Total: 1890 results found.
Página 89 de 95
A partir do dia 15 de outubro a TV Brasil apresentará uma série de filmes clássicos da antiga União Soviética. O programa “Outubro Soviético” é um registro histórico do centenário da Revolução Russa (também conhecida como a "Revolução de Outubro"). Exibições todos os dias da semana, entre 15 e 25 de outubro, às 23h.
A Revolução Russa de 1917 derrubou a autocracia russa e levou ao poder o Partido Bolchevique, de Vladimir Lênin. Recém-industrializada e sofrendo com a Primeira Guerra Mundial, a Rússia tinha uma grande massa de operários e camponeses trabalhando muito e ganhando pouco.
Além disso, o governo absolutista do czar Nicolau II desagradava o povo que queria uma liderança menos opressiva e mais democrática. A soma desses fatores levou a grandes manifestações populares que fizeram o monarca renunciar e, no fim do processo, levaram à tomada do poder e à execução da família imperial.
Assim, deu-se início à União Soviética, o primeiro país socialista do mundo. A dissolução da URSS foi iniciada com as políticas instituídas por Mikhail Gorbatchov - perestroika (reestruturação) e glasnost (transparência) - e concluída com a queda do Muro de Berlim, em 1989.
Programação:
Domingo, 15:
“O Encouraçado Potemkin” (1925), de Eisenstein.
Segunda-feira, 16:
“O Conto do Czar Saltan” (1966), de Aleksander Ptushko.
Terça-feira, 17:
“Vassa” (1983), de Gleb Panfilov.
Quarta-feira, 18:
“A Mãe” (1989), de Gleb Panfilov.
Quinta-feira, 19:
“Boris Godunov” (1986), de Sergei Bondarchuk.
Sexta-feira, 20:
“Um Acidente de Caça” (1978), de Emil Loteanu.
Sábado, 21:
“Arsenal” (1929), de Aleksandr Dovzhenko.
Domingo, 22:
"O Velho e o Novo" (1929), de Eisenstein.
Segunda-feira, 23:
“As Aventuras Extraordinárias de Mr. West no País dos Bolcheviques” (1924), de Lev Kuleshov.
Terça-feira, 24:
“Cossacos de Kuban” (1949), de Ivan Pyryev.
Quarta-feira, 25:
“Lenin em Outubro” (1937), de Mikhail Romm
Criado em 2017-10-10 18:46:12
Dia 12 de outubro, às 19h30, no Cantucci Bistrô (403 Norte), show musical com Jaime e Lilyana. Agende!
A violinista Lilyana se apresenta ao lado do violonista Jaime Ernest Dias, criador da Orquestra de Violões de Brasília.
O duo preparou um show instrumental especialmente para o Projeto Quintucci com um repertório baseado na MPB, bossa nova, choro e valsa.
Violinista da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro e professora da Escola de Música de Brasília, Liliana se dedica ao violino clássico desde a infância, nos EUA.
Serviço
Projeto Quintucci
Dia: 12/10, quinta-feira
Horário: 19h30
Local: Cantucci Bistrô - CLN 403, bloco E, Lj 3
Couvert: R$ 10
Informações: 3328-5242
Criado em 2017-10-08 05:43:31
Uma portaria da Secretaria de Cultura do DF que cria política especifica de fomento à cultura LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais), publicada no Diário Oficial, provocou insana queda de braço entre os deputados distritais evangélicos e o governo Rodrigo Rollemberg (PSB).
A chamada Frente Parlamentar Evangélica da Câmara Legislativa pede que o governo anule a portaria que, segundo os deputados, "desrespeita a família brasiliense". Se isso não ocorrer, ameaçam com um Decreto Legislativo para anular a portaria. O DL tem que ser aprovado por 13 deputados. Enquanto isso, o debate esquenta os bastidores, os gabinetes, as ruas e as redes sociais.
A solicitação da revogação da portaria foi enviada à Secretaria de Cultura dois dias após a publicação da medida no Diário Oficial, assinada pelo secretário Guilherme Reis, que ainda não entrou publicamente no debate. O secretário tem razão, a reação dos deputados evangélicos não tem nenhuma base legal, nem moral.
O presidente da bancada evangélica, Rodrigo Delmasso (Podemos), afirma em sua nota de repúdio que a política “fere diretamente o direito das famílias brasilienses”, assim como à cultura que “valoriza os princípios e valores da família”. (A íntegra da nota está abaixo).
O texto da portaria simplesmente cria um comitê técnico, dentro da Subsecretaria de Cidadania e Diversidade, para "a valorização e a difusão da cultura LGBTI, da diversidade de suas identidades e proteção de sua memória cultural".
A política também busca identificar e estudar estes movimentos no DF e promover ações de respeito à diversidade das identidades de gênero e de orientações sexuais.
A intolerância e o desrespeito às minorias e à diversidade cultural chegaram a ponto de tentar impor ao governador Rollemberg condições para votar ou não matérias de interesse da sociedade, como a Lei Orgânica da Cultura (LOC).
O presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar, da CLDF, deputado Ricardo Vale (PT), também se manifestou sobre o assunto e emitiu a seguinte nota oficial:
"Sobre a manifestação da Frente Parlamentar Evangélica a respeito da Portaria n° 277, de 28 de setembro de 2017, da Secretaria de Cultura do Distrito Federal, que cria a Política de Fomento à Cultura LGBTI, a Comissão de Direitos Humanos vem a público expressar o que segue:
1. Há uma contradição na nota da Frente Parlamentar Evangélica quando afirma ser “contrária à criação de uma Política Pública para um segmento específico por entendermos que as ações do Estado devem ser coletivas e de interesse público e não atendendo a interesses de grupos e movimento setorizados;” pois é de domínio público que os segmentos evangélicos há anos disputam recursos públicos – com êxito – para apoiar as manifestações culturais “gospel” que sabidamente reflete uma visão confessional e segmentada da vida e do mundo;
2. Entendemos as Políticas Públicas como instrumentos de proteção ou estímulos aos segmentos mais vulneráveis numa sociedade em que predomina a selvageria na disputa pelo orçamento público, dessa forma institui-se com elas um fator de equilíbrio que funciona para reduzir as desigualdades sociais, econômicas e culturais;
3. Não nos consta que a entidade abstrata “família brasiliense” mencionada na nota tenha elegido a Frente Parlamentar Evangélica como porta-voz para manifestar suas insatisfações, de tal modo que ao lado de outras entidades da sociedade civil manifestamos nosso apoio à Portaria da Secretaria de Cultura por entendermos que contribui para ampliar e democratizar as expressões culturais de uma minoria ostensivamente discriminada".
Assina: Deputado Ricardo Vale, Presidente da Comissão de Direitos Humanos da CLDF
Eis a nota da Frente Evangélica:
"A Frente Parlamentar Evangélica da CLDF, vem se manifestar em relação a Portaria publicada pela Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal, que cria a Política de Fomento a Cultura LGBTI:
1. Somos contrários à criação de uma política pública para um segmento específico por entendermos que as ações do Estado devem ser coletivas e de interesse público e não atendendo a interesses de grupos ou movimentos setorizados;
2. No nosso entendimento tal política pública fere frontalmente os dispostos constitucionais, principalmente aqueles estabelecidos no artigo 5ª da Carta Magna;
3. Entendemos ainda que tal portaria fere diretamente o direito das famílias brasilienses bem como no estabelecimento de uma cultura não segmentada e que valorize os princípios e valores da família.
4. As políticas públicas devem atender aos princípios públicos e não segmentados, portanto solicitamos o Secretário de Cultura a revogação imediata da referida Portaria em respeito a família brasiliense".
Assina: Dep. Delmasso. Presidente da FPE CLDF.
Criado em 2017-10-05 19:04:43
Evento chega à sua terceira edição no dia 8 de outubro, da 10h às 20h, no Clube dos Previdenciários (712/912 Sul), com concursos, shows, exposições e games. As explicações para esses termos estão no rodapé deste texto.
Essa atividade destina-se a liberar os participantes para se vestir como o personagem de um filme, ou série, predileto e, ainda, conhecer um pouco mais da cultura oriental, jogar o videogame preferido, se deliciar com as saborosas comidas nipônicas, escutar diversos shows e cantar.
A ideia é interagir e se divertir. Desde 2016, a Central Cosplay promove encontros que agradam pequenos, jovens e adultos.
O evento que une a cultura geek (os adeptos aos jogos e a tecnologia, em geral), cosplayer (pessoas que se vestem a caráter para representar um personagem) e a cultura oriental em Brasília.
