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Premiada atriz e diretora de cinema, Grace Passô é a convidada do quinto encontro da série Diálogos Contemporâneos, que será realizado amanhã, terça, 23 de abril, 19h, no Teatro do Sindicato dos Bancários de Brasília (314/315 Sul). Entrada franca.
Grace vai falar sobre “Raízes do Brasil – Herança africana, tradições e novas expressões: uma perspectiva da produção artística negra no Brasil atual”.
Apontada pelos críticos como uma das maiores atrizes brasileiras, detentora de alguns dos mais importantes prêmios do teatro e do cinema do país, Grace Passô, aos 38 anos de idade, atua, dirige, escreve textos para teatro, protagoniza longas-metragens.
Grace Passô nasceu em Pirapora, Minas Gerais, em 1980. Depois de estudar na Fundação Clóvis Salgado, fundou, em 2004, o grupo Espanca!, que cumpriu trajetória de grande sucesso até 2014, apresentando espetáculos como Amores Surdos, Por Elise e Congresso Internacional do Medo. Em 2016, protagonizou o monólogo Vaga Carne, que foi transformado em filme, sendo convidado a abrir a Mostra de Cinema de Tiradentes esse ano. A peça conquistou o Prêmio Shell de dramaturgia, o Prêmio Questão de Crítica de melhor espetáculo e o Prêmio Cesgranrio de melhor texto.
Grace Passô conquistou o Prêmio Shell, o APCA - Grande Prêmio da Crítica, APTR, Prêmio Leda Maria Martins, Prêmio Bravo! Prime de Cultura, Festival do Rio, Festival de Brasília (Troféu Candango de melhor atriz por ‘Temporada’), Medalha da Inconfidência, melhor atriz do Festival de Turim (também pelo filme ‘Temporada’) e menção honrosa no Festival Caminhos do Cinema Português, em Coimbra, pelo trabalho no filme ‘Praça Paris’, de Lúcia Murat. Um dos próximos projetos, o filme ‘No coração do mundo’, dirigido por Gabriel e Maurílio Martins, tem estreia prevista pra 2019.
Como dramaturga, tem obras publicadas em português, francês, italiano, espanhol, mandarim, inglês e polonês. Seus textos são encenados por diferentes companhias no Brasil. Neles, Grace Passô aborda temas como intolerância, machismo e racismo. Ex-cronista do jornal “O Tempo”, de Belo Horizonte, a artista afirmou, em entrevista ao jornal, que “é impossível falar sobre um corpo sem pensar sobre sua raça”.
E declarou: “Eu não tenho um centímetro de dúvida de que a maior potência da arte brasileira hoje vem em das produções em torno de pautas e artistas negras e negros”. Sua fala sobre “Raízes do Brasil – Herança africana, tradições e novas expressões: uma perspectiva da produção artística negra no Brasil atual” promete oferecer visões diferenciadas e reveladoras sobre o racismo.
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Serviço:
Diálogos Contemporâneos
Data: 23 de abril
Local: Teatro dos Bancários de Brasília, EQS 314/315.
Horário: 19h
Atenção: Entrada franca, com distribuição de senhas meia hora antes do início da palestra.
Capacidade do teatro: 473 lugares.
Criado em 2019-04-22 19:19:41
Projeto idealizado pela consultora cultural Valéria Marcondes, iniciativa audiovisual promoverá oficinas, concurso e evento grátis no Guará e em Taguatinga (Distrito Federal).
Luz, câmera e ação! Com um celular na mão e uma boa ideia na cabeça é possível atualmente produzir filmes de qualidade. E a oportunidade de entrar no set e rodar uma produção vai se estender agora para as escolas públicas e para os estudantes das regiões administrativas do Guará e de Taguatinga. Nas escolas serão realizadas quatro oficinas voltadas para a área audiovisual com os diretores Tiago Esmeraldo, Fáuston da Silva, Tiago Belotti e Rodrigo Huagha.
Esse projeto promoverá ação social e cultural no CEM EIT (QNB 01 Ae 1) de Taguatinga Norte; no CEE 1 de Taguatinga Norte (AE 12); no CEM 1 GG do Guará I (QE 7 Ae M), e na Escola Técnica do Guará II (CEPAG - EQ 17/19 Lote A).
Todos os estudantes matriculados no Ensino Médio público das duas regiões poderão participar de graça dos cursos. As inscrições também são gratuitas e podem ser feitas até o dia 24 de abril pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
No total, serão 12 encontros e 48 horas/aula. Nas oficinas, os alunos serão convidados e estimulados a produzir curtas-metragens com o uso de smartphones e participarão ainda de um concurso cultural. A escola que tiver o filme vencedor será premiada com uma câmera filmadora semiprofissional e com um desktop.
“O objetivo é fazer com que as escolas abram oportunidades para os adolescentes que estão prestes a entrar na área profissional. E a área de audiovisual está em ascensão. Queremos que os alunos produzam e entendam todo o processo do cinema, desde a roteirização, o figurino, a filmagem, a edição, a produção. O projeto irá também para uma escola que atende alunos especiais em Taguatinga (CEE 1)”, informa a idealizadora Valéria Marcondes.
As aulas serão ministradas entre 29 de abril e 7 de junho. No dia 26 de junho, haverá um evento de exibição dos filmes e entrega dos prêmios na Escola Técnica do Guará II.
“Queremos que a arte chegue nesses alunos. Criei o projeto Vamos ao Cinema, em 2009, e conseguimos levar mais de seis mil estudantes para o cinema de graça em três anos. Percebi que faltava levar oficinas para as escolas públicas para estes estudantes também produzirem”, conta Marcondes, empolgada.
O projeto Luz, Câmera, Ação tem o patrocínio da Secretaria de Cultura do Distrito Federal por meio do FAC- Fundo de Apoio à Cultura.
Conheça os diretores/professores:
Tiago Esmeraldo
Produtor, roteirista e diretor de fotografia. Participou em variadas funções em curtas-metragens como Fronteira, Nada Sobre Você, Ácido Acético e O Melhor Fotógrafo do Mundo. Realizou como produtor, editor e diretor o premiado curta À Margem do Universo, que participou de diversos festivais internacionais entre 2017 e 2019. Seu último trabalho como editor foi no premiado longa documental lançado comercialmente: O Fantástico Patinho Feio. Tiago Esmeraldo também desempenha a função de coordenador e professor de cinema e comunicação na ONG Jocum. A ONG desenvolve projetos nas áreas de Missões e Artes.
Fáuston da Silva
Graduado em Audiovisual pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-graduado em produção cinematográfica pela Universidade Estácio de Sá. É produtor, escritor, roteirista e diretor de cinema de Brasília. Produziu e roteirizou uma longa lista de filmes de curtas e longas-metragens, sempre com bons resultados perante público e crítica. Seus filmes de maior sucesso são Meu Amigo Nietzsche e O Balãozinho Azul.
Tiago Belotti
Cineasta e crítico de cinema pelo canal de YouTube Meus 2 Centavos. O canal conta com mais de 225 mil inscritos e 40 milhões de visualizações. Trabalha ainda como comentarista da Rádio CBN, apresentando o quadro diário Sessão de Cinema. Tiago Belotti realizou como roteirista e diretor dois longas-metragens e diversos curtas, produções selecionadas e premiadas em diversos festivais dentro e fora do Brasil. O primeiro longa do diretor, A Capital dos Mortos, foi lançado comercialmente no mercado nacional para streaming e seu DVD teve ampla venda local e internacional.
Rodrigo Huagha
Com pós-graduação em Produção Audiovisual, Rodrigo produziu curtas e longas de ficção que foram selecionados para diversos festivais nacionais e internacionais. Alguns projetos produzidos, como A Capital dos Mortos, tiveram ampla repercussão no mercado audiovisual independente de cinema de gênero. A Capital Dos Mortos foi lançado comercialmente em alguns países. Também desempenha trabalho em festivais de cinema como curador no Festival Internacional de curtas Lobo Fest, Festival de cinema de Goiânia Morcego Vermelho e Festival Internacional de Cinema Fantástico O Anjo Exterminador.
