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Morre o cineasta brasiliense Geraldo Moraes

Morreu, na manhã deste sábado (5/8), aos 78 anos, o cineasta brasiliense Geraldo Moraes.

Segundo os parentes, o cineasta havia sido internado em um hospital de Cuiabá (MT), depois de sofrer complicação em virtude de uma hepatite viral.

Ele estava na região gravando uma minisérie, quando passou mal.

Em seu perfil em uma rede social, o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, lamentou a morte do cineasta. "Acabo de receber a triste notícia do falecimento do ex-presidente do CBC (Congresso Brasileiro de Cinema) e ex-secretário de audiovisual Geraldo Moraes, que tive a honra de conhecer e de ter ótimas conversas sobre o cinema brasileiro".

Leitão também elogiou a atuação institucional de Moraes. "Além de criador e realizador, era um pensador do nosso cinema. Viva Geraldo Moraes!", finalizou.

Biografia

Geraldo Moraes passou a infância e adolescência em Porto Alegre, onde desde os 13 anos frequentou o Cineclube Pró Deo, instituição católica fundada por Humberto Didonet, e mais tarde passou a participar do Clube de Cinema de Porto Alegre, criado por P. F. Gastal.  

Em 1961 escreveu o roteiro do curta-metragem "O Último Golpe", de João Carlos Caldasso.

Em 1962, eleito vice-presidente da União Nacional dos Estudantes, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde participou do CPC (Centro Popular de Cultura da UNE) até o ano seguinte.

Após o golpe de 1964 foi para Goiânia, onde trabalhou com Alinor Azevedo e realizou documentários para cinema e televisão com o fotógrafo Fernando Stamato, com o qual aprendeu a fotografar e montar.

Realizou experiências com cinema de animação e ajudou a criar o Departamento de Cinema do estado de Goiás.

A partir de 1967, radicou-se em Brasília, onde se tornou professor de cinema e televisão na UnB.

Nos anos 1970, realizou dois curtas-metragens, escreveu e dirigiu peças teatrais e começou a preparar seu primeiro longa, A Difícil Viagem (1981). Dirigiu também os longas Círculos de Fogo (1990), No Coração dos Deuses (1997) e O Homem Mau Dorme Bem (2009).

Na UnB, criou o CPCE - Centro de Produção Cultural e Educativa, a partir de um convênio com o BID, onde produziu ampla documentação audiovisual da Região Centro-Oeste.

Em 1992, foi Secretário do Audiovisual e Secretário do Planejamento do Ministério da Cultura, na gestão do ministro Antônio Houaiss, quando administrou o Prêmio Resgate do Cinema Brasileiro, que deu início à retomada da produção cinematográfica no país após o governo Collor, e coordenou a regulamentação da Lei do Audiovisual.

Em 2003, foi eleito presidente do Congresso Brasileiro de Cinema. Na sua gestão, trabalhou pela criação da ANCINAV - Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual e pela aprovação da Convenção para a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais (Convenção da UNESCO).

Criou a Coalizão Brasileira pela Diversidade Cultural e é membro do Conselho Diretor da Federação Internacional das Coalizões (FICDC).

Geraldo residia em Salvador, era casado com a produtora Solange Lima e pai de seis filhos de dois casamentos anteriores, todos atuantes na área de comunicação: Márcio (diretor de animação), Marta (jornalista), Denise (cineasta e professora de cinema), Paulo (produtor de televisão), André (músico e diretor de cinema e televisão) e Bruno (ator e cineasta).

O cineasta tinha vários livros publicados e em 2008, ganhou biografia da Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial de São Paulo: "Geraldo Moraes - O Cineasta do Interior", escrita pelo jornalista Klecius Henrique.

Criado em 2017-08-05 23:25:24

"Não Matarás" mostra o olhar de Zaragoza e mais 42 artistas sobre o Golpe de 64

Exposição no Museu da República exibe a coleção do catalão José Zaragoza sobre os “Anos de Chumbo” e mais 42 artistas convidados. Abertura dia 3 de agosto, quinta–feira, às 20h. Visitação do dia 4/8 a 29 de outubro, de 9h às 18h30. Entrada franca.