O nome X1 (em japonês shizun, que se traduz como estação do ano) foi escolhido por causa da periodicidade do evento. Apesar da época ser de primavera, o Fuyu representa a estação do inverno.
De três em três meses, o evento deve ocorrer na capital. "O X1 é temático e dá oportunidade para um público que gosta de jogar, interagir com a cultura oriental e, ainda, para os cosplayers da cidade que carecem de um evento destinado apenas para eles. Quem chegar pode ainda cantar no animekê. Na última edição, ocupamos o Taguaparque. Agora, resolvemos escolher uma área mais central para facilitar o acesso", diz o idealizador e coordenador da Central Cosplay de Brasília, Gustavo Almeida.

10h de pura magia
A animação começa logo cedo. A partir das 10h, o salão principal do Clube dos Previdenciários vai receber diversas apresentações de danças asiáticas, como as coreografias do K-pop (música popular coreana).
Já às 14h, os fãs de músicas temáticas vão se encantar com a apresentação do grupo brasiliense Museek. A banda inova em cada apresentação dedicada a um tema.
Para o X1 Fuyu, eles prepararam um repertório especial em homenagem à série de desenho animado Steven Universe.
O bruxinho mais querido do mundo, que neste ano completa 20 anos do lançamento de seu primeiro livro, o eterno Harry Potter, também vai ter uma parte na programação às 15h, com a apresentação de trechos do musical Um Reles Potter.
O diretor e ator brasiliense Ricardo Taveira e mais integrantes do elenco apresentarão uma parte da paródia cômica baseada no texto A Very Potter Musical.
Ao sair de Hogwarts, o grupo brasiliense No Brand Girls vai continuar a animar o público com show cover do anime Love Live! School Idol Project. As meninas cosplayers encantam nas danças e performances realizadas no palco.
Concurso Cosplay
Carro-chefe do evento, a partir das 17h30, os personagens de filmes, séries e desenhos vão desfilar e disputar no Concurso Cosplay.
A competição é divida em duas categorias: Desfile, onde os cosplayers desfilam para os jurados por um minuto; e Performance, onde, durante três minutos, vale improvisar em cima da história original do seu personagem ou realizar uma adaptação livre.
As premiações variam de R$ 100 a R$ 500 e incluem ainda troféus personalizados para os destaques. Inscrições e informações pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Qualquer pessoa pode participar, desde que não apresente parentesco com integrantes da Central Cosplay de Brasília.
Programação paralela
Além das atrações principais, o X1 Fuyu terá exposição de cosplay com o grupo Arts Geek, de animes (animação japonesa), um estúdio fotográfico onde os cosplayers vão poder tirar fotos para registrar o momento, animekê (karaokê de músicas de animes) realizado no palco Asian Music e uma arena de videogames com jogos clássicos para todos jogarem e competirem, sem pagar. Gastronomia oriental típica e fast foods também não vão faltar na maratona.
X1 e a Central Cosplay
O X1 é coordenado pelos sócios Gustavo Almeida Teixeira, Laís Oliveira e Hilton Rafael. Participam ainda 16 membros da Central Cosplay.
Desta vez em homenagem ao inverno, o evento chega a sua terceira edição com o nome de X1 Fuyu. Idealizadora do evento, a Central Cosplay surgiu em agosto de 2009, com um grupo de amigos que buscava organizar concursos de cosplay em Brasília, já que não havia uma central especializada no assunto que pudesse atender às necessidades dos cosplayers locais.
O nascimento efetivo do grupo foi em 17 de outubro de 2009, no evento Otacon, sob comando de Juliana Rabelo, então criadora e fundadora. Desde 2014, Gustavo Almeida assumiu a liderança da Central e dos eventos.
Programação:
12h - Apresentações Culturais Japonesas
14h - Grupo Museek apresenta: Show Especial Steven Universe
15h - Especial Magia: Um Reles Potter Show
16h - No Brand Girls: Show Cover Love Live! School Idol Project
17h30 - Concurso Cosplay
Durante todo o dia:
- Exposição Cosplay com o grupo Arts Geek
- Exposição LoveLive! (anime) com o grupo No Brand Girls
- Exposição de artistas locais (Artist's Alley)
- Estúdio Fotográfico Cosplay
- Arena de vídeo games com free play e campeonatos
- Apresentação de grupos de dança K-POP
- Animekê livre
- Comídas típicas
Serviço:
X1 Fuyu – Encontro Geek e Cosplay
Dia 8/10 (domingo), das 10h às 20h.
Local: Clube dos Previdenciários de Brasília (712/912 Sul)
Ingressos: 1º Lote: R$ 20 (meia-entrada). 2º Lote: R$ 25 (meia-entrada) e R$ 30 (meia-entrada), na hora. Cosplayers e doadores de 1kg de alimento imperecível pagam meia.
Informações: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. / 99937-4122 (Whatsapp)
Classificação: Livre.
______________________
(*) X1 (em japonês se pronuncia "shizun", que significa inverno em japonês, foi escolhido por causa da periodicidade do evento, apesar da época em Brasília ser a primavera.
(**) Geek é um anglicismo e uma gíria inglesa que se refere a pessoas peculiares ou excêntricas, fãs de tecnologia, eletrônica, jogos eletrônicos ou de tabuleiro, histórias em quadrinhos, livros, filmes, animes e séries.
Embora frequentemente considerado como um pejorativo, o termo é usado pelos jovens sem malícia e como uma fonte de orgulho. Embora não seja consenso, geeks são frequentemente apontados como um dos tipos de nerd.
(***) Cosplay é a abreviação de "costume play" ou ainda pode ser traduzido por "representação de personagem a caráter", "disfarce" ou "fantasia" e tem sido utilizado no original, como empréstimo linguístico, não convalidado no léxico português. O termo refere-se à atividade lúdica, praticada principalmente (não exclusivamente) por jovens, que consiste em disfarçar-se ou fantasiar-se de personagem real (artista) ou ficcional, procurando interpretá-lo na medida do possível. Os participantes (ou jogadores) dessa atividade chamam-se cosplayers.
Criado em 2017-10-04 21:10:58
Para comemorar os 75 anos do compositor Jorge Antunes, um dos mais conhecidos maestros de Brasília, o Concerto da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro (OSTNCS) desta terça-feira, 3/10, às 20h, no cine Brasília (106 Sul) apresenta, além de obras do maestro, as três composições vencedoras do 1º Concurso de Composições Jorge Antunes.
O concerto será regido por Jorge Lisbôa Antunes, filho do maestro Jorge Antunes. O concurso foi promovido este ano pela Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional e Secretaria de Cultura do DF para dar oportunidade a novos e jovens compositores até 35 anos de apresentarem suas composições musicais.
Ao concurso foi dado o nome de Jorge Antunes, para homenagear o maestro que, apesar de nascido no Rio de Janeiro, vive em Brasília há mais de 40 anos, completando 75 anos em 2017. Foi em Brasília, entre 1974 e 2017, que Jorge Antunes teve suas principais obras estreadas, muitas delas na interpretação da OSTNCS.
Os três jovens compositores premiados, Helder Oliveira, Paulo Henrique Raposo e Carlos dos Santos, são importantes revelações da nova geração. As três obras vencedoras foram escolhidas por um júri formado de cinco renomados maestros: Harry Crowl, Jorge Antunes, Claudio Cohen, Rubens Ricciardi e Marcos Cohen.
Sobre as obras:
Abertura - Ópera A Cartomante (Jorge Antunes)
A ópera A Cartomante, de Jorge Antunes, foi composta em 2013 e teve sua estreia mundial em agosto de 2014, com três récitas, na programação do IV Festival de Ópera de Brasília. O libreto da ópera foi escrito pelo próprio compositor, baseado no conto homônimo de Machado de Assis, com adaptação radical que, embora mantida a atemporalidade, dá aos personagens perfis próprios da sempre atual luta de classes.
Na Abertura da Ópera A Cartomante, peça com 9 minutos de duração, Jorge Antunes utilizou o formato tradicional do pasticcio, em que os temas dos personagens são apresentados de modo imbricado, com fusões e contrapontos. Nessa obra sinfônica independente são apresentados, de modo caleidoscópico, os leitmotive dos personagens machadianos.