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Serviço
Luz, Câmera, Ação
Local: CEM EIT (Qnb 01 Ae 01) de Taguatinga Norte, CEE 01 de Taguatinga Norte (Ae 12), CEM 01 GG do Guará I (Qe 07 Ae M) e Escola Técnica do Guará II (CEPAG - EQ 17/19 Lote A).
Inscrições gratuitas até dia 24 de abril pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Criado em 2019-04-22 19:05:21
Nesta terça-feira, 16/4, às 19h, no Teatro dos Bancários de Brasília (314/315 Sul). O assunto da série Diálogos Contemporâneos será o olhar da literatura sobre as grandes metrópoles brasileiras, com o escritor Paulo Lins, autor de "Cidade de Deus". Agende!
A entrada é franca, mas é preciso chegar meia hora antes do início da palestra para retirar a senha, pois a capacidade do teatro é limitada a 473 lugares.
O escritor Paulo Lins, autor do livro que foi transformado em filme e série de televisão, vai falar sobre as “As Grandes Metrópoles na Literatura Brasileira”. A intimidade com o tema está presente em toda a obra de Lins, que inclui ainda o romance “Desde que o samba é samba”, percorrendo os espaços de formação da cultura negra carioca, e parcerias com diretores como Lúcia Murat (com quem assinou o roteiro de “Quase dois irmãos”, sobre o nascimento das organizações criminosas do Rio de Janeiro) e Luiz Fernando Carvalho (ambos escreveram o seriado “Suburbia”, ambientado nos anos 1990, quando ocorreu a Chacina da Candelária).
Paulo Lins é poeta, romancista, roteirista de cinema e televisão e professor de Língua Portuguesa e Brasileira na UFRJ. É autor de “Cidade de Deus”, adaptado para o cinema com quatro indicações ao Oscar, “Maré, Nossa História de Amor” e “Quase Dois Irmãos”, também adaptados para o cinema, entre outros.
Criado em 2019-04-15 23:18:37
Depois de expor suas obras na Pinacoteca de São Paulo, a artista Rosana Paulino, nascida em São Paulo em 1967, apresenta no Museu de Arte do Rio (MAR – Praça Mauá – Centro do Rio) as 140 obras produzidas ao longo de 25 anos de carreira. Exposição será aberta no dia 13/4 (sábado), às 16h. Temporada até 25 de agosto. Entrada gratuita.
Essa é a maior individual da artista já realizada no Brasil. Com a curadoria assinada pelos curadores do museu paulistano, Valéria Piccoli e Pedro Nery, a mostra reúne esculturas, instalações, gravuras, desenhos e outros suportes, que evidenciam a busca da artista no enfrentamento com questões sociais, destacando o lugar da mulher negra na sociedade brasileira.
Rosana surge no cenário artístico nos anos 1990 e se distingue, desde o início de sua prática, como voz única de sua própria geração. Os trabalhos selecionados, realizados entre 1993 e 2018, mostram que sua produção tem abordado situações decorrentes do racismo e dos estigmas deixados pela escravidão que circundam a condição da mulher negra na sociedade brasileira, bem como os diversos tipos de violência sofridos por esta população.
Um dos destaques da mostra é a “Parede da Memória”. Realizada quando a artista ainda era estudante, a instalação é composta por 11 fotografias da família Paulino que se repetem ao longo do painel, formando um conjunto de 1.500 peças. As fotos são distribuídas em formatos de “patuás” – pequenas peças usadas como amuletos de proteção por religiões de matriz africana. O mural se transforma em uma denúncia poética sobre a invisibilidade dos negros e negras que não são percebidos como indivíduos. Quando os 1.500 pares de olhos são postos na parede, “encarando” as pessoas, eles deixam de ser ignorados.
A exposição também conta com uma série lúdica de desenhos feitos por Rosana Paulino, na qual a artista revela sua fascinação pela ciência e, em especial, pela ideia da vida em eterna transformação. Os ciclos da vida de um inseto são feitos e comparados com as mutações no corpo feminino, por exemplo. A instalação Tecelãs (2003), composta de cerca de 100 peças em faiança, terracota, algodão e linha, leva para o espaço tridimensional o tema da transformação da vida explorado nos desenhos.
Em alguns de seus trabalhos a relação de ciência e arte é destacada, como em Assentamento (2013). A série retrata gravuras em tamanho real de uma escrava feitas por August Sthal para a expedição Thayer, comandada pelo cientista Louis Agassiz, que tinha como objetivo mostrar a superioridade da raça branca às demais. Para Paulino, “a figura que deveria ser uma representação da degeneração racial a que o país estava submetido, segundo as teorias racistas da época, passa a ser a figura de fundação de um país, da cultura brasileira. Essa inversão me interessa”, finaliza a artista.
SOBRE ROSANA PAULINO
Doutora em artes visuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP, é especialista em gravura pelo London Print Studio, de Londres e bacharel em gravura pela ECA/USP. Foi bolsista do programa bolsa da fundação Ford nos anos de 2006 a 2008 e CAPES de 2008 a 2011. Em 2014 foi agraciada com a bolsa para residência no Bellagio Center, da fundação Rockefeller, em Bellagio, Itália.
Como artista vem se destacando por sua produção ligada a questões sociais, étnicas e de gênero. Seus trabalhos têm como foco principal a posição da mulher negra na sociedade brasileira e os diversos tipos de violência sofridos por esta população decorrente do racismo e das marcas deixadas pela escravidão.
Possui obras em importantes museus tais como MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo; UNM - University of New Mexico Art Museum e Museu Afro-Brasil – Pão Paulo.
Criado em 2019-04-11 20:53:38
O espetáculo “Be-Marche: Noites de Berlioz”, coreografado pelo bailarino Thiago Soares, estreia no dia 20 de abril, às 17h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Primeiro bailarino do Royal Ballet, de Londres, Soares é responsável pela montagem, que contará com Oskar Metsavaht na direção de arte. Agende!
Essa curta temporada começa no dia 20/4 e se estende nos dias 25, 26/4, às 20h; e 27 e 28/4, às 17h. Dia 21/4, domingo de Páscoa, às 11h, ingressos a R$ 1, adquiridos no mesmo dia, a partir das 10h, na bilheteria do teatro.
Em 1996, Thiago Soares iniciava sua trajetória no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Agora, 23 anos depois, o artista que alcançou o posto de primeiro bailarino do Royal Ballet – um dos mais importantes do mundo – retorna às origens para coreografar “Be-Marche: Noites de Berlioz”. A homenagem, que tem estreia marcada para o dia 20 de abril, comemora os 110 anos da instituição e lembra os 150 anos de falecimento do compositor francês.
O espetáculo será executado pelo corpo de balé do Municipal e sua orquestra, sob a regência do maestro Carlos Prazeres. Além disso, o projeto conta com reforços do criativo Oskar Metsavaht na a direção de arte, Yann Seabra e Renato Cruz (assistente) com os figurinos e a iluminação a cargo de Maneco Quinderé.
A obra “Be-Marche: Noites de Berlioz” conta com dois atos. O primeiro traz os famosos contos de “Le nuit d’été”, no qual os cantores interagem com os bailarinos. O segundo ato leva ao palco todo o ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, inclusive artistas sêniores da companhia.
“É muito lindo poder voltar e ainda criar algo para a companhia. O Berlioz é um compositor robusto, com orquestrações enormes, um cara presente na época das revoluções de Napoleão. É uma grande produção! Minha ideia, claro, é fazer algo inspirado na história dele, mas também quero falar, de uma maneira não literal, da história do Municipal, da força que esse teatro e sua companhia têm”, adianta Thiago Soares.
Retornar ao Municipal é também um pontapé inicial para a nova fase da carreira do artista. Este ano, Thiago passa a ser o primeiro bailarino convidado do Royal e, com isso, terá mais tempo para se dedicar aos seus projetos pessoais.
“Trazer o Oskar, que é um cara que representa tão bem nosso país lá fora, é uma forma de mostrar os caminhos que o Municipal pode percorrer, caminhos de inovação e de renovação. Já o Maneco é um dos melhores iluminadores do país e tem uma história longa com o teatro. São nomes que estão à altura da excelência do nosso Municipal”, conclui o bailarino.