A celebre frase do pensador Mario Pedrosa: “Em tempos de crise é preciso estar com os artistas” e a coleção “Não Matarás” do artista José Zaragoza inspiram o projeto de exposição do Museu Nacional da República, em Brasília

A coleção do catalão Zaragoza, “Não Matarás” foi doada ao Museu Nacional e aborda o golpe militar de 1964.

Além da coleção participarão da mostra 42 aristas brasileiros em diálogo com as obras de Zaragoza, que se apresentarão ao público nas diversificadas linguagens das artes visuais contemporâneas..

Destaque para a presença de João Câmara, cuja obra “Exposição & Motivos de Violência, de 1967, do acervo do Museu de Arte de Brasília (MAB), vencedora do Grande Premio do 4º Salão de Arte Moderna do DF.
 
Na época do 4º e último premio de Arte do DF, fechado ao público pelo arbítrio, vários artistas participantes do evento tiveram suas obras censuradas e danificadas pela ditadura.

A exposição conta com obras e textos de escritores e poetas, entre eles: Eduardo Galeano, Darcy Ribeiro, Mário Pedrosa, Mário Quintana, Millôr Fernandes, Ariano Suassuna, Mário Sérgio Cortella, TT Catalão, Luís Turiba, Vladimir Herzog, Chico Buarque, Carlos Drummond de Andrade e Vinícius de Moraes.

Entre os artistas visuais estão: José Zaragoza, Paul Setúbal, Ale Gabeira, André Parente, Bia Medeiros, Carlos Lin, Cirilo Quartim, Gougon, Isabela Couto, João Câmara, José Roberto Bassul, Julien Gorovitz, Lis Marina, Miguel Simão, Milton Marques, Paulo Andrade, Siron Franco, entre outros.

Serviço:
Abertura:03 de agosto, quinta–feira  Horário: 20h
Visitação: de 04 à 29 de outubro.
Horário : de 09 às 18h30
Entrada Franca
Classificação Indicativa: Livre
Museu Nacional do Conjunto Cultural da República
Setor Cultural Sul Lote 2
Esplanada dos Ministérios – Brasília/ DF

Criado em 2017-07-31 21:07:30

Fórum pressiona distritais e GDF pela aprovação da LOC em defesa do FAC

Romário Schettino -

O Fórum de Cultura do Distrito Federal mantém a pressão sobre os deputados distritais e o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) pela aprovação da Lei Orgânica da Cultura (LOC) com emendas que impedem o desvio de recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC).

Após o ato público realizado durante toda a tarde do dia 1º de agosto, no pátio interno da Câmara Legislativa, os coordenadores do Fórum mobilizaram-se para discutir com os parlamentares a melhor forma de conduzir a votação da LOC na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF), comandada pelo deputado Agaciel Maia (PR), líder do governo.
 
Além disso, os ativistas da Cultura querem a presença do governador Rollemberg no debate.

A ideia, segundo o músico Rênio Quintas, "é garantir a inclusão de emenda na Lei Orgânica da Cultura (LOC) obrigando o governo a liberar os 0,3% da receita líquida do DF todos os anos e pagar o maior número possível de projetos aprovados". E estancar a sangria anual do FAC.

O presidente da CLDF, Joe Valle (PDT), compareceu ao ato e prometeu colocar todos os temas da Cultura na pauta deste semestre. Os deputados distritais Wasny de Roure (PT) e Claudio Abrantes (Sem partido) e a deputada federal Érika Kokay (PT) prestigiaram o ato e ofereceram apoio às demandas do movimento cultural.

Wasny apresentou emenda à LOC que prevê: "O DF restituirá à disponibilidade do Fundo de Apoio à Cultura até o final do exercício de 2017 os recursos financeiros transferidos pelo Fundo ao Tesouro entre 2015 e 2017". Isso significa liberar cerca de R$ 100 milhões que deixaram de pagar projetos aprovados ao longo dos anos.