Azuis, variações para orquestra, de Carlos dos Santos (3º lugar)
Azuis é uma peça que busca explorar múltiplas sonoridades orquestrais sobre uma frase descendente que polariza a nota ré. Para isto foi utilizado simetrias rítmicas e corais geradores, ambos temas de pesquisas do compositor no que diz respeito a processos composicionais. Faz uma homenagem ao conceito do compositor Jorge Antunes de música cromofônica. Desta forma a peça faz um caminho entre o azul mais intenso até um azul bem claro chegando próximo ao branco em sua última variação.
Thermidor, de Paulo Henrique Raposo (2º lugar)
Thermidor faz referência ao 9 de Termidor (décimo primeiro mês) do ano II do calendário revolucionário francês (27 de julho de 1794): o ápice de uma série de eventos que marcou o fim do chamado regime do Terror, com a queda de Robespierre. É a quarta peça que integra um conjunto de composições que representam, para o compositor, uma grande mudança estética em relação às anteriores e, talvez, um momento em que o retorno não seja mais possível.
Segmentos, de Helder Oliveira (1º lugar)
Segmentos baseia-se nas leis de agrupamento perceptual segundo a Teoria da Gestalt, que norteou o planejamento dos aspectos estruturais envolvidos na criação e interconexão dos gestos musicais. O primeiro movimento enfatiza as leis de boa continuidade e fechamento –relacionadas às expectativas do ouvinte – e a lei da experiência passada, através do uso de citação. O segundo movimento enfatiza as leis de proximidade e similaridade, relacionadas à segregação e unificação de sons na superfície musical (melodia). Por fim, o terceiro movimento destaca aspectos da lei de pregnância (através da sobreposição de uma ideia musical em cânone e da sobreposição de duas ideias) e aspectos da lei de segregação-unificação, por meio de variações temáticas e tratamento textual diversificado.
Sobre os compositores:
Maestro Jorge Antunes (75 anos)
Nasceu em 1942. Formou-se em violino, composição e regência em 1968. Em 1961 se destacou como precursor da música eletrônica no Brasil, ao mesmo tempo em que ingressava no curso de Física da Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi). Realizou estudos pós-graduados em composição no Instituto Torcuato Di Tella de Buenos Aires. Estudou no Instituto de Sonologia da Universidade de Utrecht, no Conservatório Nacional de Música de Paris e no Groupe de Recherches Musicales de l'ORTF, onde atuou como compositor-estagiário sob a orientação de Pierre Schaeffer.
É doutor em Estética Musical pela Universidade de Paris VIII. Foi Professor Titular de Composição Musical na UnB até 2011, quando se aposentou. Tem vários CDs, DVDs e livros publicados. É membro da Academia Brasileira de Música e Presidente da Sociedade Brasileira de Música Eletroacústica. Suas obras são publicadas por importantes editoras internacionais.
Carlos dos Santos (3º lugar)
Nasceu em São Paulo, capital, em 1990. É percussionista e compositor. Estudou na EMESP (antiga ULM) com Ari Gomes e Alfredo Lima. Orientado por Ricardo Bologna, é bacharel em percussão pela Universidade de São Paulo. Estudou composição com Eduardo Guimarães Álvares e Aylton Escobar. Vencedor de vários concursos de composição nacionais, atualmente é mestrando em Música pela Unicamp, sob a orientação do Prof. Dr. Manuel Falleiros.
Paulo Henrique Raposo (2º lugar)
Nasceu em 1983 em Taubaté, São Paulo. É Mestre em Composição Musical pelo Programa de Pós-Graduação em Música da UniRio. Cursou o bacharelado em Música, habilitação guitarra, na Faculdade Santa Cecília (Fasc, Pindamonhangaba) e Especialização em Composição Musical na Faculdade de Música Carlos Gomes (FMCG, São Paulo). Atualmente se dedica à docência no ensino superior nos cursos de Licenciatura em Música da Faculdade de Música Carlos Gomes e da Faculdade de Campo Limpo Paulista (Faccamp).
Helder de Oliveira (1º lugar)
Nasceu em 1987 em Campina Grande, Paraíba. É licenciado em Música e Técnico em Piano pela UFRN. Foi professor substituto de Análise e Percepção Musical dessa mesma universidade. É Mestre em Composição Musical pela UFPB, sob orientação de Liduino Pitombeira, e estudou composição com Danilo Guanais (UFRN) e Manoel Nascimento (Conservatório Pernambucano). É autor de vários artigos apresentados em congressos nacionais de Música. Atualmente cursa o doutorado em Poéticas da Criação Musical da UFRJ, sob orientação de Liduino Pitombeira.
Sobre o maestro regente:
Maestro Jorge Lisbôa Antunes
Filho do maestro Jorge Antunes, Jorge Lisbôa Antunes nasceu em Brasília e formou-se na UnB em regência. Também estudou regência com o maestro Emílio César, e participou de master-classes com Helmuth Rilling, Ernani Aguiar e Sergio Carvalho. Formou-se também em violino na Escola de Música de Brasília em 1997, onde é atualmente professor de violino e dirige a Orquestra Juvenil da Escola. Em 2011 ele concluiu seu Mestrado em regência orquestral na Universidade Simón Bolívar, em Caracas, Venezuela, sob a orientação do maestro Alfredo Rugeles. É diretor artístico e regente da Orquestra Ars Hodierna (OAH), fundada em 2007, com foco na interpretação de obras contemporâneas. Participou como maestro e maestro assistente de vários concertos internacionais, incluindo Cancun e Paris.
SERVIÇO:
Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional
Concerto em homenagem aos 75 anos do maestro Jorge Antunes
Dia 3 de outubro de 2017, terça-feira, 20h.
Cine Brasília 106/107 sul
Entrada gratuita por ordem de chegada
Contato: Maestro Claudio Cohen (61) 9 8115-6777
Criado em 2017-10-03 02:09:43
O maior festival de animação da América Latina celebra 25 anos com filmes de diversas técnicas, origens e temáticas. Só o Canadá terá 15 produções selecionadas. De 5 a 12/10, sendo que no último dia haverá uma programação especial para as crianças.
Os fãs de filmes de animação podem se preparar! O Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB Brasília será sede de um dos mais importantes festivais de animação do mundo. Uma seleção com o melhor da edição 2017, com apoio do Ministério da Cultura e do Banco do Brasil. O ingresso a R$ 5.
O Anima Mundi foi realizado pela primeira vez no CCBB do Rio de Janeiro, em 1993, e despertou o Brasil para o mercado de animação. Hoje, é o maior festival do gênero na América Latina. Em seus 25 anos de história, foram cerca de 10 mil filmes de 75 países diferentes exibidos para mais de um milhão de espectadores.
Em Brasília, serão 36 sessões entre produções nacionais e internacionais, que incluem títulos clássicos – selecionados especialmente para celebrar o jubileu de prata do Anima Mundi –, como o inglês “Manipulação (Manipulation)”; o brasileiro “O Projeto do Meu Pai”, e o alemão “O Presente (The Present)”.
O Canadá ganha um recorte especial dentro da mostra e traz os premiados filmes “A Grande Picuinha (The Big Snit)”, “Entrega Especial (Special Delivery)”, “O Farol (Le Phare)” e “O Jogo das Miçangas (The Bead Game)”, entre outros.
Mostra Especial Anima Mundi 2017 exibe ainda produções da Argentina, Suíça, dos Estados Unidos, Portugal, França, além do longa-metragem convidado dessa edição, o uruguaio Selkirk, o “Verdadeiro Robinson Crusoé”, de Walter Tournier.
No dia 12 de outubro, a programação será toda dedicada às crianças, exibindo apenas filmes voltados para o público infantil. Neste dia, as sessões serão gratuitas. A programação do Dia das Crianças contará, entre outros, com os curtas “Chocante (Eggs Change)”, “Chika, o Cachorro do Gueto (Chika, Die Hündin Im Guetto)” e “Juntando Cabeças (Kop Op)”, além dos brasileiros “A Primeira Flauta”, “Diário de Areia” e “Por que vemos colorido?”.
SERVIÇO:
ANIMA MUNDI
Data: De 5 e 12 de outubro
Local: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília - SCES, Trecho 02, lote 22
Funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 21h
Horários de Exibição: verifique programação: http://culturabancodobrasil.com.br/programacao/distrito-federal
Ingressos: R$ 5. No dia 12/10 as sessões serão gratuitas - site: www.bb.com.br/cultura
Criado em 2017-09-30 20:52:35
Sexta-feira, 29/9, Marcius Cabral e Eduardo Nunes. Sábado, 30/9, Alex Queiroz e Genil Castro. Às 20h30, no Casa de Madeira Empório e Restaurante. Não perca!