Sobre o programa
“As noites de Berlioz” oferece ao público carioca a oportunidade única de conhecer o trabalho de Thiago Soares como coreógrafo. A apresentação terá regência do maestro Carlos Prazeres, titular da Orquestra Sinfônica Brasileira. No programa, a OSTM vai interpretar, de Berlioz, dois movimentos da “Sinfonia Fantástica”, a abertura “Carnaval Romano”, a "Marcha Troiana" da ópera “Les Troyens” e o ciclo de seis canções “Les nuits d’été”, com poemas de Theophile Gauthier. As canções terão como solistas Cinthia Fortunato (soprano), Lara Cavalcanti (mezzo soprano) e Geilson Santos (tenor).
Serviço:
20 de abril, sábado, às 17h
25 e 26 de abril, quinta-feira e sexta-feira, às 20h
27 e 28 de abril, sábado e domingo, às 17h
Ingressos: Frisas e camarotes (6 lugares) – R$ 360
Camarotes (5 lugares) – R$ 300
Plateia e balcão nobre – R$ 60
Balcão superior – R$ 40
Balcão superior lateral – R$ 20
Galeria – R$ 20
Galeria lateral – R$10
Classificação: Livre
No dia 21 de abril, Domingo de Páscoa, às 11h.
Municipal a R$ 1,00 (um real) – Vendas somente na bilheteria no dia do espetáculo – abertura das vendas às 10h
Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro – Praça Floriano s/n° – Centro (Cinelândia).
Lotação – 2.226 lugares
Duração total – 2 horas
Ingressos na bilheteria ou no ingressorapido.com
Criado em 2019-04-10 22:15:03
A historiadora Mary Del Priore participa da terceira edição dos Diálogos Contemporâneos com um tema bastante atual: “Amor e Afetividade na História do Brasil”. Amanhã, 9/4, no Teatro do Sindicato dos Bancários de Brasília, (EQS 314/315 Sul, Bloco A), às 19h. Entrada franca.
Del Priore fará uma abordagem das relações afetivas e sua construção histórica na sociedade brasileira. O lugar do amor nas suas diversas manifestações, e o espaço da empatia e da solidariedade no Brasil contemporâneo.
A historiadora, que já escreveu 48 livros e recebeu os principais prêmios de literatura no Brasil, conhece como poucos a intimidade e os elementos fundantes da sociedade brasileira. No clima de ódio em que vivemos atualmente no Brasil, é muito conveniente ouvir o que tem a dizer Del Priore. Agende!
Del Priore é também biógrafa. São dela outros livros biográficos: “O Príncipe Maldito”, que revela quem foi o neto de Pedro II, Pedro Augusto de Saxe e Coburgo, que tinha ambições de subir ao trono; “A Condessa de Barral”, em que revela a vida de Luísa Margarida Portugal e Barros, paixão do Imperador Pedro II por mais de trinta anos: e a “A Carne e o Sangue”, sobre a vida íntima da Imperatriz D. Leopoldina, D. Pedro I e Domitila, Marquesa de Santos, em que revela detalhes do triângulo amoroso que abalou a sociedade brasileira da época.
Em “Histórias da Gente Brasileira”, Mary Del Priore vai além da biografia. Nesse livro a autora, em quatro volumes, detalha a vida e os ambientes domésticos do Brasil Colônia.
Depois de Mary Del Priore, o ciclo Diálogos Contemporâneos contará ainda com a presença do escritor Paulo Lins, com a atriz e dramaturga Grace Passô, com o filósofo Pablo Ortellado, com o poeta e agitador cultural Sérgio Vaz e com o escritor e jornalista Eduardo Bueno. A cada semana, sempre às terças-feiras, um convidado tratando de um aspecto do pensamento contemporâneo. A entrada para as palestras é franca e o Teatro dos Bancários (localizado na Entrequadra 314/315 Sul) tem capacidade para acolher até 470 espectadores. As palestras começarão sempre às 19h e as senhas serão distribuídas meia hora antes, às 18h30. O ingresso no teatro estará sujeito à lotação do local.
Mary Del Priore é pós-doutora pela École des Hautes Études em Sciences Sociales, de Paris, ex-professora de História da USP e da PUC-RJ. Atualmente é professora da pós-graduação de História da Universidade Salgado de Oliveira (Niterói – RJ).
Criado em 2019-04-08 19:04:44
O jornalista e escritor Mário Magalhães, autor da biografia de Carlos Marighella, é o convidado da segunda conferência da Edição 2019 do projeto Diálogos Contemporâneos. O encontro com ele será no dia 2/4 (terça-feira), das 19h às 21h, no Teatro do Sindicato dos Bancários de Brasília.
Mário Magalhães vai falar sobre o tema “Biografias do Brasil”. Ele é autor de "Marighella: O Guerrilheiro que Incendiou o Mundo". Esse livro foi adaptado para o cinema e lançado este ano, com a direção de Wagner Moura e com Seu Jorge interpretando o papel do ex-deputado, poeta e guerrilheiro brasileiro Carlos Marighella, assassinado pela ditadura militar em 1969.
O mesmo autor, em breve, deve lançar a biografia do jornalista, empresário e político brasileiro Carlos Lacerda.
A palestra começa às 19 horas, no Teatro dos Bancários de Brasília (EQS 314/315 - Bloco A - Asa Sul). A entrada é gratuita. Confirme já a sua presença e compareça. Mais informações no Facebook:
https://www.facebook.com/events/807871309561878/
Criado em 2019-03-29 15:43:54
Barca Nômade, montagem teatral resultante de uma compilação de textos sobre o amor, extraídos do livro O Jardineiro, do poeta, músico e filósofo hindu Rabindranaz Tagore, entra em cartaz nesta sexta, 29/3, na Sala Multiuso do Espaço Cultural Renato Russo (508 sul), após iniciar temporada de sucesso no DF, pelas satélites de Planaltina e Gama.
Os brasilienses serão brindados com nove apresentações do espetáculo, que traz na bagagem a consagradora recepção do público de Madri, onde estreou em dezembro último, com longos aplausos. O Instituto Cervantes também será palco da peça para duas sessões faladas em espanhol.
Barca Nômade tem no elenco os atores André Amaro e Fernanda Cabral, que vivem um amor sublime, tema central dessa obra de Tagore, dirigidos por Irina Kouberskaya, teatróloga russa radicada na Espanha. O projeto cênico une literatura, vídeo e pesquisa musical ao teatro, somando enigmáticas e plásticas paisagens visuais ao verbo transcendente do poeta em torno do sentimento amoroso, que é tratado pela diretora com insinuações de erotismo cortês. Além de protagonistas, André Amaro e Fernanda Cabral assinam a videocenografia e a trilha sonora original do espetáculo, respectivamente.
O AUTOR – Tagore foi um homem de extraordinárias inteligência e sapiência. Cultivou diversas habilidades artísticas, intelectuais e sociais. Foi grande músico, grande pintor e educador, além de excelente jornalista, reformador social, sociólogo e filósofo. Peregrinou por todo o mundo e se tornou famoso ao ganhar o Prêmio Nobel de Literatura, em 1913.
Até hoje, sua vasta obra não está inteiramente publicada em seu idioma materno, o bengali. Tagore cultivou todos os gêneros literários e se sobressaiu em todos: poesia, romance, conto, dramaturgia, ópera, ensaio, aforismo, epigrama, canção. Embora esquecido no Brasil, o autor é mundialmente conhecido. Na Índia ele é considerado o maior e o mais sublime dos poetas (kobi, em bengali) e é chamado de gurudev (mestre de mestres). Muitos unem os dois termos, resultando em kobiguru. Mahatma Gandhi que foi seu amigo o apelidou de “Sentinela da Índia”.
Grande admiradora do autor, Cecília Meireles registrou: “A poesia tagoreana conduz a uma visão de santidade, de serenidade – visão que as gerações atuais mal podem compreender. No entanto, (...) não será impossível um renascimento de Tagore (...) quando os jovens acreditarem na supremacia do Espírito sobre todas as coisas e a sabedoria do Oriente não for ignorada no Ocidente tão técnico".
Serviço:
BARCA NÔMADE - Espetáculo realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC-DF). Com: André Amaro e Fernanda Cabral. Direção: Irina Kouberskaya.
Trilha Sonora: Fernanda Cabral.
Videocenografia: André Amaro.
