time assumiram o controle do poder Executivo, passando a encenar uma peça macabra.

Comandados por estranhos atores, parecendo originários de filmes de terror.

Qual o futuro desse novo regime, arauto da nova política?

Somente o tempo, o senhor da razão, dirá.

Criado em 2017-03-27 18:57:10

Lançamento de livro sobre a história da Palestina no Senado

O livro Palestina: Do Mito da Terra Prometida à Terra da Resistência, do historiador e especialista em relações internacionais Sayd Marcos Tenorio, será lançado hoje, quarta-feira (4/12), às 18h30, na Biblioteca do Senado Federal. O embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahin Alzeben, é uma das autoridades aguardadas no evento.

A obra faz um resgate histórico da Palestina, desde os primeiros habitantes cananeus, as ocupações, guerras e conquistas do país e sua capital, Jerusalém (Al Quds), para desmistificar seu pertencimento aos atuais ocupantes, os sionistas israelenses. Também questiona a legalidade e a legitimidade da partilha promovida pela ONU em 1947 e a eficácia dos Acordos de Oslo, de 1993, entre israelenses e palestinos.

Segundo o autor, esses acontecimentos históricos conduziram a Palestina e o seu povo à encruzilhada em que se encontram hoje, tornando inviável a solução de dois Estados.

Segundo Sayd Marcos Tenório, o conflito na Palestina não é sobre uma disputa político-religiosa entre judeus e palestinos (cristãos e muçulmanos), mas parte de um contexto que se agravou desde a criação do Movimento Sionista Internacional no final do século XIX e da criação do Estado de Israel sem fronteiras definidas, em 1948.

Além de fazer denunciar as violações dos direitos palestinos, a obra traz um histórico do surgimento do Movimento de Resistência Islâmica (HAMAS), e explica como ele se tornou a principal força política e militar da Palestina.

O autor - Sayd Marcos Tenorio é historiador e especialista em relações internacionais. É ativista internacionalista da causa palestina há mais de 30 anos, com diversos artigos publicados sobre temas relacionados à Palestina. É fundador e atual secretário-geral do Instituto Brasil-Palestina (Ibraspal) e diretor do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz). E-mail do autor: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Criado em 2019-12-04 21:09:55

Procurador-Geral do Trabalho diz que greve geral é legítima

E mais: CBJP/CNBB dá apoio ao movimento grevista e MPT repudia as reformas de Michel Temer.

No mesmo dia em que o presidente Michel Temer decidiu cortar o ponto dos servidores federais que aderirem ao movimento grevista desta sexta-feira, 28/4, o Procurador-Geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, emitiu comunicado afirmando que "a greve é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal".

A nota ressalta ainda "a legitimidade dos interesses que se pretende defender por meio da anunciada Greve Geral como movimento justo" e também reafirma a posição institucional do MPT "contra as medidas de retirada e enfraquecimento de direitos fundamentais dos trabalhadores contidas no Projeto de Lei que trata da denominada 'Reforma Trabalhista'".

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que faria o mesmo que Temer com os servidores municipais e divulgou um vídeo dizendo que a greve não é justa: "só quem não quer trabalhar é que vai fazer greve", diz ele no pronunciamento.

Moção de repúdio do MPT

Mesmo com a aprovação na Câmara dos Deputados do texto da chamada reforma trabalhista, o assunto ainda vai ser discutido no Senado. A insatisfação é geral. Os 296 deputados que disseram sim à proposta do governo Michel Temer terão que prestar contas aos seus eleitores em 2018.

Às vésperas da votação, a Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade Sindical (Conalis), do Ministério Público do Trabalho (MPT), reunida nacionalmente em videoconferência nos dias 18 e 19 de abril de 2017, com a presença dos seus coordenadores nacionais e regionais, aprovou moção de repúdio ao relatório do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN).

O deputado Rogério Marinho está sendo investigado em um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) por ter envolvimento com empresa terceirizada que frauda as leis trabalhistas. A empresa coagia funcionários demitidos a renunciar às verbas rescisórias e a devolver a multa do FGTS. Por meio das fraudes, a companhia se apropriou ilegalmente de R$ 338 mil devidos a mais de 150 trabalhadores, afirma o MPT.

Para o MPT, o substitutivo elaborado no PL 6787/2016, cujas disposições, que pretendem alterar a CLT, "representam um vergonhoso retrocesso social no trato das relações de trabalho no Brasil, e importam em violação de normas internacionais de trabalho emanadas da OIT, ratificadas pelo Brasil, e de preceitos fundamentais da CRFB/88, além de vilipendiar os princípios de proteção do trabalhador e da primazia da realidade que informam o Direito do Trabalho".

Por isso, a Conalis externa seu total apoio às manifestações convocadas por todas as centrais sindicais de trabalhadores brasileiros, que serão realizadas amanhã, 29 de abril, em protesto às reformas trabalhista e previdenciária defendida pelo governo federal.