Outro objetivo do movimento é aprovar a nova "Lei da Convivência", nome dado por Rênio à “Lei do Silêncio”. O projeto em discussão na CLDF, de autoria do deputado Ricardo Vale (PT), segundo Rênio, "contempla a discussão do movimento cultural, que se considera prejudicado com a lei em vigor, extremamente restritiva para a atividade artística, especialmente a musical".

Criado em 2017-08-04 03:30:23

Capitão Phake inaugura websérie musical

Brasília não tem mar, mas tem um pirata navegando em suas quadras e tesourinhas, com direito a bandana, espada e um fiel papagaio-pombo no ombro.

O músico, ator, compositor e produtor brasiliense Phill, 30 anos, criou ainda na adolescência um personagem bem louco: Capitão Phake, um pirata urbano que vive nas ruas da capital federal,  nomeada por ele como  Ilha do Absurdo.

A imaginação do artista deu origem ao projeto multimídia Capitão Phake & Os Piratas de Jardim.

O projeto é formado por um disco conceitual com 12 faixas, cada uma com seu respectivo videoclipe, audiobook e história em quadrinhos.

Os clipes, que são também episódios de uma websérie musical, interligam todo o disco, misturando música e cinema para contar a história do Capitão Phake numa trama que envolve amor, morte, loucura e possui uma crítica política e ao sistema, questionando alguns paradigmas de comportamento social.

Este ano, Phill incorporou de uma vez por todas o personagem do Capitão Phake e deu início à sua jornada: Nó de Marinheiro, o primeiro episódio da websérie musical, acaba de ser lançado e mostra como tudo começou.

O episódio foi 100% viabilizado através de uma campanha de financiamento coletivo, com a participação e colaboração do público do artista. Como pano de fundo do vídeo, cenários como o Lago Paranoá, a Kombi onde vive o pirata e os prédios e monumentos de todo o Plano Piloto.

O episódio Nó de Marinheiro conta ainda com a participação especial do músico e parceiro Sérgio Dall'orto. A produção da websérie é assinada pela produtora Merun, do amigo e também parceiro Rafael Morbeck, junto à produtora do próprio artista, a Phill Philms.

Nas imagens aparecem o chefe Alarico (Dom Marcelo), a sereia Julia (Luísa Mori) e o papagaio-pombo Djalmex, um animal “sensivelmente estúpido”, que é uma bolinha de pelo, amor e ódio, fruto do cruzamento de um rato com uma pomba.

O álbum Nó de Marinheiro está previsto para ser lançado ainda em 2017 e mostra toda a versatilidade de Phill: mistura pop music, rock, reggae e MPB no estilo que o próprio artista denominou de “Pop Loko”: uma mistura de Katy Perry com Raul Seixas, com músicas animadas, letras reflexivas e bem-humoradas e um show pop superproduzido, com direito a trabalho de cenário, figurino, dançarinos, muitas luzes e projeção mapeada.

O mundo do Capitão Phake transparece em cada detalhe de suas apresentações. “Eu encarno meu alter ego pirata e fico assim por dias, então passo as noites sob a influência desse lado da minha personalidade, escrevendo as músicas e as histórias.. Gosto desta coisa lúdica, de trabalhar com magia e de trazer isto para o público”, ressalta Phill.
Inclusão Social

O artista desenvolve paralelamente um projeto de inclusão social que vai levar a mesma história em formatos diferentes para aqueles que não podem assistir ou escutar.

O projeto para surdo ouvir, pra cego ver trará a jornada do Capitão Phake & Os Piratas de Jardim em Histórias em Quadrinhos e Audiobook 3D (com audiodescrição e gravações em Binaural - Som 3D), que serão produzidos e então distribuídos em instituições de ensino para deficientes auditivos e visuais, respectivamente, para que todos tenham acesso à história e aos personagens.