Prestes a completar 30 anos de carreira, o violonista Marcius Cabral (foto), ao lado do gaitista Eduardo Nunes, promove uma noite dedicada ao blues e ao jazz, revisitando as principais canções da música clássica negra dos Estados Unidos. O duo é um projeto de pesquisa e reinterpretação de clássicos do blues e standards de jazz que já esteve em quase todos os espaços dedicados a esses dois estilos em Brasília.

O próximo passo é a primeira temporada internacional, em Paris, no final do ano. No repertório, sucessos que pontuaram mais de cem anos de história da música americana se misturam a versões de clássicos de The Beatles e The Rolling Stones em arranjos compostos pelos próprios artistas.
Já no sábado, 30/9, o contrabaixista Alex Queiroz, acompanhado do guitarrista Genil Castro, traz no repertório clássicos como "I Fall in love too easily (Jule Styne e S. Cahn)" e 'As Rosas não falam (Cartola)'.
Alex Queiroz é membro da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro. Iniciou seus estudos na Escola de Música de Brasília, formou- se bacharel em música pela Universidade de Brasília (UnB) e obteve o master na Messiane Academie, Holanda.
Entre 2002 e 2007, morou em Londres e apresentou-se na “Royal Phylarmonic Orchestra” e fez turnê pela Holanda e Inglaterra, com a “Orkest van et Oosten”. Nesse período, participou de performances jazzísticas com diversos músicos consagrados da noite londrina, entre eles, Joe Thompson, Nick Durkan, Eriko Ishiraha, Julie Mckee e Chris Rodgers.
Serviço:
Evento: Empório Musical
Sexta-feira, 29/9: Marcius Cabral e Eduardo Nunes
Sábado, 30/9: Alex Queiroz e Genil Castro
Horário: 20h30
Local: Casa de Madeira Empório e Restaurante
Endereço: Avenida do Sol Condomínio Quintas do Sol, Q 2, Lote 50 – Jardim Botânico
Reservas: 3547-6001
Couvert: R$ 10
Classificação Indicativa: livre
Criado em 2017-09-28 02:41:07
Inês Ulhôa -
Lançamento dia 4 de outubro, às 18h, na livraria da Editora UnB, no Centro de Vivências da universidade. O livro, “Universidade de Brasília: Ideia, diáspora e individuação”, do professor Jaime G. de Almeida, que reúne memória e tempo histórico, será tema de debate, no mesmo dia, com a participação do vice-reitor Henrique Huelva, dos professores José Manoel Morales Sánchez, diretor da Faculdade de Arquitetura (FAU/UnB), Eduardo Rosseti, representando o Programa de Pós-Graduação da FAU/UnB, e o próprio Jaime Almeida e da professora Germana Henriques, diretora da Editora UnB.
Os debatedores e o público terão a oportunidade de trazer para os tempos atuais os ideais que nortearam a criação da UnB e sua Faculdade de Arquitetura, que tanto contribuiu para a consolidação do projeto desenhado para a UnB e para a capital do país que se instalaram juntas no Planalto Central.
Darcy Ribeiro já dizia que o “Brasil não pode passar sem uma Universidade que tenha o inteiro domínio do saber humano e o cultive não como ato de fruição erudita ou de vaidade acadêmica, mas com o objetivo de, montada nesse saber, pensar o Brasil como problema”.
Resenha
“A necessidade da memória é uma necessidade da história”, disse o historiador Pierre Nora. Segundo ele, a memória é a vida, “sempre carregada por grupos vivos e, nesse sentido, ela está em permanente evolução, aberta à dialética da lembrança e do esquecimento”. Ao relacionar tempo histórico e memória em sua obra, o professor Jaime Almeida traz à reflexão fatos e histórias não contadas ou que valem a pena serem recontadas.
É bom que se destaque que, consciente da importância de se provocar a memória de indivíduos que permite traduzir uma interpretação histórica, Almeida possibilita também a compreensão da tragédia que se abateu sobre a Universidade de Brasília nos tempos sombrios do regime ditatorial no Brasil advindos com o golpe militar em 1964.
Publicado com a evidente intenção de registrar os rumos e perspectivas da UnB, em especial da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, em seus anos iniciais, é que o conteúdo de “Universidade de Brasília: Ideia, diáspora e individuação” possui grande valor para a história. Nele, o autor realçou os princípios que nortearam o projeto acadêmico e institucional da UnB.
O autor encontrou dificuldades para concluir esta tarefa, com risco de grave simplificação, pois, segundo ele, a UnB carece de história escrita. Soma-se a essa dificuldade “a falta de registro adequado de grande parte das manifestações dos agentes que participaram ativamente da sua história”. O autor alerta ainda que, para agravar essa situação, “a documentação elaborada pelas associações não se encontra editada adequadamente. Além do mais, os textos divulgados apresentam uma preocupação jornalística com os pormenores dos acontecimentos sem se aterem aos significados dos fatos”.
Almeida soube construir um enredo significativo, compreendendo acertadamente que a memória é também social coletiva, na perspectiva que apontou Maurice Halbawchs, segundo o qual, o homem se caracteriza essencialmente por seu grau de interação no tecido das relações sociais. Ele aponta que “nossas lembranças permanecem coletivas e nos são lembradas por outros, ainda que se trate de eventos em que somente nós estivemos envolvidos e objetos que somente nós vimos. Isto acontece porque jamais estamos sós”.
Nesse sentido, a despeito das dificuldades apontadas, Almeida se inseriu na profundidade daquele período histórico não apenas na experiência vivenciada por ele, mas também na reflexão de diversos sujeitos sociais nos quais buscou testemunhos para configurar o seu estudo.
Assim, na tessitura da utopia de uma universidade nova, democrática e participativa, muitos foram personagens, alguns mais apaixonados que outros, mas, mesmo assim, participantes ativos desse projeto que se viabilizou pelos ideais de Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira. Jaime Almeida conta, então, uma parte da saga que foi construir a UnB. De acordo com o autor, há muitas respostas para a indagação de como explicar a UnB hoje. É como ele vai mostrar nesta obra, que, por si só, é o passado que se faz presente.
O autor apresenta duas explicações para suas indagações: uma reflexiva (ensaio) e outra testemunhal (memória). Na primeira explicação, Almeida traz uma inovação ao narrar a história da instituição em três tempos. O primeiro é o da “Ideia”, onde ele reconstitui “o tempo de entusiasmo, a paixão coletiva, com a inauguração do campus guiada por uma utopia”. O segundo tempo se refere à “Diáspora”, caracterizado pelo pedido de demissão em protesto da maioria de seus professores em 1965, quando, já sob intervenção militar, a administração da Universidade demite alguns professores considerados ideologicamente suspeitos ou acusados de cumplicidade com a “subversão estudantil”. Em resposta, 223 professores pedem demissão coletiva. O terceiro tempo é o da “Individuação” das unidades acadêmicas, “tempo de apartação acadêmico-espacial e do ressurgimento do pragmatismo, quando os agentes que lutaram pela reconstrução do sentido da Universidade acabaram se perdendo no emaranhado de suas convicções e disputas”, assinala o autor.
As ideias e os fatos
Ao adentrar nos depoimentos de ex-professores e ex-estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo – uma das grandes qualidades desta obra –, vamos perceber como a memória é de fato elemento importante para o processo de identificação das pessoas com a sua história e a sua cultura. Ao publicar os depoimentos colhidos ainda no ano de 1983 pelo grupo constituinte do Projeto Memória do Ensino de Arquitetura e Urbanismo na UnB, o autor recompõe a relação entre o presente e o passado, compreendida a partir da construção da interpretação histórica deste período.
O livro de Jaime G. de Almeida torna-se uma referência para o debate a respeito de como a memória, como valor histórico, é transmitida. Uma análise necessária para compreender os ideais que credenciaram a Universidade de Brasília a despontar como liderança por sua inovação em seu projeto pedagógico e como vítima do Estado autoritário que desvirtuou o projeto originário.
Em que pese a Universidade ter sido ultrajada pela força policial militar, a julgar pelos depoimentos contidos nesta obra, foi também espaço privilegiado para observar as ricas ideias que ali germinaram em nome de um projeto novo de universidade.
Criado em 2017-09-28 02:37:36
Morreu na noite deste sábado (23/9), aos 72 anos, a jornalista e radialista Lúcia Garófalo, diretora da Brasília Super Rádio FM. Sua voz inconfundível anunciava todos os dias: “a diferença é a música”, para nos lembrar de que a rádio era a única que tocava boleros, samba-canção, marchinhas de carnaval das antigas, música clássica em todos os horários do dia. Velório amanhã (25/9), na Capela 7, Campo da Esperança, das 8h as 11h, quando haverá o sepultamento.