Dramaturgia: André Amaro, Fernanda Cabral, Irina Kouberskaya e Maurício Witczak.
Figurino: Magna Oliveira e Irina Kouberskaya.
Desenho da luz: Eduardo Perez de Carrera e Marcelo Augusto.
Duração: 60min.
Classificação: 12 anos.
Na Sala Multiuso do Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul): 29 a 31/03 e 05 a 07/04: sextas e sábados, às 20h, e domingo, às 19h. Em 31/03, sessão extra às 17h (R$ 10 a meia).
No Instituto Cervantes (707/907 Sul), FALADA EM ESPANHOL: 12 e 14/04, sexta (20h) e dom. (19h), entrada franca.
Veja o teaser da peça em
youtube.com/watch?v=xb0rR6jRaKU&feature=youtube
Criado em 2019-03-27 22:09:10
Era só o que faltava. O presidente da República, insatisfeito com as críticas que os foliões fizeram a ele em todo o país, resolve atacar os blocos de carnaval com a divulgação de um vídeo pornô. O ridículo chegou ao seu ponto mais alto. Cabe impeachment por falta de decoro público, dizem os juristas.
Mas duvido que o impedimento aconteça. O Brasil está anestesiado e tudo acaba na quarta-feira de cinzas. Vamos pra quaresma.
Mas o melhor mesmo é falar da vitória da Escola de Samba Mangueira, que encantou com sua homenagem a Marielle Franco e sua leitura crítica da história do Brasil.
Com História de Ninar para Gente Grande, a escola dá um tapa da cara desta idiotice de escola sem partido e neste governo ridículo que administra(?) o país. A Mangueira foi magistral, corajosa e radical, no sentido mais estrito da palavra.
O argumento foi contundente: “O Brasil foi descoberto e não dominado e saqueado; ao dar contorno heroico aos feitos que, na realidade, roubaram o protagonismo do povo brasileiro; ao selecionar heróis 'dignos' de serem eternizados em forma de estátuas; ao propagar o mito do povo pacífico, ensinando que as conquistas são fruto da concessão de uma 'princesa' e não do resultado de muitas lutas, conta-se uma história na qual as páginas escolhidas o ninam na infância para que, quando gente grande, você continue em sono profundo".
"Desde 1500 tem mais invasão do que descobrimento", diz o samba composto por Tomaz Miranda. Para ele, manifestações culturais como as que têm sido vistas no carnaval 2019 "vão ter papel fundamental para poder driblar todo autoritarismo e o conservadorismo que a gente vai enfrentar nesses próximos anos".
A Mangueira repete a ousadia da Paraíso do Tuiuti, vice-campeã de 2018 com o enredo Meu Deus, Meu Deus, Está extinta a Escravidão? No ano passado, a escola do bairro de São Cristóvão surpreendeu a avenida e cativou o público com um histórico samba de protesto contra o racismo e as sequelas da escravidão até hoje sofridas pela população negra do país. Uma das alas trazia "manifestoches", ironizando o papel manipulador da mídia e das redes sociais na formação de manifestantes que foram às ruas contra tudo e contra todos e contribuíram para que o poder e a política permaneçam sob o controle dos mesmos grupos econômicos de sempre.
Este ano, a escola do carnavalesco Jack Vasconcelos volta ao samba com crítica social, em um enredo que expõe conflito de classes e embate social. Diz trecho da letra de O Salvador da Pátria, cuja referência metafórica tem sido atribuída à história do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Do nada um bode vindo lá do interior
Destino pobre, nordestino sonhador
Vazou da fome, retirante ao Deus dará
Soprou as chamas do dragão do mar
(...)
Ora meu patrão!
Vida de gado desse povo tão marcado
Não precisa de dotô
Quando clareou o resultado
Tava o bode ali sentado
Aclamado o vencedor
A homenagem da Portela à grande intérprete da música brasileira, Clara Nunes, ficou injustamente em quarto lugar, merecia o segundo.
Mangueira - O carioca Tomaz Miranda, um dos autores do samba da Mangueira História pra Ninar Gente Grande (ao lado de Deivid Domênico, Mama, Márcio Bola, Ronie Oliveira e Danilo Firmino), vê um processo de resistência se impondo ao Brasil desde a ascensão do bolsonarismo. O samba lembra, entre outros momentos da história recente, a vereadora do PSol-RJ Marielle Franco, morta a tiros, em março passado, junto com Anderson Gomes, que dirigia o carro em que foram emboscados, no centro do Rio.
Zuzu Angel é a dor de ontem, Marielle Franco é a dor de hoje. As duas estão na Mangueira para que não se esqueça, jamais.


"Acho que vai ficar mais aguda a tentativa de apagamento, de desconstrução da cultura popular, principalmente ligada às origens africanas, às manifestações culturais, religiosas e sociais verdadeiramente populares do Brasil", disse Tomaz.
"Acho que ao mesmo tempo essas manifestações vão ter papel fundamental para poder driblar todo autoritarismo e o conservadorismo que a gente vai enfrentar nesses próximos anos", pondera, admitindo que o carnaval tem seu lado conservador: "As escolas de samba não são uma coisa só. E a gente vai tentando jogar dentro desses espaços de contradição".
A jornalista Hildegard Angel, colunista do Jornal do Brasil, comemorou o convite para desfilar na Mangueira, na frente do carro dos "verdadeiros heróis de nossa História". Segundo ela, a alegoria traz, sobre livros da história do Brasil, um tributo fortíssimo aos heróis do tempo da ditadura. "Eu quis declinar, não tenho mérito pra isso. Mas o carnavalesco disse que eu passei a representar a denúncia daquele tempo. Estou comovida", disse.
Hildegard é filha de Zuzu Angel e irmã de Stuart Angel. Zuzu foi morta pela ditadura por acuar, com sua busca obstinada, o governo militar em razão do desaparecimento e assassinato de Stuart Angel.
A seguir o belo texto do samba-enredo da Mangueira:
História pra Ninar Gente Grande
Mangueira, tira a poeira dos porões
Ô, abre alas pros teus heróis de barracões
Dos Brasis que se faz um país de Lecis, Jamelões
São verde e rosa, as multidões
Mangueira, tira a poeira dos porões
Ô, abre alas pros teus heróis de barracões
Dos Brasis que se faz um país de Lecis, jamelões
São verde e rosa, as multidões
Brasil, meu nego
Deixa eu te contar
A história que a história não conta
O avesso do mesmo lugar
Na luta é que a gente se encontra
Brasil, meu dengo
A Mangueira chegou
Com versos que o livro apagou
Desde 1500 tem mais invasão do que descobrimento
Tem sangue retinto pisado
Atrás do herói emoldurado
Mulheres, tamoios, mulatos
Eu quero um país que não está no retrato
Brasil, o teu nome é Dandara
E a tua cara é de cariri
Não veio do céu
Nem das mãos de Isabel
A liberdade é um dragão no mar de Aracati
Salve os caboclos de julho
Quem foi de aço nos anos de chumbo
Brasil, chegou a vez
De ouvir as Marias, Mahins, Marielles, malês.
Criado em 2019-03-07 02:03:26
Romário Schettino -
Grupo Marimbanda, acompanhado do multi-instrumentista Carlos Malta, se apresenta hoje, sábado (8/12), às 21h, no TribOz, na Rua Conde de Lages, 19, Lapa. A violinista francesa, Mathilde Fillat, radicada em São Paulo, é a convidada especial.
É impossível não falar do espaço cultural TribOz, idealizado e dirigido pelo etnomusicólogo australiano Mike Ryan. Lugarzinho acolhedor, bom serviço de bar e comida, bem decorado. Mike faz questão de, antes das apresentações, pedir silêncio absoluto. E o melhor de tudo é que é acatado.
A Marimbanda toca também na quarta-feira (12/12), às 20h, na Sala Baden Powell, Av. Nossa Senhora de Copacabana , 360. Nesse dia, será a vez de participarem do show Epifania Kariri, com os Irmãos Aniceto.
Marimbanda e Carlos Malta estão juntos na produção de projetos musicais da mais alta qualidade. Puro jazz brasileiro, sob o comando do experiente flautista Heriberto Porto. União perfeita para o bem da música universal.