A HQ conta, inclusive, com mais detalhes da história do que a websérie e será comercializada  para os fãs em sua segunda tiragem, durante a feira Geek Prime, prevista para acontecer em outubro na capital federal. Ilustração de Felipe dos Reis e tiragem pela Editora Jambô.

Vida de marinheiro

“Nó nó nó nó nó, nó de marinheiro eu vivo me afogando na minha maré...”. A letra da música de estreia é fácil de pegar e fica na cabeça. Não à toa, já rendeu mais de 300 mil visualizações em suas versões acústicas no YouTube.

Mais de um milhão de visualizações em sua Fanpage do Facebook, onde Phill colocou uma pequena bandana em seu dedo da mão, pintou olhos e bigode nele e então cantou e tocou Nó de Marinheiro no violão enquanto o dublava com o dedão, criando mais um personagem: O Capitão Dedão. O vídeo viralizou e alcançou mais de 1, 2 milhão de visualizações, 25 mil curtidas e 13 mil compartilhamentos em menos de uma semana.
 
Phakemóvel - A Kombi do Capitão

A Kombi do artista, customizada pelos artistas de graffiti Toys e Omik, é usada no dia a dia, nos episódios da série e foi recentemente transformada em um palco móvel para shows com formato reduzido, onde Phill se apresenta sem banda, cantando em cima de bases prontas, no que ele chama de “Showzãozinho”, com direito a fogos de artifício, fumaça, show de luzes, projeção e a presença do seu parceiro papagaio-pombo Djalmex.

O Capitão Phake vai passar por mais de 20 escolas públicas e particulares do Distrito Federal no mês de agosto para fazer um show durante a hora dos intervalos, podendo se apresentar na Kombi ou no próprio pátio das escolas.

Carreira

Há mais de 10 anos envolvido com arte, Phill começou como baixista de algumas bandas de Brasília, se mudou para o Rio de Janeiro, onde estudou Produção Fonográfica, continuou mais um tempo como baixista e produtor>

A partir de 2013 resolveu se especializar em canto e produzir seu próprio trabalho como artista solo. A partir desse momento, sua carreira artística decolou pelo diferencial: ele mescla performance teatral, tecnologia, humor e muita loucura nos seus shows.

O primeiro single do cantor, ainda como Phill, foi F.R.A.N.G.O BCCA. Lançado nas rádios em 2014, a música fala sobre o universo fitness de uma forma irreverente e com certo tom de crítica.

Confira o nome dos episódios da série Capitão Phake & Os Piratas de Jardim:

1-Nó de Marinheiro
2-Ela Tem
3-RIPIO
4-Ilha do Absurdo
5-Djalmex
6-Pare!
7-Sincero
8-Adeus
9-Dias Cinzas
10-Escravo do TicTac
11-Macroinsignificante  
12-Piratas de Jardim                    

Links:
F.R.A.N.G.O BCCA - https://www.youtube.com/watch?v=20HLHqBRLCY
PIRATAS DE JARDIM (acústica) - https://www.youtube.com/watch?v=-3MKiWoBYhQ
NÓ DE MARINHEIRO (acústica) - https://www.youtube.com/watch?v=cFaUKjbwvi0
SHOW (Com CPM 22) - https://www.youtube.com/watch?v=cfIAdjN7w7s
CAPITÃO DEDÃO: https://www.youtube.com/watch?v=mQlJaBAtWKI
Fanpage: facebook.com/piratasdejardim
Instagram: @capitao.phake / @piratasdejardim
Site: www.capitaophake.com

Criado em 2017-07-31 20:35:08

Escola de Choro lança manual para aprendizes

Elaborado pelos instrumentistas e professores Henrique Neto e Dudu Maia, o Manual do Choro possui método inédito de aprendizado do mais genuíno gênero musical brasileiro. Lançamento dia 26 de agosto, às 21h, no Clube do Choro de Brasília.

A brasiliense Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello informa que a obra oferece caminhos para o aprendizado do choro unindo o conhecimento teórico e prático, com material composto por volume bilíngue, em português e inglês, além de CD de áudio com mais de 130 gravações de exercícios, playalongs e registros inéditos de choros clássicos e autorais.