A obsessão por esse tipo de música foi o que moveu o eterno companheiro de Lúcia, Mário Garófalo, criador da rádio que sempre teve, e tem, a programação mais original do Distrito Federal. A Brasília Super Rádio FM é citada com a emissora que tem a audiência mais segmentada do Brasil, seus ouvintes são seus fiéis seguidores.
Mário, falecido em 2004, e Lúcia formavam um par de comunicadores muito simpáticos em todas as rodas. Nas embaixadas, nos palácios, nas igrejas católicas (Mário teve sua rádio inaugurada pelo Papa João Paulo II quando visitou Brasília). Lúcia assumiu a presidência da rádio e vinha tocando a emissora preservando integralmente a herança de seu marido.
O jornalista, ator e diretor de teatro Alexandre Ribondi também conheceu Lúcia Garófalo. E sobre ela, diz assim:
"Quando eu cheguei a Brasília, anos 60, a minha vizinha era a Lúcia Garófalo - que já tinha todo aquele jeito inconfundível de Lúcia Garófalo. Passei a ser ouvinte da Brasília Super Rádio FM por causa dela e da sua voz, que sempre vinha embrulhada no mesmo sorriso da minha antiga vizinha.
Eu não sabia se ria ou se aplaudia quando ela entrava com o noticiário de uma rádio que vivia aos trancos e barrancos, somente com ela e o marido dela, o Mário: "Pequim, urgente - Pesquisa com ratas grávidas demonstraram que elas são mais propensas a problemas renais". Mas eu sempre aplaudia. É porque serei pra sempre vizinho da Lúcia, uma grande mulher”.
Criado em 2017-09-24 14:52:00
Livro de Miguel Freire, "Fotografia Getuliana", será lançado dia 19/9 (terça-feira), às 19h, no Restaurante Carpe Diem, na 104 Sul.
A professora do Departamento de Letras da PUC-Rio, Vera Lúcia Follain de Figueiredo, fala sobre o livro:
"Miguel Freire dirige a atenção, neste livro, para a produção foto-cinematográfica brasileira do período do Estado Novo, identificando em seus produtos traços que, no mínimo, apontam para uma vontade de aproximar-se do tratamento estético conferido a peças de propaganda política, na Alemanha do III Reich".
No livro "Getúlio", Lira Neto retrata esse período com precisão de detalhes e lembra que o ditador brasileiro, com toda a sua complexidade e contradições, tinha simpatia com o Partido Nazista e chegou a enviar vários emissários à Alemanha de Hitler para aprender como fazer propaganda política em defesa de um Estado forte, repressivo e, ao mesmo tempo, dedicado às artes.
Getúlio contou com a colaboração de artistas famosos como Villa-Lobos, dedicado a instituir o ensino de música nas escolas do primeiro grau e a criação de corais em todo o país.
O livro de Miguel Freire ajuda a entender o papel do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) da era getulista, sempre do ponto de vista da plasticidade, da estética, do olhar e da ética nazista.
Nestes tempos modernos, esse aprendizado pode nos dizer muita coisa sobre o ressurgimento do nazi-fascismo em nosso país.
Criado em 2017-09-11 21:33:10
Victor Hugo -
O dramaturgo, romancista, diretor e ator brasiliense Alexandre Ribondi parece não ter muitos motivos para temer a crise, apesar de admitir que “a situação do País está temerosa, e que qualquer trocadilho com o nome Temer é intencional”. Mas acontece que o ano de 2017 está indo de vento em popa para o artista que, desde 1970, permanece nos palcos da cidade.
Em primeiro lugar, há uma semana, ele, ao lado de Luísa de Marillac, Morillo Carvalho e Elisa Mattos, inauguraram oficialmente a Casa dos 4, um espaço cultural na 708 norte, onde realizam oficinas, montam espetáculos, alugam uma das salas para ensaios, fazem comida (sim, a Casa tem uma cozinha bem equipada) e trabalham nas inevitáveis burocracias das artes.
Mas foi desde sexta-feira, 1 de setembro, que Ribondi entrou em uma jornada tripla, que inclui duas cidades brasileiras e uma no exterior. E tudo no mesmo dia.
Na própria Casa dos 4, ele estreou a peça de sua autoria e direção Dicionário das Coisas que Nunca Existiram que tem conseguido levar uma boa parcela do público brasiliense até um espaço ainda desconhecido e de endereço pouco usual (fica na rua das oficinas, paralela à W3 Norte).

A obra tem provocado risos soltos e lágrimas sinceras. Afinal, trata-se de um filho mal humorado e impaciente (Morillo Carvalho) às voltas com uma mãe que perde a memória e o juízo. No meio da conversa, há a reconciliação dele com ela, por motivos que provocam a plateia.
Dicionário das Coisas que Nunca Existiram fica em cartaz até o dia 10 de setembro, sempre de sexta a domingo, às 20h. O acolhedor teatro tem ar condicionado, para aliviar o calor e a secura destes dias.
No Teatro Augusta em São Paulo também entrou em cartaz a peça Virilhas, de Ribondi, com direção de Rafael Salmona. No elenco, dois atores paulistanos contam os encontros e desencontros de dois homens que vivem uma história de amor violenta e bastante sexual. Essa peça, que já teve algumas montagens brasilienses, sempre consegue abocanhar um bom público.
Para Ribondi, “é o tema que chama a atenção, porque os homossexuais, de maneira geral, querem se ver representados no teatro, no cinema, na música e acabam por encher a plateia quando têm a oportunidade de verem histórias parecidas com as suas”.
O autor, ocupado em Brasília, ainda não viu a montagem de São Paulo, mas já prepara as malas. “Semana que vem estou lá, pra matar a curiosidade de ver Virilhas manipulada por outras mãos”.
E finalmente, chega a vez da Bolívia. O ator boliviano Jorge Barrón conheceu o texto da peça (do Ribondi, claro) O Colecionador de Pombos, sentou-se e fez a tradução, que, para ele, tem agora o nome de El Coleccionador de Pájaros.

Em seguida, convidou o próprio autor da peça para assinar a montagem e regressou ao seu país, onde, desde sexta-feira, tem se apresentado na Casa Grito, um teatro de La Paz.
A ideia é viajar pelo país, já que, como informa o próprio Barrón, nas mensagens quase diárias pelo whatsapp, “a casa está lotada, com gente sentada no chão”.
Curiosamente, o público parece ficar chocado com a cena final, o que, para o diretor e o ator, é um ótimo sinal.
Para Ribondi, ter uma peça em La Paz é motivo de orgulho. “Pode parecer mentira, mas é muito honroso para mim ter uma peça em La Paz. Mais do que se fosse, por exemplo, em Paris. Porque La Paz é capital de um país aqui do nosso lado sobre o qual nunca ouvimos falar. E que tem uma cultura milenar, riquíssima. É realmente uma terra extraordinária e estar em cartaz lá é um grande momento para o meu currículo”.
Criado em 2017-09-04 00:32:22
Peça de Alexandre Ribondi em cartaz até hoje (10/9), às 20h. A Casa dos 4 fica na 708 Norte (na rua das oficinas).
A peça "Dicionário das Coisas que Nunca Existiram” conta uma história simples: uma mãe, já velha, senil, passa a noite com o seu filho. Mas como nada é simples, ele diz ser o filho dela e ela tem certeza que tem uma filha e que não o reconhece.
Ela, incapaz de se lembrar dos fatos. Ele, incapaz de ter paciência com a mãe. Ela quer a cadela dela de volta. Ele quer mandar a mãe para o asilo.
E nesse complicado emaranhado familiar que se desenvolve a peça, interpretada por Helen Cris e Morillo Carvalho.
A peça inaugura oficialmente o teatro da Casa dos 4, o novo espaço cultural de Brasília, fica na 708 Norte, Bloco F, Loja 42, rua das oficinas, bem atrás do restaurante Xique-Xique, coloca-se junto a muitos outros espaços e forma uma espécie de off-off Broadway e ajuda a somar pontos a uma cidade que tem visto todos os seus teatros oficiais fechados por descaso do governo.