Comissão de Justiça e Paz apoia a greve geral

O Observatório Político da Comissão Brasileira de Justiça e Paz, da CNBB, está preocupado com a aprovação das reformas previdenciária e trabalhista pelo Congresso Nacional e manifesta sua rejeição às propostas do governo Michel Temer por "entendê-las como um verdadeiro vilipêndio e um retrocesso inaceitável nas conquistas duramente obtidas".

Para a CBJP, "o governo federal e o Congresso Nacional, apoiando tão iníquas propostas, esquecem sua missão de zelar pelo bem do povo, especialmente dos mais pobres, que são os que mais precisam de proteção e assistência, e curvam-se aos interesses do capital nacional e internacional, penalizando a força do trabalho".

Em nota oficial, a CBJP conclama "os irmãos a se juntarem conosco no apoio à Greve Geral do próximo dia 28, envidando todos os esforços para que ela venha a ser uma demonstração cabal de que o povo brasileiro rejeita estas reformas e não aceita vê-las aprovadas".

"A CBJP manterá um plantão cívico durante todo o dia 28 na sua sede em Brasília, acompanhando os atos que serão realizados em todo o país, motivo pelo qual solicitamos nos manter informados dos eventos locais", conclui a nota.

Criado em 2017-04-27 19:46:04

Eternamente?

Maria Lúcia Verdi -

Macunaíma sai atrás do pedaço arrancado de seu corpo, roubaram um pedaço da perna dele, o Herói sem Nenhum Caráter, e ele vai atrás. Ladrão que rouba ladrão merece cem anos de perdão?

Que carne vocês comem, vocês aí do Norte? Nós daqui, depende muito. Come, não come, come qualquer coisa, até o outro.

Heróis estão por aí, escondidos, sobreviventes do dia-a-dia. Roubaram-lhes a carne que não há, do corpo e da alma. Cara de Cavalo e os anti-heróis necessários, o escândalo dos Sem Nada e o Gigante no berço esplêndido.

Surreal país das grandes misérias, barroco país das negadas dores, futurista país de um eternamente, nostálgico país da casa grande, aviltante país das grandes injustiças, trágico país dos grandes equívocos, absurdo país dos grandes anacronismos - quem devolve o pedaço roubado da tua alma?

Bandido bom é bandido morto? Oiticia disse: Seja marginal, seja herói. Ser marginal, estar à margem disso tudo, de tudo isso que tenta nos engolir – um dever cívico.

Criado em 2017-03-24 14:23:12

“Dois Papas” no Cine Cultura do Liberty Mall

Filme Dois Papas, dirigido por Fernando Meirelles, será exibido em Brasília apenas no Cine Cultura Liberty Mall, a partir do dia 5 de dezembro.

O filme, estrelado por Anthony Hopkins e Jonathan Pryce, narra a relação entre o Papa Bento XVI e o futuro Papa Francisco. O longa-metragem, filmado na Argentina e no Vaticano, percorreu 36 festivais, venceu quatro prêmios internacionais e pode receber indicações ao Oscar.

A produção da Netflix será lançada no dia 5 de dezembro em cinemas selecionados. Em Brasília, o Cine Cultura Liberty Mall exibirá quatro sessões diárias, às 14h, 16h20, 18h40 e 21h. Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente na bilheteria do cinema. Maiores informações pelo site www.cinecultura.com.br e também pelo telefone (61) 3326 1399.

Sinopse:

Buenos Aires, 2012. O cardeal argentino Jorge Bergoglio (Jonathan Pryce) está decidido a pedir sua aposentadoria, devido a divergências sobre a forma como o papa Bento XVI (Anthony Hopkins) tem conduzido a Igreja.

Com a passagem já comprada para Roma, ele é surpreendido com o convite do próprio Papa para visitá-lo. Ao chegar, eles iniciam uma longa conversa onde debatem não só os rumos do catolicismo, mas também afeições e peculiaridades da personalidade de cada um.

_________________

Filme: Dois Papas

Direção: Fernando Meirelles

Duração: 125min

Classificação indicativa: 14 anos

Criado em 2019-12-02 14:53:11

Quem mais lucra com o bombardeio à Síria?

Mário Augusto Jakobskind -

De repente, não mais do que de repente, a mídia comercial conservadora mudou da água para o vinho em relação ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Motivo foi o bombardeio dos 59 mísseis Tomahawk, disparados do mar Mediterrâneo contra uma base militar síria.

E tudo teve por base uma suposta utilização de armas químicas pelos militares sírios, tornando-se o fato uma verdade inquestionável, ou seja, de que o governo sírio utilizou armas químicas – gás sarin – provocando dezenas de mortes, entre elas crianças.

O episódio de alguma forma lembra a primeira invasão norte-americana no Iraque quando o então Secretário de Defesa, Collin Powell, foi ao Congresso revelar uma mentira, comprovada posteriormente, de que o Iraque de Saddam Hussein tinha as tais armas de destruição em massa.

A diferença é que hoje o mundo pôde assistir, com justa indignação, as imagens das vítimas. O Congresso estadunidense na época foi consultado para promover a invasão, o que não aconteceu agora.