Música de qualidade é o que se ouve quando quatro bambas da música cearense se juntam a Carlos Malta para promover essa turnê pelo Rio. Há composições autorais e arranjos únicos do próprio Carlos Malta, de Luiz Duarte, o baterista da banda e de Thiago Almeida, um dos mais talentosos pianistas da nova geração de músicos cearenses.
Carlos Malta é carioca e conhecido como “o escultor do vento”, por suas habilidades com os diversos tipos de flauta (flautim, flauta, pífano, flauta baixo, flautas indígenas, entre outros), além de clarinete, clarone e saxofone. É também compositor, arranjador e educador musical.
Iniciou a tocar profissionalmente com dezoito anos, tocando com músicos como Johnny Alf. Em 1981 passou a acompanhar Hermeto Pascoal, tocando com ele até 1993, quando iniciou sua carreira solo. Tocou também com Egberto Gismonti, Pat Metheny, Gil Evans, Marcus Miller, Charlie Haden, Wagner Tiso, Laércio de Freitas e Nico Assumpção.
Malta já participou da gravação de discos de Guinga, Lenine, Sérgio Ricardo, Leila Pinheiro, Marcus Suzano, Paralamas do Sucesso, Caetano Veloso, Gilberto Gil (no álbum São João Vivo, de 2001).
Ouvir Marimbanda e Carlos Malta ao vivo é um privilégio. Imperdível!
Serviço:
Show com Marimbanda, Carlos Malta e Mathilde Fillat
Dia: 8/12 – 21h
Local: Espaço Cultural TribOz – Rua Conde Lajes, 19 – Lapa - Rio
Couvert: R$ 50,00
ATENÇÃO: RESERVAS SOMENTE PELO TEL: (21) 22100366 / (21) 992915942
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Espetáculo Epifania Kariri - Com Irmãos Aniceto, Marimbanda e Carlos Malta
Dia 12/12 – 20h
Local: Sala Baden Powell – Avenida N. S. Copacabana, 360 - Rio
Entrada franca
Criado em 2018-12-08 16:33:52
A sexta edição do Guia Musical de Brasília será lançada amanhã, sexta-feira (7/12), a partir das 20h, no Ki-Filé, na 405 Norte, Bloco A, com show do projeto Cantares, reunindo 30 cantores e cantoras do DF. Participação especial de Márcia Tauil.
Com esta edição, o Guia Musical de Brasília fecha o ano em que se comemoram os 100 anos de Jacob do Bandolim e os 60 anos de criação da Bossa Nova. Jacob, um dos papas do chorinho. A Bossa Nova, um dos melhores retratos da Cultura do Brasil.
A capa da publicação é dedicada a Márcia Tauil, cantora reconhecida pela crítica como uma das vozes mais talentosas de sua geração, parceira de Costa Netto, Eduardo Gudin, Roberto Menescal e Cristóvão Bastos.
A matéria sobre o Clube da Bossa Nova, uma das preciosidades da cena cultural brasiliense, homenageia o gênero que João Gilberto inaugurou em agosto de 1958, quando lançou Chega de Saudade, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes.
Plural, o Guia Musical de Brasília passou a voz ao excelente violeiro, DJ do Forró de Vitrola, e responsável pelo programa Acervo Origens da Racional, para mostrar que a riqueza musical vai muito além da Bossa Nova, e que é preciso divulgar doses maiores de outros gêneros, “a música que tem vínculos com a identidade de nosso povo”, incluindo os ritmos dos repentistas, dos povos indígenas e dos quilombolas.
Ainda na área popular, o Guia entrevistou William de Almeida Barros, o criador de um fã clube na Ceilândia dedicado a Zé Ramalho.
Para registrar que não existe um muro entre a música popular e a música erudita, o Guia ouviu o maestro Alexandre Innecco, que é, provavelmente, o maior formador do público que aprecia a música clássica no Quadradinho.
Por fim, o Guia explora a vocação internacionalista de Brasília, com uma matéria sobre a banda Sabor de Cuba, e outra sobre a experiência vivida por Philippe Thévenoux, um diplomata da União Europeia que caiu no samba.
Criado em 2018-12-06 19:14:01
O anúncio da fusão do Ministério da Cultura (MinC) com outras pastas feito pelo presidente eleito Jair Bolsonaro deixou de cabelo em pé funcionários, artistas, produtores e dirigentes culturais do país inteiro.
O Fórum Nacional dos Secretários e dirigentes estaduais de Cultura, dia 3 de dezembro, assinaram carta aberta defendendo a permanência do MinC. A carta teve origem na Secretaria de Cultura do Ceará e foi assinada por 22 estados e o Distrito Federal.
No documento, os secretários lembram que “no Brasil, o setor cultural gera 2,7% do PIB e mais de um milhão de empregos diretos, englobando as mais de 200 mil empresas e instituições públicas e privadas. São números superiores a muitos outros setores tradicionais da economia nacional”.
A Lei Rouanet também foi defendida enfaticamente: “Hoje tão injusta e equivocadamente atacada, essa Lei representa apenas 0,3% do total de renúncia fiscal da União e incentiva milhares de projetos em todo o país que geram renda e empregos”, revela o documento.
A Associação dos Servidores do Ministério da Cultura – ASMINC também se manifestou contra a extinção do Ministério e aprovou, em assembleia realizada no dia 30/11, nota pública condenando a decisão anunciada pela equipe de transição do governo eleito.
Para a AsMinC “tal medida está baseada em equívocos de compreensão e, portanto, deve ser reavaliada e revista”. Leia, ao final, a nota dos funcionários do MinC.
Eis a íntegra da carta aberta do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura:
“Em defesa da permanência do Ministério da Cultura
Os Secretários e dirigentes estaduais de Cultura representam, neste ato, os milhões de cidadãos e cidadãs de todos os Estados e municípios do país que aprenderam a admirar e a se orgulhar de seus artistas e das manifestações culturais que nos fazem únicos no mundo, que nos fazem brasileiros e brasileiras.
Representamos também a diversidade política dos diferentes governos estaduais. Para muito além de questões político-ideológicas, o que nos motiva é a compreensão da grandeza da Cultura Nacional.
Diante da gravidade do anúncio da extinção do Ministério da Cultura (MinC), o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura vem a público - como em 2016 - se manifestar em defesa da integridade, permanência e fortalecimento institucional do Ministério.
Este é mais um momento que exige mobilização em torno das políticas culturais desenvolvidas em todas as esferas da federação - União, Estados e Municípios - e de instituições públicas e privadas, que promovem o acesso aos bens e serviços culturais, o fomento às artes, a preservação do patrimônio cultural e a promoção da diversidade cultural brasileira. A cultura é um direito fundamental e constitucional e é essencial a manutenção de estrutura adequada para a existência permanente e perene de órgãos próprios que possam gerir e executar políticas públicas.
Nos últimos anos, mesmo com o esvaziamento político e a drástica redução orçamentária, a permanência do MinC foi uma demarcação institucional do campo das artes e da cultura no país. Mais do que uma conquista setorial dos artistas, produtores, gestores e fazedores de artes e culturas foi uma conquista da sociedade e do povo brasileiro.
No Brasil, o setor cultural gera 2,7% do PIB e mais de um milhão de empregos diretos, englobando as mais de 200 mil empresas e instituições públicas e privadas. São números superiores a muitos outros setores tradicionais da economia nacional. E a tendência é de contínuo crescimento. Lembrando ainda que a Lei Rouanet, hoje tão injusta e equivocadamente atacada, representa apenas 0,3% do total de renúncia fiscal da União e incentiva milhares de projetos em todo o país que geram renda e empregos.
Portanto, defendemos a permanência e integridade do MinC na estrutura governamental, como um órgão próprio e exclusivo para a gestão e a execução das políticas culturais, em parceria com os estados e municípios e com a sociedade civil. Defendemos também a permanência, como órgãos próprios e valorizados, das Secretarias e Fundações estaduais e municipais, que conformam o Sistema Nacional de Cultura.
É fundamental valorizar e reconhecer a inestimável colaboração do Ministério da Cultura e de todas as suas entidades vinculadas para a Cultura e a Economia brasileiras. São elas: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); Instituto Brasileiro de Museus (Ibram); Agência Nacional do Cinema (Ancine); Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB); Fundação Cultural Palmares (FCP); Fundação Nacional de Artes (Funarte) e Fundação Biblioteca Nacional (FBN).