Considerada a primeira música urbana brasileira e pedra fundamental na construção da MPB, o choro é um gênero musical calcado na espontaneidade.

Ser um chorão exige domínio formal do instrumento e, ao mesmo tempo, capacidade de produzir improvisos. Como fazer para conciliar intuição e lógica, prática e teoria, invenção e aprendizagem?

Foi este o desafio sobre o qual se debruçaram os músicos Henrique Neto e Dudu Maia. Depois de analisar a obra e o estilo dos maiores criadores do gênero, eles descobriram semelhanças fundamentais nos caminhos harmônicos e nas soluções musicais encontradas por cada compositor.

Para chegar ao formato da publicação, o violonista Henrique Neto, coordenador da Escola de Choro, e o bandolinista Dudu Maia estudaram o legado de músicos como Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Ary Barroso, Garoto, Radamés Gnatalli, Waldir Azevedo e K-Ximbinho, entre outros.

O bandolinista Hamilton de Holanda foi um dos colaboradores do Manual e deu dicas e sugestões para sua elaboração. Hamilton afirma:"O Manual do Choro tem uma importância histórica. Acima de tudo é uma valorização da cultura do Brasil”. E completa: "O manual faz com que a linguagem musical (do Choro) fique fácil de entender e é garantia de propagação e divulgação do nosso chorinho pelo mundo."

SERVIÇO:

Título: MANUAL DO CHORO

Dia 26 de agosto, às 21h, no Clube do Choro
Preço do exemplar: R$ 40
Informações: (61) 99557-8045 (Henrique Neto)
Email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Site: www.manualdochoro.com.br

Criado em 2017-07-27 17:20:18

Ato em defesa da Cultura e do FAC

Romário Schettino -

O Fórum de Cultura do DF convida para manifestação em frente à Câmara Legislativa, na próxima terça-feira, 1º de agosto, às 14h.

O ato, que será realizado na reabertura dos trabalhos legislativos, movimentará os músicos da cidade, os poetas, os artistas de dança e teatro, os cineastas, os fotógrafos e todos os que participam da vida cultural da cidade.

A ideia é pressionar para a aprovação da Lei Orgânica da Cultura (LOC) com uma emenda, já assinada por 19 deputados distritais, que impede as retiradas dos recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) para serem utilizados pelo governo em outras finalidades.

Os ativistas do Fórum de Cultura lutam para salvar centenas de projetos aprovados no edital de 2016. Além disso, se a emenda for incluída na LOC o governo terá que devolver mais de R$ 100 milhões ao FAC. O movimento cultural registra que os editais publicados estão com recursos abaixo do limite legal de 03% da receita líquida do GDF.

Isso significa que será possível contemplar todos os projetos do edital de 2016 que obtiveram mais de 60 pontos.

A convocatória do Fórum de Cultura alerta para “as irregularidades que o governo vem praticando ao restringir os recursos dos editais com o objetivo de forçar sobras financeiras no FAC”.

OUTROS PROTESTOS

O Fórum de Cultura, reunido nesta terça-feira, 25/7, decidiu também protestar contra a cessão do Centro Cultural da Ceilândia à Secretaria da Criança e do Adolescente sem a anuência do Conselho de Cultura, como determina a Lei Orgânica do DF.

Nota de protesto será enviada ao Administrador Vilson José de Oliveira e ao Ministério Público.

Outra iniciativa do Fórum é protestar contra a prisão do artista paranaense Maikon Kempinski durante uma performance em frente ao Museu da República, no último dia 15/7.

Apesar do pedido de desculpas do governador Rodrigo Rollemberg e do secretário de Cultura Guilherme Reis, os membros do Fórum manifestaram indignação com a posição do procurador Antonio Ezequiel de Araújo Neto, que apoiou a atitude da PM de Brasília.


Criado em 2017-07-27 00:33:51

De canção em canção, sem fim

João Lanari Bo -

Poesia e cinema andam juntos há muito tempo, desde o momento em que imagens e sons combinados viraram linguagem.