FICHA TÉCNICA
Texto e direção: Alexandre Ribondi
Elenco: Helen Cris e Morillo Carvalho
Luz e cenário: Alexandre Ribondi, Morillo Carvalho e Thays Elinne
Operação de luz e som: Thays Elinne
Arte Gráfica e Fotos de Divulgação: Elisa Mattos
Audiovisual: Danilton Portela
Assessoria de imprensa: Morillo Carvalho
Produção: Desvio Produções Culturais
Serviço:
Espetáculo: Dicionário das Coisas Que Nunca Existiram
Local: Casa dos Quatro - 708 Norte, Bloco F Loja 42 - Rua das Oficinas
Data a hora: 1º/9 a 10/9 - Sempre de sexta a domingo, às 20h.
Ingressos: Inteira R$ 30 - Meia R$ 15.
Texto e direção: Alexandre Ribondi
Elenco: Helen Cris e Morillo Carvalho
Classificação: 12 anos
Criado em 2017-08-30 11:27:58
Cena Contemporânea 2017, até o dia 3 de setembro. Espetáculos de Brasília, do Brasil, da Espanha, França, Colômbia e África do Sul. Montagens de Aderbal Freire Filho, Grace Passô e Georgette Fadel. Apresentações no Plano Piloto e em seis cidades do DF.
O Festival Internacional de Teatro de Brasília segue até o dia 3 de setembro com espetáculos que falam de tolerância, liberdade, respeito às diferenças e de muita invenção.
Obras estrangeiras se unem a montagens de diversos estados brasileiros e do Distrito Federal. Vinte e dois espetáculos prometem falar de liberdade, liberdade racial, de gênero e política.
O CENA vai ocupar o Teatro Funarte Plínio Marcos, a rede de teatros do SESC (no Plano Piloto, em Ceilândia, Taguatinga e Gama), o Teatro da Caixa, Museu Nacional, além dos espaços alternativos, como Imaginário Cultural (Samambaia), Teatro Lieta de Ló (Planaltina), Parque Olhos D’Água, Praça do Conjunto Nacional e Praça da Bíblia na Estrutural.
PROGRAMAÇÃO
DOMINGO, 27.08
11h e 16h – Auditório 1 do Museu Nacional da República – Festival Primeiro Olhar
17h – Teatro Funarte Plínio Marcos – Simbad, o Navegante – SP
17h – Espaço Imaginário Cultural Samambaia – Sementes - DF
20h – Teatro SESC Garagem – Maratona de Nova York – Colômbia
20h – CAIXA Cultural – Teto e Paz - DF
20h – Teatro SESC Ceilândia Newton Rossi - Barro Rojo – Espanha
SEGUNDA, 28.08
16h – Asa Norte (SCRN 716 Bloco B Entrada 8) – Carnaval de Kitinete - DF
19h – Teatro SESC Garagem – Maratona de Nova York – Colômbia
20h – Teatro SESC Taguatinga Paulo Autran – Tsunami - DF
21h – CAIXA CULTURAL – O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu - SP
21h – Teatro Funarte Plínio Marcos – Duas gotas de lágrimas – DF
22h – Asa Norte (SCRN 716 Bloco B Entrada 8) – Carnaval de Kitinete - DF
TERÇA, 29.08
16h – Asa Norte (SCRN 716 Bloco B Entrada 8) – Carnaval de Kitinete - DF
19h e 21h – Teatro SESC Garagem – Afinação I – SP
20h – Teatro SESC Gama Paulo Gracindo – Teto e Paz - DF
20h – Teatro SESC Taguatinga Paulo Autran – O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu - SP
20h – Teatro SESC Ceilândia Newton Rossi – Duas Gotas de Lágrimas - DF
22h – Asa Norte (SCRN 716 Bloco B Entrada 8) - Carnaval de Kitinete - DF
QUARTA, 30.08
19h – Teatro Funarte Plínio Marcos - As Guerrilheiras - SP
20h – Teatro SESC Gama Paulo Gracindo – Teto e Paz - DF
20h – Teatro SESC Taguatinga Paulo Autran – Afinação I – SP
20h – Teatro SESC Ceilândia Newton Rossi – O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu - SP
21h – CAIXA Cultural – Há mais futuro que passado – SP
QUINTA, 31.08
19h – Teatro Funarte Plínio Marcos - As Guerrilheiras - SP
20h – Teatro SESC Gama Paulo Gracindo – O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu - SP
20h – Teatro SESC Ceilândia Newton Rossi – Afinação I – SP
21h – CAIXA Cultural – Há mais futuro que passado – SP
SEXTA, 01.09
19h – Teatro Funarte Plínio Marcos – Velejando Desertos Remotos - DF
20h – Teatro SESC Taguatinga Paulo Autran – Vaga Carne – MG
21h – Teatro SESC Garagem – Dissidente - BA
SÁBADO, 02.09
11h e 16h – Auditório 1 do Museu Nacional da República – Festival Primeiro Olhar
19h – Teatro Funarte Plínio Marcos – A Paz Perpétua - RJ
20h – Teatro SESC Ceilândia Newton Rossi – Vaga Carne – MG
21h – Teatro SESC Garagem – Dissidente - BA
21h – CAIXA Cultural – A Moscou – Um Palimpsesto - DF
DOMINGO, 03.09
11h e 16h – Auditório 1 do Museu Nacional da República – Festival Primeiro Olhar
19h – Cervejaria Criolina – Pão e Circo - DF
19h e 21h – Teatro SESC Garagem – Vaga Carne - MG
20h – Teatro Funarte Plínio Marcos – A Paz Perpétua - RJ
20h – CAIXA Cultural – A Moscou – Um Palimpsesto - DF
SERVIÇO
Programação completa e sinopse dos espetáculos no site:
http://www.cenacontemporanea.com.br
Criado em 2017-08-27 17:54:25
Dia 3 de outubro, às 18h, no restaurante Carpe Diem (104 Sul). Agende!
A obra a ser lançada, “Degrau por degrau”, da editora Kazuá, é seu primeiro trabalho de narrativa longa.
José Carlos Peliano é mineiro de Juiz de Fora, poeta, contista, roteirista e doutor em economia. Já trabalhou no IPEA e no CNPq e é membro da Associação Nacional de Escritores. Escreve nas mídias sociais sobre economia, política e cultura.
Seu blog literário é www.janeladepoemas.blogspot.com
Já publicou vários livros de poesia: Passagem de Nível, edição da Livraria Galilei; A Faca no Ar, edição do autor; Os Pireneus e os Outros Eus (co-autoria com o fotógrafo Roberto Castelo), edição de Relume-Dumará Editores; Dois Oceanos, edição da Bárbara Bela Editora, 1º lugar da Bolsa Brasília de Produção Literária em 1998.
Três livros inéditos, “Águas Emendadas” e “Tetraedro”, ganharam menções honrosas e “Vadândora”, obteve 1o lugar, concedido pela União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro.
Sua carreira literária é reconhecida por vários escritores e cineastas, entre eles Thiago de Mello, Fernando Mendes Vianna, Waldimir Diniz, Anderson Braga Horta, Cassiano Nunes, Bernardo Élis, Manfredo Caldas, Vladimir Carvalho, Ronaldo Mourão, Mariana Alvim e Nise da Silveira.
SINOPSE
O pano de fundo é a história real de um ataque sexual mal sucedido de três rapazes à menina mais conhecida da escola. Invadem sua casa e acabam provocando sua queda escada abaixo, degrau por degrau, causando-lhe paraplegia e lesão cerebral irreversível.
A narrativa é contada a partir da figura de Tino, personagem principal, nada convencional, sertanejo de poucas palavras, com uma característica bastante peculiar, ele é um homem que sabe matar. Um matador, mas com critérios próprios. A trama passa a ser centrada e desenvolvida em sua vida, os casos que escolhe assumir e a maneira com a qual resolve cada um deles.
Quando menos se espera o leitor já está envolvido na trama criada e em meio a todos os personagens que a compõem, ávido por descobrir o rumo e o desfecho desse incrível suspense.
Serviço:
Livro: Degrau por Degrau
Autor: José Carlos Peliano
Dia: 3 de outubro
Hora: 18h
Local: Restaurante Carpe Diem (104 Sul)
Editora: Kazuá
Criado em 2017-08-27 17:45:24
De 14 a 17 de setembro de 2017, no Cine Pireneus, Pirenópolis (GO). Festival celebra cozinha de refugiados e imigrantes. Entrada franca.Exibição de 20 títulos de diferentes países, oficinas e degustações.
Quem se interessa por produção cinematográfica, gastronomia, sustentabilidade e cultura local já sabe: setembro é tempo de Slow Filme, único festival dessa natureza no Brasil, que alia a exibição de filmes inéditos (em grande parte apresentados em festivais de prestígio como San Sebastián e Berlinale) à reflexão de temas contemporâneos urgentes.