É por todas essas razões que o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura conclama a sociedade brasileira e, principalmente, o novo Governo Federal, a fazer uma profunda reflexão e reverter a decisão de extinção do órgão, mantendo a integridade do Ministério da Cultura”.
Assinam:
Fabiano dos Santos Piúba
Presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura Secretário de Estado da Cultura do Ceará
Karla Cristina Oliveira Martins
Presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour do Acre
Melina Torres Freitas
Secretária de Cultura de Alagoas
Denílson Vieira Novo
Secretário de Cultura do Amazonas
Arany Santana
Secretária de Cultura da Bahia
Guilherme Reis
Secretário de Cultura do Distrito Federal
João Gualberto Moreira Vasconcelos
Secretário de Cultura do Espírito Santo
Athayd Nery de Freitas Júnior
Secretário de Cultura do Mato Grosso do Sul
Diego Galdino
Secretário de Cultura do Maranhão
Ângelo Oswaldo de Araújo Santos
Secretário de Cultura de Minas Gerais
Paulo Chaves
Secretário de Cultura do Pará
João Luiz Fiani
Secretário de Cultura do Paraná
Laureci Siqueira
Secretário de Cultura da Paraíba
Antonieta Trindade
Secretária de Cultura de Pernambuco
Marlenildes Lima da Silva (Bid Lima)
Secretária de Cultura do Piauí
Carla Pettri Mercante
Secretária de Cultura do Rio de Janeiro
Amaury Silva Veríssimo Júnior
Presidente da Fundação José Augusto, do Rio Grande do Norte
Rodnei Paes
Superintendente de Cultura de Rondônia
Selma Maria de Souza
Secretária de Cultura de Roraima
Romildo Campello
Secretário da Cultura do Estado de São Paulo
Irineu Fontes
Assessor Executivo da Cultura de Sergipe
Noraney de Fátima Fernandes
Superintendente da Cultura do Tocantins
Servidores do MinC também lutam pela sua preservação
Em nota pública divulgada no último dia 30/11, os servidores do MinC também se manifestaram contra a sua extinção, ou fusão com outros órgãos da administração federal.
A mobilização se espalha Brasil afora com o hastag #FicaMinC.
Eis a íntegra da Nota dos Servidores do Ministério da Cultura à sociedade:
“A Associação dos Servidores do Ministério da Cultura – ASMINC vem a público manifestar-se contra a extinção do Ministério e fusão com outras pastas, anunciada ontem pela equipe de transição do governo eleito.
Para nós, tal medida está baseada em equívocos de compreensão e, portanto, deve ser reavaliada e revista.
Em alinhamento aos trabalhadores e trabalhadoras do campo da cultura, que vem expressando sua posição pelo “#FICAMINC”, a ASMINC entende que a extinção anunciada rebaixa a pauta da Cultura no âmbito do Governo Federal, e dificultará ainda mais a já complicada tarefa de execução de políticas públicas no setor, diante dos limitados recursos orçamentários e de pessoal disponíveis para pasta, após um processo de esvaziamento e desestruturação do órgão.
A mera análise economicista que justificaria tal fusão por uma redução de custos orçamentários e financeiros a curto prazo, não condiz com uma realidade de políticas necessárias para a construção de um país plural que considere todas as expressões dos cidadãos. É indispensável comparar tal “economia” com os prejuízos dessa extinção para o povo brasileiro.
O fim do Ministério da Cultura, além de fragilizar e desestruturar as instituições culturais (museus, bibliotecas, teatros, etc), impactar negativamente a proteção de sítios arqueológicos, cidades históricas, expressões culturais e artísticas do povo brasileiro, significa a exclusão da dimensão identitária e de diversidade que o país possui nos debates estratégicos sobre o desenvolvimento social e econômico do país.
As diversas políticas, programas e ações federais correm o risco de serem submetidos a um novo retrocesso histórico, como o ocorrido na extinção das instituições culturais da no governo Collor. O impacto poderá ser ainda mais grave do que aquele dos anos 90, pois além dos impactos sociais, existem reflexos diretos na economia da cultura, que já representava 4% do PIB Brasileiro em 2010 (Atlas Econômico da Cultura Brasileira) ou 2,64% pelo setor da Indústria Cultural (FIRJAN 2016), gerando 1 milhão de empregos diretos (MinC 2018), envolvendo 200 mil empresas e instituições (MinC 2018); e captando mais de R$ 10,5 bilhões em impostos diretos (MinC 2018). Além disso, já se sabe há muitos anos que o PIB da economia criativa, no Brasil e no mundo, vem frequentemente crescendo acima da média de crescimento dos demais setores.
Sobretudo, é preciso reafirmar que nossas tradições culturais, nossa inventividade artística, os conhecimentos ancestrais de todos os grupos culturais brasileiros, desde as expressões das elites pensantes do país, até as culturas populares, e todos aqueles que compõem a ampla diversidade que formam o nosso país (cultura afro-brasileira, dos povos indígenas, quilombolas, e outros povos e comunidades tradicionais), contém patrimônios culturais que se refletem em técnicas e expressões sociais de incalculável valor.
Nas últimas décadas, o avanço das Políticas Culturais permitiu o reconhecimento da identidade e diversidade cultural brasileira e resultaram na realização de ações como a criação do Sistema Nacional de Cultura, a ampliação de bibliotecas públicas nos municípios brasileiros, apoio à produção audiovisual e do cinema, digitalização de acervos históricos, recuperação de conjuntos urbanos tombados, capacitação de agentes culturais, apoio direto aos fazedores de cultura por meio dos pontos de cultura em todo território nacional, reconhecimento de manifestações culturais dos diversos grupos formadores da nação como patrimônio cultural imaterial, inventário da diversidade linguística do país, fortalecimento da legislação para acervos dos museus brasileiros; enfim, uma gama de atividades que resultam em serviços prestados à sociedade. Extirpar o Ministério da Cultura significa impor retrocessos à promoção dos direitos culturais de todos no Brasil.
ntendemos a importância da mobilização para a proteção e promoção dos direitos culturais previstos na Constituição Federal, da defesa do Patrimônio Cultural Brasileiro, e expressamos firmemente nossa posição em defesa do Ministério da Cultura, bem como reiteramos a necessidade do diálogo para a construção de um país para todos os brasileiros”.
Criado em 2018-12-05 01:00:11
José Carlos Peliano -
meus pés ainda sabem de onde venho
trazem trajetos, arranhões e unhas enrugadas
ruas e esquinas atravessam minha memória
um arremate do lenço vermelho ao redor do pescoço dela
não havia mais que nossos olhares medindo resistências, impulsos e distâncias
meu desejo aprendeu logo como e porque voltar
quando é uma questão de respirar fundo e passar as mãos pelos cabelos
até que consegui chegar mais perto
o chão ainda guardava a passagem da chuva
fosse invisível não sairia do lado do cheiro inebriante
que saía do rosto dela, coxas, seios, braços bailarinos
minhas mãos queriam tocar-lhe antes de meus olhos
meus olhos tocar-lhe antes de minhas mãos
tocar-lhe era imprescindível e inadiável
era a minha cópia na memória do filme A um passo da eternidade
minha querência ficou grudada ao corpo dela
impaciente, ameninada, obediente, delirante
uma sanguessuga em êxtase, sorrateira e extasiada
vim somente para fechar portas e janelas
abrir ao acaso uma página do I Ching
e deixar um bilhete para o meu passado amontoado no quarto e sala:
fui! meu desejo ainda me aponta correr para o sorriso dela
estive aqui por muito tempo sem sono e vontade
há dias seguintes loucos para me enlouquecerem de caprichos
a praça começa a se mexer de gente
por todos os lados lembra uma colméia enraizada
não mais recebe meus passos sem direção e pouso
o hálito da manhã despenca dos prédios enfileirados
sigo em frente mais em frente um pouco à esquerda
trouxe comigo a antologia de Vinícius de Moraes
já vislumbro um vestido tomado pelo corpo dela
um vestido encantando o corpo dela
um vestido me esperando ser retirado do corpo dela
um corpo que receba o meu sem dia, hora e encontro marcado
depois um beijo suado após outros beijos suados
o relógio despencou da parede e parou sobre meu desassossego
Criado em 2018-12-03 20:01:08
Logo após ter participado de uma disputada eleição para a presidência a Ordem dos Advogados do Brasil - Seção DF -, o advogado Max Telesca teve o seu nome aprovado para ocupar uma das cadeiras da Academia Brasiliense de Letras (ABL), para ocupar a cadeira deixada pelo acadêmico Meira Penna.