Certo, cinema tem a dimensão industrial (na falta de melhor palavra), que implica uma padronização meio redutora dessa linguagem. Não falta, entretanto, quem mantenha acesa a tocha poética do cinema, que passa de mão em mão tal como a tocha olímpica.

Terrence Malick e Alejandro Jodorowsky soltaram a mão em dois exercícios poéticos de peso, em cartaz em Brasília (no Cine Cultura do Liberty Mall) – “De canção em canção”, do norte-americano, e “Poesia sem fim”, do chileno globalizado – ocasião propícia para comparar dois procedimentos de linguagem, ainda que de forma breve, que exalam pathos poético em corações e mentes na audiência.

O filme de Malick (foto abaixo) desliza em uma narrativa solta, ignorando as convenções de continuidade habituais no cinema. Câmera sempre na mão, cortes e ângulos imprevistos, fora do eixo da câmera, vozes em off e sincronia labial – tudo isso para instalar no espectador uma experiência subjetiva de construção da espacialidade cinematográfica, um movimento permanente que consagra a realidade da impressão fílmica (e não a impressão da realidade, como se faz comumente no cinema). Corpos exuberantes (o casting é espantoso) e locações estupendas contribuem para provocar um estupor poético na recepção do filme.



Cada espaço em que os personagens desfilam suas angústias e alegrias é como se fossem materializações de nossas expectativas emocionais. A produção do espaço cinematográfico é pura produção poética.

Em “Poesia sem fim” a aposta é outra. Câmara sempre no eixo, não há desestabilização espacial. A transgressão do espaço se dá pelo uso de artefatos e artifícios – contrarregras discretos aparecendo na cena, biombos suspendendo a ilusão de profundidades, desproporção de objetos no estilo expressionista e, sobretudo, uma teatralidade por vezes convulsiva dos personagens.

Poesia, aqui, irrompe calçada na palavra, de preferência impostada, declamada, vociferada. Corpos, por vezes não necessariamente esbeltos, mesmo atrofiados, transitam nesses cenários. A palavra poética funciona um modo de inserção no mundo, de transfiguração do mundo.

Poesia, enfim.

Criado em 2017-07-26 01:25:35

Viva a Jane Austen!

Antônio Carlos Queiroz -

Comemoramos nesta terça-feira (18/7) os 200 anos da morte da escritora Jane Austen (1775-1817), autora realista de “Razão e Sentimento”, “Orgulho e Preconceito”, “Mansfield Park”, “Emma”, “Persuasão” etc.

Sucesso de público e crítica no mundo todo, Jane Austen tem multidões de fãs, por exemplo, na China, onde, segundo a última edição da revista The Economist, há mais de 50 versões de “Orgulho e Preconceito”.

No Brasil, devemos ao herói do romance mais famoso dela o nome do nosso Darcy Ribeiro. A mãe do Darcy, a professora primária Josephina Augusta da Silveira Ribeiro, mestra Fininha, mantinha na cabeceira os livros da inglesa revolucionária. (*)

Acabo de rever o filme “Orgulho e Preconceito”, do inglês Joe Wright, com a sensacional Keira Knightley. No Netflix tem também “Sense and Sensibility”, do taiwanês Ang Lee, e a comédia “Austenland”, da americana Jerusha Hess, que faz graça com um bando de janeítas.

Para comemorar o bicentenário, a BBC preparou o documentário “My Friend Jane”, levado ao ar segunda-feira (17/7), sobre o legado da romancista, que @s janeítas mantêm vivo.

É isso aí, tim-tim!
__________
(*) Essa história do Darcy é pura invenção minha. Mas que é um bom chute, é, né não?!

Criado em 2017-07-18 11:14:37

Cidade Patrimônio Cultural, mas nem tanto

Romário Schettino -

Nos últimos cinco ou seis anos estamos assistindo ao abandono de espaços culturais que escreveram a história de Brasília e que é motivo de lamentações diárias nas redes sociais, no rádio, na TV, nos jornais.