Este ano, o 8º Slow Filme – Festival Internacional de Cinema, Alimentação e Cultura Local terá exibição de 20 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens de ficção, animação e documentários. O festival é uma parceria das embaixadas da Espanha, França, Turquia, Argentina, Alemanha, Itália e Austrália.
A programação vai se concentrar no tema das diásporas contemporâneas. Desde o primeiro título a ser projetado – Walachai – até os episódios da série The Perennial Plates e o longa-metragem de produção espanhola The Turkish Way, o festival quer reforçar a importância do respeito à diversidade, afirmar a relevância da cultura para a formação da identidade dos povos, ressaltar o conhecimento como ferramenta essencial para uma compreensão maior da complexidade do mundo.
Também haverá palestras, oficinas e degustações com especialistas, realizadores e chefs. Serão exibidos títulos que revelam como a intolerância separa e como a comida é capaz de unir os povos. A curadoria é do cineasta e crítico Sérgio Moriconi.
CONVIDADOS
REJANE ZILLES – Cineasta, atriz e produtora.É formada em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro/UNIRIO e atua em teatro, cinema e televisão. Dirigiu e produziu o curta-metragem O Livro de Walachai e estreou como diretora de longa-metragem no documentário WALACHAI. Coordenou importantes projetos de exibição pelo país, foi curadora da Muestra de Cine BrasilNoar – em Barcelona e integrou a Comissão de Seleção de vários festivais de cinema no Brasil.
rejane é diretora e curadora do Festival MIMO de Cinema - que se realiza em Olinda, Paraty, Rio de janeiro e em Amarante/Portugal. Assina a direção e produção do DVD Jards Macalé Ao Vivo – lançado pela Som Livre. É diretora do documentário SCHOLLES – Sementes da Cor, que acaba de ser finalizado e inicia sua carreira por festivais.
YASMIN E AMMAR NABOUT – Nascido na Síria, onde era proprietário de uma loja de roupa na capital, Damasco, o casal veio para o Brasil fugindo da guerra em seu país, refugiando-se em Brasília, com seus três filhos. Há dois anos, Yasmin e Ammar abriram o restaurante Damascus (413 sul), especializado em cozinha árabe, do qual tiram o sustento da família e alimentam a esperança de dias melhores.
O restaurante é conhecido por delícias como falafel, esfirras e quibes. Yasmin e Ammar vão conversar com a plateia do SLOW FILME, participar de oficina na UEG e oferecer degustação de seu famoso homus.
FATOU ABOUA – Natural da Costa do Marfim, de uma família de 10 filhos, desde que perdeu os pais na adolescência vem tendo na comida uma fonte de renda – vendia doces e salgados no recreio da escola. Quando seu país passou a viver uma guerra étnica muito violenta, na qual ela perdeu vários parentes e amigos, mudou-se com o marido para o Brasil, buscando segurança e uma vida melhor. Mais uma vez, a cozinha lhe oferece um novo meio de sustento.
Fatou conversará com a plateia do SLOW FILME, participará de oficina na UEG e oferecerá para degustação seu famoso bolinho de fubá com iogurte natural.
MARIA CONCEIÇÃO OLIVEIRA - Integrante do Projeto Comida de (I)migrante, criado em São Paulo (sob idealização de membros do Convívio Como Como do Slow Food SP) e voltado para o reconhecimento e conexão da comida com cozinheiros(as) que chegam à cidade vindos de todas as partes do mundo.
Maria Conceição é bacharel em Gastronomia, atua como cozinheira e pesquisadora da cozinha negra e afro-brasileira. Ministra oficinas em quilombos como mediadora e busca recuperar receitas que atuam na reafirmação da memória de seus antepassados, recuperação da autoestima e fortalecimento do protagonismo às diásporas negras na cozinha.
PROGRAMAÇÃO
QUINTA, 14 DE SETEMBRO
Abertura oficial - 19h – Walachai (85min)Sessão seguida de conversa com a diretora Rejane Zilles. Após a exibição, brinde com a cerveja Santa Dica, produzida artesanalmente em Pirenópolis.
SEXTA, 15 DE SETEMBRO
15h30 – Dois tomates e dois destinos (10min) + A horta do meu avô (76min)17h – Tudo sobre o assado (90min)19h – Faça homus, não faça guerra (77min)Sessão seguida de conversa com Maria Conceição Oliveira (representante do projeto Comida de (I)migrante, de São Paulo) e com os cozinheiros Fatou Aboua (Costa do Marfim) e Yasmin e Ammar Nabout (Síria).Degustação de homus e bolinhos de fubá com iogurte natural, feitos especialmente durante oficina ministrada por Fatou e o casal Nabout, na UEG.
SÁBADO, 16 DE SETEMBRO
14h45 – Vovó com recheio (10min) + Quando a Itália comia em branco e preto (20min)15h15 – Senhor Maionese (95min)17h30 – Sagardoa Bidegile – Histórias de Sidra (65min)Sessão seguida de degustação de sidras bascas19h – Pelos Caminhos da Turquia (120min)Sessão seguida de degustação de quitutes turcos, gentilmente cedidos pela Embaixada da Turquia.
DOMINGO, 17 DE SETEMBRO
15h – Em busca de sentido – O filme (87min)17h – Café um dedo de prosa (72min)18h30 – O Prato Perene/The Perennial Plate – exibição dos curtas Uma história de massa, Faces da Turquia, Os fornos de Cappoquin, Santuário animal e Pequeno Rabanete (40min)
SERVIÇO:
Local: Cine Pireneus – Rua Direita, Pirenópolis (GO)
Data: 14 a 17 de setembro de 2017
Entrada franca.
Criado em 2017-08-25 02:37:17
Inês Ulhôa -
A diretora da Editora UnB, Germana Henriques Pereira, apresentou a ampliação e inovação da política editorial para colocar a instituição em posição de destaque em âmbito nacional e internacional.
Durante participação na mesa de debates “Redes de Internacionalização”, na I Feira de Internacionalização da UnB, em 22 de agosto, Germana afirmou que para construir essas novas ações “é preciso criatividade diante dos cortes orçamentários que o atual governo federal impôs às Universidades Federais e, consequentemente, às editoras universitárias”.
Dentro desse cenário, Germana ressaltou a “perseverança para que o lugar de destaque que a Editora UnB já conquistou em seus 55 anos não se perca no disputado mercado editorial”.
A nova política editorial anunciada e a nova gestão visam driblar as questões burocráticas e financeiras, aproveitando as oportunidades para prosseguir na sua missão de difundir o conhecimento e fazer crer que a leitura é instrumento valioso de transformação.
"Apesar dos revezes, torna-se primordial, para a sobrevivência da Editora UnB, privilegiar certas ações que sejam democráticas e que possibilitem a sua autonomia administrativa e financeira”, ressaltou Germana Henriques.
A diretora destacou a parceria com a Associação das Editoras Universitárias (ABEU), que facilita a participação das Editoras Universitárias em salões e feiras nacionais e internacionais. Outra ação destacada é o investimento em coedições com editoras internacionais. E para fazer com que a Editora UnB alcance a América Latina e outros continentes, a meta a ser atingida é a tradução de obras. "Queremos nossas obras traduzidas", ressaltou a diretora.
Criado em 2017-08-25 02:23:30
Entre os mais de 370 inscritos, serão selecionados oito filmes de longa-metragem de ficção e oito documentários. Divulgação será no dia 5 de setembro.
Os filmes concorrerão aos prêmios de Melhor Filme do Júri Oficial (para ficção e documentário), Melhor Filme do Júri Popular (ficção e documentário) e Prêmio da Crítica José Carlos Avellar.
Os concorrentes disputarão R$ 70 mil em prêmios. O VI BIFF será realizado de 10 a 19 de novembro. Agende!A sexta edição do BIFF recebeu inscritos de várias partes do Brasil e do mundo.Devido à imensa diversidade e ao grande número de inscritos, o prazo para anúncio dos selecionados foi ampliado.
O BIFF dedica-se à produção de jovens realizadores. Os filmes inscritos devem ser o primeiro ou no máximo terceiro filme de longa-metragem do diretor, não podendo ter sido lançado comercialmente no Brasil.
As produções também devem ter sido concluídas entre 2016 e 2017 e não podem ter participado do processo seletivo da edição anterior do Festival Internacional de Cinema de Brasília – BIFF.