Em votação na tarde de sexta-feira (30/12), por unanimidade, o advogado e escritor ingressou no rol dos imortais da casa literária, que conta com a participação de grandes intelectuais brasileiros.
A ABL foi criada, em Brasília, em março de 1968 por 12 literatos brasileiros que moravam a trabalho na então recém capital do Brasil, entre os quais figuraram Hermes Lima, que foi o primeiro presidente da academia, e Cândido Motta Filho, ambos ministros do Supremo Tribunal Federal.
Criado em 2018-12-02 00:32:15
O Festival Internacional de Filmes - Lobo Fest -, que está em sua 10ª edição, começa hoje (27/11) no Cine Brasília e vai até o dia 4/12, sempre às 20h.
Serão exibidos 46 filmes nacionais e internacionais de curtas-metragens, com diversas estéticas e linguagens, narrativas tradicionais e contemporâneas e temas variados como questões de gênero, conflito de gerações, imigração e tolerância.
Vale a pena conferir a programação completa no #LoboFest - http://www.lobofest.com.br/
Agende!
Criado em 2018-11-27 15:41:27
Romário Schettino -
Quem é o ilustre desconhecido dos artistas e produtores culturais de Brasília que vai assumir a Secretaria de Cultura do DF? O sociólogo Adão Cândido, além de filiado ao PPS, nunca realizou nenhum trabalho cultural na cidade, a não ser ter sido candidato a vice-governador na chapa de Luiz Pitimam (PSDB) em 2014.
Derrotado nas urnas, Adão chegou ao Ministério da Cultura de Michel Temer pelas mãos de Roberto Freire, presidente nacional do PPS, para assumir o cargo de secretário de Articulação de Desenvolvimento Institucional.
Nomeado em dezembro de 2016, Adão trabalha na coordenação de colegiados e na formulação de políticas públicas da cultura do país e organiza a agenda de encontros nacionais e internacionais da pasta. O primeiro trabalho internacional dele foi ir à Colômbia para homenagens ao clube Chapecoense. Adão recebe muitas críticas de seus colegas e ex-colegas e trabalho. Ele é tido como alguém que persegue os funcionários e "não faz nada, um burocrata".
Adão Cândido nasceu em Porto Alegre em 1971. Em sua página no Facebook declarou-se eleitor de Gerado Alckmin, fez elogios rasgados a Luciano Huck e muitas críticas ao PT e à Venezuela.
Ao ser anunciado pelo governador eleito do DF, Ibaneis Rocha (MDB), Adão Cândido disse: "Como pontuou o governador, em 2020 nós teremos os 60 anos da cidade, e o desafio é entregar de volta o Museu de Artes, que está uma carcaça, uma obra que não anda, e o Teatro Nacional, que foi interditado já faz sete anos, e a gente tem dificuldade muito grande de achar um projeto que se viabilize".
Para demonstrar certo conhecimento de causa, Adão lembrou que "quando o projeto [de reforma do Teatro Nacional] foi feito custava R$ 200 milhões em obras e R$ 50 milhões em equipamentos. Só o projeto custou R$ 6 milhões. Era um momento do país em que tinha essas grandes obras, o Estádio Mané Garrincha, etc. Isso não existe mais. Temos que encontrar uma solução para o problema, que permanece, mas com outros parâmetros".
O espírito privatista já foi logo demonstrado. Adão disse que apesar de já existir um projeto de parceria via Lei Rouanet, "nada impede que a gente tome outros caminhos, inclusive, passando a gestão do teatro para uma organização social ou, mesmo, para uma empresa".
O novo secretário falou à imprensa também sobre o Carnaval de 2019. "Vamos assumir a um, dois meses do evento. Mas para 2020, nós vamos tentar alinhar uma relação melhor [com as escolas de samba], inclusive tentando esses recursos do FAC para fazer uma alavancagem das festas populares, inclusive, do carnaval".
O deputado distrital Cláudio Abrantes (PDT) acompanhou a indicação de Adão Cândido e, como parlamentar ligado à área, se dispôs a acatar o nome que se viabilizasse perante a comunidade artística da cidade. O que se sabe é que pessoas ligadas ao cinema, teatro e música fecharam com o nome de Adão. Muitos desses apoiadores pretendiam cargos no novo governo, por isso a rápida adesão ao nome do indicado. No entanto, outros artistas consultados por este site disseram que não foram ouvidos e se dizem surpresos com essa indicação.
"Na verdade, pouco importa qual seja o nome. O que certos artistas e produtores culturais de Brasília querem é que a distribuição das verbas seja garantida", disse uma fonte.
É possível que haja conflitos em relação à utilização do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) para eventos como o Carnaval. O Fórum de Cultura do DF, que durante o governo Agnelo Queiroz, travou luta renhida contra o uso dos recursos do FAC para outros fins que não fossem para as artes, está se reunindo para discutir como deve se comportar diante da nova conjuntura política cultural da cidade.
Tudo ainda é uma grande incógnita. Só a partir de janeiro é que a prática e a nomeação dos assessores vão revelar a que veio o novo secretário, o seu adjunto e sua equipe.
Criado em 2018-11-26 20:14:19
O artista plástico brasiliense Zé Nobre faleceu na noite de ontem (24/11) no Hospital Santa Helena vitima de problemas cardíacos. O sepultamento está marcada para esta segunda-feira (26) no Cemitério Campo da Esperança, às 11h.
Zé Nobre, nascido José de Almeida Nobre Faria, chegou cedo a Brasília, em 1956, vindo de Salvador junto com a família. Muito antes de se tornar bacharel em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília, Zé Nobre investiu nos estudos em parte como aluno da 308 Sul, aprofundando o interesse artístico pela frequência com que ia para espetáculos da Escola Parque.
Zé Nobre gostava de ser da primeira geração de Brasília, tendo a cidade declarada como "musa e inspiração". Uma das séries pelas quais teve o trabalho muito valorizado se encerra em cartazes feitos para muitas edições da Feira de Troca de Olhos D´Água (foto abaixo) Com ampla motivação pela defesa da arte popular nordestina, Zé Nobre teve intensa atividade como agente cultural integrado ao Concerto Cabeças, ao lado de figuras como Renato Matos e Jaime Ernest Dias. Produziu cartazes para o evento, além de ter investido na criação de capas de discos.

Era autor de gravuras, desenhos e pinturas, tendo se tornado videasta, a fim de gravar shows musicais de amigos. Entre os parceiros estavam Sóter, Beirão e Sérgio Duboc. Além de catálogos, o arrojado artista gráfico respondeu pela fundação da Editora Da Anta Casa e ainda dirigiu a facção artística de obras de cinema e de palco, especialmente shows de música. No teatro, para o mímico Miquéias Paz, Zé Nobre concebeu cenários.
No Facebook, no Twitter, no WhatsApp, os artistas de Brasília, amigos, parentes, todos lamentam a morte prematura do artista.
Nota de pesar
A Secretaria de Cultura do Distrito Federal distribuiu nota de pesar. Segundo o secretário Guilherme Reis, Zé Nobre contribuiu "desafiar a pecha negativa da capital como uma cidade "sem esquinas" ou que "não tem vida cultural". Segundo o próprio artista: "Tudo que ouvíamos a respeito da cidade eram opiniões de pessoas que não a conheciam ou não a vivenciavam plenamente. Fomos os primeiros a comentar poeticamente a cidade onde crescemos. Para nós, Brasília era musa, inspiração e assunto”.
Criado em 2018-11-25 23:16:33
Homenagem a Lúcia Maria dos Santos (Tia Lúcia), ícone da cultura carioca, está exposta no Museu de Arte do Rio (MAR), até o dia 6 de janeiro. Com curadoria de Izabela Pucu e Bruna Camargos, a mostra faz parte da comemoração dos cinco anos do museu e inaugura um novo espaço na Biblioteca da Escola do Olhar.