Alguns destes locais foram simbólicos na formação artística e cultural de muita gente: Espaço Cultural da 508 Sul, Teatro Nacional, Concha Acústica e Museu de Arte de Brasília (MAB).

O governo passado mandou fazer placas em português e inglês na época da Copa do Mundo. O MAB virou Art Museum (foto). Siga a seta e verá isto: um monte de destroços no meio do Cerrado e ao lado da porta de entrada do classe média Lakeside Hotel Residence (fotos). Uma vergonha.

 

 

 

O governo atual anunciou o início da reforma da 508 Sul, mas tudo a passos muito lentos. O secretário de Cultura, Guilherme Reis, promete abrir o foyer (e só) da Sala Villa Lobos, talvez em outubro, para visita dos turistas. Tudo no ar, nada de concreto.

Quando Lúcio Costa e Niemeyer pensaram esta cidade não pensaram apenas na Praça dos Três Poderes. Sabiam que aqui viveriam milhares de pessoas, das mais diversas origens étnicas, sociais e econômicas.

Certamente não poderiam prever a baixa qualidade dos políticos que assumiriam os podres poderes da República brasileira nos anos seguintes. Vieram os militares com suas botas e depois os “democratas” da oligarquia temerosa. Todos, absolutamente todos, estão pouco se lixando para a cultura em Brasília.

E não é falta de dinheiro, é falta de prioridade, ou ignorância mesmo. Não imagina essa elite política que cultura é saúde, educação, segurança, vida urbana saudável. É turismo, receita para os cofres do Estado e marco civilizatório.

Teatros confortáveis, museus de arte com suas oficinas, centros de criatividade abertos e atuantes, poderiam receber os jovens de todos os cantos da cidade, ávidos pelo conhecimento e pela prática das artes e de seus ofícios.

É desumano o abandono dos espaços culturais. Esses políticos são antidemocráticos, despolitizados e, sobretudo, desinteressados pelo bem comum daqueles que os elegem.

Como explicar para a Unesco que o Patrimônio Cultural da Humanidade está nessas condições? O que fazem o IPHAN e o Ministério da Cultura (que nem ministro tem) por uma cidade sem política cultural relevante e sem planejamento urbano adequado? Qual o cuidado com a área metropolitana desregulada e sem futuro?

Chegamos a mais de 2,5 milhões de habitantes e os equipamentos culturais diminuem, em vez de aumentarem com qualidade. Brasília vive uma indigência cultural insuportável e vergonhosa. Nossos dirigentes políticos não estão sendo dignos do que se costuma chamar de geração candanga. São algozes dos premiados e reconhecidos artistas desta cidade.

Qualquer turista interessado em visitar Brasília há de se perguntar, o que é possível fazer aqui além de percorrer a Esplanada dos Ministérios? Nada. Basta olhar da janela do hotel, ver o céu, o anoitecer, a iluminação da torre de TV e ir dormir para se dirigir ao aeroporto logo cedo no dia seguinte. Esse turista não voltará nunca mais.

E o que fazem esses donos da rede hoteleira que não pensam em alguma coisa para atrair mais turistas? Nada. Contentam-se com a lotação de terça a quinta-feira? Santa ignorância de quem não passa de ruminantes.

E pra finalizar, só deveríamos votar em mulheres e homens que incluíssem em suas plataformas de governo a cultura e a arte como prioridades, ao lado da educação formal, da saúde e da segurança. Se ninguém com tais preocupações aparecer, é melhor anular o voto. E seguir denunciando. Fica a dica.

Criado em 2017-07-17 15:51:21

Imagens do Brasil sob o olhar da alemã Leonore Mau

São cerca de 140 fotografias feitas nas décadas de 60 e 80. Leitura poético-etnográfica do cotidiano brasileiro, incluindo registros da vida nas ruas, rituais religiosos e no âmbito doméstico. Exposição fica até o dia 20 de agosto no CCBB Brasília. Entrada franca.

A mostra tem curadoria de Alexandre Santos, professor de história da arte e pesquisador do Instituto de Artes da UFRGS.