De antemão, sem nenhum tipo de questionamento por parte dos Estados Unidos e de outros governos, Bashar Al Assad foi considerado o único culpado pela tragédia.

A negativa da responsabilidade por parte do governo sírio não foi praticamente considerada, prevalecendo a acusação, que se tornou a única verdade. Nem foi cobrada uma investigação sobre quem está correto.

Trump deixou de lado o seu slogan “América primeiro”, para ordenar o bombardeio, cujo custo não foi revelado pela mídia comercial conservadora, que visivelmente aproveitou o embalo para dar a guinada em apoio ao presidente.

Há quem garanta que ele apenas cedeu aos interesses do complexo industrial militar, que exigiu a ação contra o governo sírio.

Obrigado ou não, o bombardeio foi realizado com poucos questionamentos, um deles por parte da Rússia, que já se prontificou a oferecer mais garantias militares aos sírios.

A ação norte-americana, segundo opinam observadores independentes foi inócua em termos de resolução do conflito iniciado em 2011, não passando de mais uma jogada de puro marketing, que governos impopulares realizam para tentar reverter desgastes.

Foi o que fez Trump, obrigado ou não a dar a guinada de 180 graus.

Quem pode afirmar com absoluta razão que os sírios utilizaram as armas químicas, se as mesmas já tinham sido banidas há algum tempo, inclusive com supervisão internacional?

A primeira pergunta que deve ser feita: a quem interessava o uso das armas químicas e a efetivação da tragédia? O menos interessado no caso é o próprio governo de Bashar Al Assad que com a ajuda da Rússia tinha o controle da maior parte do território com o enfraquecimento dos terroristas, que, por sinal, a mídia comercial conservadora nos últimos dias não mais o designavam como terroristas, mas como rebeles.

Ou seja, a al Qaeda, Estado Islâmico e outras organizações do gênero passaram a ser consideradas “rebeldes”.

E assim caminha o noticiário internacional, cuja repercussão na carta dos leitores dos jornalões só acusa o governo sírio pela barbaridade acontecida.

Inventadas ou não, as cartas são um dos sintomas do bombardeio midiático no sentido de queimar de vez o “ditador” Bashar Al Assad, mas colocando agora Donald Trump nas alturas.

É explicável, na medida em que ele se enquadrou ou foi enquadrado para seguir o que interessa a um segmento da indústria estadunidense, o complexo industrial militar, a imagem midiática de Trump passa a entrar em novo patamar de aprovação.

No plano internacional, países europeus, entre os quais a Inglaterra, Alemanha e França já o aplaudiram tendo por base a única versão aceita, qual seja a de que a Síria usou armas químicas contra a população civil.

Como comprovação de que a hipocrisia é um dos componentes da atualidade em termos de pronunciamento, vale assinalar o apoio efusivo do primeiro ministro de Israel, o belicista Benjamin Netanyahu, que provavelmente vai aproveitar o embalo e esperar apoio de Trump para uma eventual aventura bélica contra o Irã, algo que o governante extremista israelense nunca deixou de lado.

Por estas e outras, depois do bombardeio com os mísseis lançados do mar Mediterrâneo, a situação na região tornou-se ainda mais grave, com possibilidade até mesmo de aumento da tensão nos mais diversos quadrantes do planeta.

Uma pergunta que não quer calar: quem lucra com isso? A resposta é óbvia: o complexo industrial militar, que se sente contemplado com a guinada de Trump.

Criado em 2017-04-09 21:03:33

Terceirização total reduz direitos e amplia precarização do trabalho

Deputado Distrital Chico Vigilante -

Foi aprovado, ontem (22/3), pelo plenário da Câmara dos Deputados um verdadeiro absurdo. O PL 4302/98 é extremamente danoso à classe trabalhadora brasileira, especialmente aos terceirizados.

A proposta aprovada vai trazer redução real dos direitos dos trabalhadores, pois a partir de agora, o trabalhador estará submetido a baixos salários, a precárias condições de trabalho, aumento da jornada diária, maior incidência de acidente de trabalho, aquisição de doenças ocupacionais, inadimplência das empresas com as obrigações trabalhistas, entre outros prejuízos.

Esse texto é perverso, pois, não há sequer nenhuma salvaguarda para estes trabalhadores. Na verdade, ele simplesmente destrói a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e os direitos dos trabalhadores conquistados ao longo dos anos.

Agora, tudo poderá ser terceirizado, na medida em que admite a terceirização para qualquer atividade empresarial.

Poderá, até mesmo, o caso de empresa na qual o único contratado seja o gerente, por exemplo. O restante seria de pessoal subcontratado.

Essa situação poderá ocorrer em qualquer tipo de empresa e, evidentemente, contratando com menores salários e sem a garantia de proteção social.

Portanto, esse é mais um golpe contra a classe trabalhadora brasileira, perpetrado por este famigerado governo golpista que desenterrou um projeto de quase vinte anos, feito pelos tucanos da Era FHC.

É o PMDB, PSDB e o DEM fazendo o que sabem de melhor: desgraçar a vida dos trabalhadores.

Criado em 2017-03-23 16:42:02

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