Falecida em setembro de 2018, a baiana Lúcia M. dos Santos sempre participou ativamente das atividades e festejos nas ruas e nas instituições da zona portuária, também conhecida como a Pequena África, local que vivia desde que chegou ao Rio de Janeiro, ainda criança. De babá, função que começou a exercer com apenas oito anos, a professora de artes e artesanato, Tia Lúcia ocupou a cidade e os espaços culturais instaurando e subvertendo os modos de ser e estar.
Como diria a artista no jornal editado no âmbito do programa Vizinhos do MAR: “A primeira vez em que fui numa exposição foi sem querer. Eu era professora de catecismo. Quando eu voltava da missa da Candelária com as crianças elas escaparam e entraram no Centro Cultural Banco do Brasil. Eu tive que ir lá dentro buscar elas (...) Museu era coisa de rico, era muito difícil de entrar. Ficava aquela coisa grande e bonita, sem ninguém. O museu é de todo mundo e ao mesmo tempo não é de ninguém, não se pode negar o acesso às pessoas”.
As curadoras da mostra observaram que Tia Lúcia “atuava não apenas como público, mas como protagonista de inúmeras oficinas e festividades, além de exposições como O Rio de Samba: resistência e reinvenção, ainda em cartaz”.
“Ao inventar a si mesma como artista, ao vencer corajosamente as barreiras concretas e simbólicas que separam a cultura popular das manifestações artísticas legitimadas, Tia Lúcia nos ensina a construir novos modos de ser e de fazer para as instituições culturais. Modos de ser e fazer que, na sua melhor condição, requalificam a função da arte e nos ajudam a construir uma sociedade mais democrática, diversa e igualitária”, afirmam Izabela e Bruna.
“A Pequena África e o MAR de Tia Lúcia” apresenta um conjunto de obras da artista, como pinturas, desenhos e objetos, além de vídeos, documentos, fotografias e itens pessoais. A homenagem foi desenhada em parceria com os Vizinhos do MAR, na reunião mensal chamada Café com Vizinhos, em 6 de outubro deste ano. Parte dos itens que integram a exposição foram trazidos por moradores da região, por ocasião de uma conversa de galeria coletiva, ocorrida no dia 21 de outubro.
No encontro, cada um dos presentes relembrou a história desta mulher emblemática, a partir de objetos que guardam a sua memória afetiva. Após a conversa, todos saíram em cortejo pela região da pequena África, embalados pelos integrantes do Afoxé Filho de Gandhi e do Carimbloco.
Na Pedra do Sal o cortejo encontrou os integrantes da escola de samba GRES Feitiço do Rio, onde houve discursos e homenagens. Toda essa experiência foi filmada pela equipe do MAR e deu origem ao vídeo que também faz parte da exposição.
Tia Lúcia deixou obras por toda a cidade e realizou exposições no Instituto Pretos Novos e no Centro Cultural José Bonifácio (CCJB). Sua imagem está gravada no Cais do Valongo e na escadaria de acesso ao Morro da Conceição, na Travessa do Liceu, por trás do Edifício Joseph Gire (A Noite).
A exposição corrobora com o movimento feito pelo Museu de Arte do Rio pela valorização da produção de mulheres artistas, que conta com a abertura da exposição “Mulheres na Coleção MAR”, que também foi inaugurada em 16 de novembro e ocupará o pavilhão de exposições do museu até maio de 2019.
O Museu de Arte do Rio – MAR
Uma iniciativa da Prefeitura do Rio em parceria com a Fundação Roberto Marinho, o MAR tem atividades que envolvem coleta, registro, pesquisa, preservação e devolução à comunidade de bens culturais. Espaço proativo de apoio à educação e à cultura, o museu já nasceu com uma escola – a Escola do Olhar –, cuja proposta museológica é inovadora: propiciar o desenvolvimento de um programa educativo de referência para ações no Brasil e no exterior, conjugando arte e educação com base no programa curatorial que norteia a instituição. O MAR é gerido pelo Instituto Odeon, uma organização social da Cultura, selecionada pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro por edital público. O museu tem o Grupo Globo como mantenedor.
A Escola do Olhar conta com patrocínio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, da Dataprev e One Health via Lei Municipal de Incentivo à Cultura. A Aliansce apoia as visitas educativas - Partiu MAR via Lei Rouanet. A Verde apoia o programa de Formação com Professores da Escola do Olhar via Lei Rouanet. A Vivo patrocina o programa de cultura MAR de Música 2018 através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. O MAR conta também com o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, e realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal do Brasil por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Serviço:
A biblioteca do MAR funciona de terça a sábado, das 10h às 18h, e a entrada é gratuita.
Visitas educativas podem ser agendadas as quartas, sextas e sábados, às 10h, pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Para mais informações, entre em contato pelo telefone (55 21) 3031-2741 ou acesse o site www.museudeartedorio.org.br
Criado em 2018-11-22 20:22:19
Bandas 4 Estações e Distintos Filhos se apresentam nesta sexta-feira (23/11), a partir de 20h30, no Grupo Escoteiro Caio Martins – 6º DF QRS-AE nº 826 (Setor Militar Urbano – Brasília – DF). Indicado para maiores de 16 anos. Uma iniciativa da Associação Pisco de Luz para levar energia solar ao Quilombo Kalunga, em Goiás.
Que tal curtir um bom som e ainda ajudar a levar luz a famílias que vivem sem iluminação elétrica, na escuridão? Na noite desta sexta-feira (23/11), a Associação Pisco de Luz promove show beneficente para arrecadar recursos que serão revertidos integralmente na construção de sistemas de energia solar. Esses equipamentos serão levados para a comunidade quilombola Kalunga, na Chapada dos Veadeiros (GO), onde centenas de pessoas vivem ainda isoladas com lamparinas e à luz de velas.
Sobem ao palco em prol desta causa social as bandas 4 Estações – considerada um dos melhores covers da Legião Urbana na região e o trio brasiliense Distintos Filhos (foto abaixo) – que mostrará o seu trabalho no álbum “Exílio”, lançado em 2017. Os artistas doaram o cachê para o projeto. O evento terá ainda participação de food trucks. Venha também ajudar a acender mais luzes.

Os ingressos custam R$ 30 e são vendidos na internet, pelo site www.piscodeluz.org/show-beneficente
Luz na escuridão
A Associação Pisco de Luz surgiu para levar energia solar a comunidades que ainda vivem na escuridão. Em todo Brasil, segundo estimativas do IBGE, aproximadamente 555 mil casas não têm energia elétrica, o que afeta 1 milhão e 600 mil pessoas.
Desde setembro de 2017, 108 famílias da comunidade quilombola kalunga já foram beneficiadas com o projeto. Apesar dos avanços, ao menos 250 casas da região ainda estão sem energia elétrica.
A meta é multiplicar essa luz. Para isso é necessário obter recursos para construção de mais kits, que são formados por uma pequena placa solar, um circuito inteligente, uma bateria de lítio recarregável, interruptores e lâmpadas de led. O projeto é totalmente voluntário e depende de doações.
Serviço:
Show beneficente – Pisco de Luz
Data: Sexta-feira (23/11) a partir de 20h30
Atrações: 4 Estações e Distintos Filhos
Local: Grupo Escoteiro Caio Martins – 6º DF QRS-AE nº 826, no Setor Militar Urbano – Brasília - DF
Classificação indicativa: 16 anos – acompanhados dos responsáveis.
Criado em 2018-11-20 15:55:59
José Carlos Peliano –
foi rever um dia a obra acabada
que ajudou a por em pé no ar
ponte de quatro pistas encurvada
sobre um vale de rio quase mar
uma mão de concreto por beirada
juntava as terras de viga a pilar
marcas de suas mãos na arcada armada
nos ferros seu suor a gotejar
cada operário ele ainda via
esculpir suas sombras no espaço
monumento dos carros dia a dia
um troféu de trabalho e de cansaço
que quem passava ali não percebia
feito na comunhão de braço a braço
Criado em 2018-11-18 17:07:07