Criado em 2017-08-25 02:16:15
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Legislativa aprovou hoje (15/8) a Proposta de Emenda à Lei Orgânica nº 13/2015, que veda o contingenciamento ou remanejamento de recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC).
Artistas e militantes do movimento cultural do DF festejaram a decisão e aguardam agora a mesma aprovação na Comissão Especial de Proposta de Emenda à Lei Orgânica (CEPELO), para onde foi remetida.
A proposta é de autoria do presidente da comissão, deputado Prof. Reginaldo Veras. Atualmente, o único fundo que tem seus recursos resguardados pela Lei Orgânica é o Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente.
A PELO 13/2015 foi aprovada na forma do substitutivo apresentado pelo relator da matéria, deputado Israel Batista (PV), por três votos e duas ausências.
Segundo Veras, a apresentação da Proposta de Emenda à Lei Orgânica aconteceu na tentativa de dar ao Fundo De Apoio à Cultura (FAC) o mesmo tratamento dado ao Fundo de Apoio à Criança, que tem seus recursos protegidos na Lei Orgânica.
“Entendo que o FAC é um importante elemento de fomento do emprego e da renda no setor, daí a ideia de elaborar a proposta, que foi muito bem aceita pelo movimento cultural. Buscamos dar ao FAC o mesmo tratamento dado ao Fundo da Criança, que tem seus valores resguardados na LODF”, afirma Reginaldo Veras.
Para o maestro Rênio Quintas, o deputado Prof. Reginaldo Veras proporcionou um momento histórico para o segmento cultural do DF.
“Finalmente a Cultura foi considerada pelo parlamento como uma ferramenta de desenvolvimento, de humanização, de desenvolvimento cultural e econômico. Os parlamentares destacaram a força que a cultura tem, o prejuízo que a cidade teria com o uso continuo dos recursos do FAC pelo GDF”, disse.
“Essa é apenas a primeira vitória rumo a transformação do FAC num Fundo que tenha seus recursos protegidos e que sirva à sociedade do DF, como instrumento de diminuição da violência na Capital Federal”, finalizou Rênio Quintas.
_________________
Texto e foto de Ísis Dantas, da Assessoria Parlamentar.
Criado em 2017-08-15 18:31:47
Antônio Carlos Queiroz (ACQ) -
O filme abre com ondas gigantes açoitando a orla norte de Havana, contidas pelo dique estendido nos oito quilômetros do Malecón. A epígrafe de Alejo Carpentier, “Todavia a América vive sob o signo telúrico das grandes tormentas e das grandes inundações...” reforça a primeira leitura da cena – a resistência da Ilha às tormentas naturais e políticas, os furacões e o cerco americano. Novas ondas fecharão o documentário Cuba Jazz, mas dessa vez um garoto observa tranquilo a procela, e uma moça de cadeiras largas caminha no calçadão com ginga, sestro e arte.
A pré-estreia foi no último dia 10 no Cine Brasília.Cuba Jazz, dos diretores Max Alvim e Mauro di Deus, surpreende aqueles que esperavam um panfleto em defesa do regime socialista da Ilha. Muito bem acabado na imagem, som e argumento, o filme traça um sofisticado recorte político e cultural da realidade do país pela voz de duas dezenas de músicos da nova geração do jazz cubano. A composição aberta do roteiro, sem tese pronta, como diz Alvim, ajudou na fluidez do documentário.
Tudo começou quando o publicitário candango Mauro di Deus foi a Cuba com a namorada e descobriu a cena local do jazz. Trouxe um monte de CDs, que compartilhou com o paulista Max Alvim, e deu a ideia do filme. Associados com a produtora musical Yoana Grass, que há dez anos acompanha em Cuba esse nicho, a dupla e sua equipe partiu para a Ilha, conquistou a confiança dos músicos, e gravou mais de 100 horas de conversas, e mais algumas de shows e apresentações domésticas.
São sublimes alguns dos números musicais, como o da baterista Yissí García e o do pianista e compositor Jorge Luis Pacheco. Um deles é epifânico – o da cantora Daymé Arocena (Besame Mucho). O Cine Brasília explodiu em aplausos.
Ao longo das falas, aprendemos que o jazz cubano é um gênero próprio, não devendo ser confundido com o chamado “latin jazz”. Sua identidade foi definida pioneiramente pelo pianista Chucho Valdés, gênio da raça, em meados dos anos 70. Somos informados de que o jazz não tem ainda espaço nas excelentes escolas de música do país, voltadas só para a música erudita. Alguns entrevistados reclamam da caretice eurocêntrica, mas um deles dá de ombros: “¿Pero, hace falta? Como o samba, o jazz cubano não se aprende no colégio…
Essa nova geração de músicos, que deve mirar Pablo Milanés e Sérgio Rodriguez como modelos, é tremendamente politizada. Igualitária, reconhece as conquistas da Revolução, mas nem por isso deixa de ser crítica. Tem o casco endurecido por 50 anos de bloqueio e pelo “período especial” de penúria inaugurado depois do fim da União Soviética: “A gente usava cabos de telefone para fazer cordas de violão”, diz o guitarrista Chicoy. Mas não é de ficar choramingando: “Dificuldades existem em qualquer lugar”, completa Chicoy. Eles celebram a vida, e o diretor Max Alvim, um fã do Spinoza, soube captar muito bem essa alegria.
Esses músicos têm orgulho de sua cubanidade, e filosofam sobre isso, mas seus olhos e ouvidos também estão voltados para o mundo. Seu veículo para a conexão é a língua franca do jazz, adaptado e muito enriquecido naquelas paragens. No show global do Dia Internacional do Jazz, realizado em Havana no dia 30 de abril, o pianista Herbie Hancock informou que há 125 bandas de jazz no país.
Talvez se possa dizer, levando tudo isso em conta, que as ondas que batem no muro do Malecón se chocam não com uma ilha, mas com o casco de uma nave ávida de sair singrando mares afora.Uma informação nos provoca, a de que algumas autoridades do regime, logo depois da Revolução, reprimiam o jazz por considerá-lo uma arma do imperialismo americano. De fato, o jazz fez parte do arsenal de soft power dos Estados Unidos. Nos anos 60, Louis Armstrong, por exemplo (“Ambassador Satch”), foi enviado pelo Departamento de Estado para a Europa com o objetivo disfarçado de amenizar a imagem do país no momento em que negros eram executados em fogueiras pelos bandos da Ku Klux Klan (“Strange Fruit”).
Mas acontece que o jazz, como ensinou Eric Hobsbawm na sua monumental História Social do Jazz, nasceu como música do povo, de maneira autônoma, sem a “inundação de padrões culturais das classes superiores”. Era natural, portanto, que ela fosse adotada e apropriada pelo povo de Cuba, que compartilha com a gente de Nova Orleans, o berço do gênero, as mesmas raízes étnicas africanas. Essa apropriação, como diz Max Alvim, foi feita de maneira antropofágica, à moda de Oswald de Andrade, mal comparando. Em Cuba as jam sessions (rodas de jazz) são chamadas de “descargas”.
Contra as agruras desses tempos bicudos, aqui ou em Cuba, nada como um descarrego! Cuba Jazz só deve entrar em cartaz em dezembro. Até lá, vai percorrer o circuito dos festivais, a começar pelo Festival Latino-Americano de Roterdã, Holanda, no dia 23 de agosto.
Criado em 2017-08-15 18:08:41
Edição organizada por Albino Rubim, ex-secretário de Cultura da Bahia, será lançado hoje (9/8), às 19h30, no Café Martinica (303 Norte). Distribuição gratuita de 100 exemplares.
Essa obra reúne experiências acumuladas em gestões do Partido dos Trabalhadores (PT) – em municípios, Estados e no Governo Federal durante os governos Lula e Dilma.
Segundo a Fundação Perseu Abramo, editora do livro, a ideia é “reafirmar as políticas culturais como dimensão essencial do processo de transformação da sociedade e como componente constitutivo de uma nova concepção de desenvolvimento, que tem como dimensões imanentes: a economia, o social, a política, o meio ambiente e a cultura”.
Entre os autores dos textos, editados em mais de 300 páginas, estão Marilena Chaui, Lélia Abramo, Hamilton Pereira, Luiz Pilla Vares, Márcio Meira e muitos outros.
Serviço:
Título: Política cultural e gestão democrática no Brasil
Organizador: Albino Rubim
Editora: Fundação Perseu Abramo
Baixe o livro neste endereço:
https://fpabramo.org.br/publicacoes/estante/politica-cultural-e-gestao-democratica-no-brasil/
Criado em 2017-08-06 17:29:42