A Casa de Leonore Mau (Leipzig/1916-Hamburgo/2013) é uma mostra que retrata variados aspectos do cotidiano do Brasil no período da ditadura militar.

As fotografias também resultam de uma parceria entre Leonore e o escritor e “etnopoeta” Hubert Fichte (1935-1986), com quem constituiu uma parceria de vida − amorosa e criativa − fora dos padrões e baseada em afinidades como o fascínio pelas culturas de matriz africana e de realização de projetos.

A exposição é uma realização do Goethe-Zentrum Brasília e Goethe-Institut Porto Alegre, em parceria com Embaixada da Alemanha, S. Fischer Stiftung e o Instituto de Artes da UFRGS, e apresentada pelo Banco do Brasil.

As imagens registram desde o trabalho infantil, o desajuste social nas ruas e nas favelas, a arquitetura, o carnaval, passando, ainda, pelas praias e cerimônias religiosas afro-brasileiras, até diferentes extratos sociais do Brasil no âmbito doméstico.

Todo este trabalho foi realizado durante viagens por cidades como Rio de Janeiro, Salvador, Recife, São Luís, Aracajú, Porto Alegre e Brasília.



Segundo o curador da mostra, a noção de etnopoesia, existente no período em que Fichte e Mau produziram, é incorporada às poéticas das fotos, pois propõe um distanciamento da presunção intelectual europeia.

“De amplitude pós-colonialista, a fotografia de Leonore Mau bebe nesta mesma fonte, pois não cataloga o exotismo do outro gratuitamente ou por interesses estéticos. Para além disso, ela produz um olhar sensível e interessado na sobreposição de camadas entre o exótico e o familiar, a casa e o desterro, os ajustados e os desajustados sociais”, afirma Alexandre Santos.

Serviço:
Exposição “A Casa de Leonore Mau”
Data: de 4/7 a 20/8
Local: Centro Cultural Banco do Brasil
Endereço: SCES Trecho 2 – Brasília/DF
Entrada Franca
Horário de visitação: De terça a domingo, de 9h às 21h.

Criado em 2017-07-09 20:53:54

Entre Nós – a figura humana no acervo do Masp

Exposição nas Galerias 1 e 2 do CCBB Brasília, de 18 de julho a 18 de setembro, cem obras dos grandes mestres de todos os tempos. Apresentação de duas obras recentemente adquiridas: ‘Candombe’, de Pedro Figari, cerca 1930, e ‘O Artista’, de Heitor dos Prazeres, 1959. Entrada franca.

Van Gogh, Gauguin, Goya, Velászquez, Manet, Modigliani, Degas, Renoir, Picasso são alguns dos grandes nomes da arte mundial que estarão unidos a mestres brasileiros como Candido Portinari (São Francisco), Djanira, Vicente do Rego Monteiro, Carlos Prado, Burle Marx e José Pancetti na exposição Entre Nós – A figura humana no acervo do Masp.

Essa é uma oportunidade rara para conferir de perto obras antológicas como Ressurreição de Cristo, de Rafael, Ecce Homo ou Pilatos apresenta Cristo à multidão, de Jacopo Tintoretto, A arlesiana, de Vincent Van Gogh, Êxtase de São Francisco com os estigmas, de El Greco, dentre muitas outras obras-primas.

O Masp – Museu de Arte de São Paulo detém a maior coleção de arte da América Latina. Os curadores Rodrigo Moura e Luciano Migliaccio, da equipe de curadores do Masp, oferecem um grande e rico passeio pela história da arte.

A ideia é apresentar a transformação da sociedade e da própria arte ao longo dos séculos tendo como referência a representação da figura humana.

Estarão expostas obras de alguns dos grandes nomes da arte em diferentes movimentos artísticos, desde a arte pré-colombiana à fotografia moderna, passando por ícones da arte Yorubá e pela arte dos períodos do Pré-Renascimento, Renascimento, Iluminismo, Impressionismo, Pós-Impressionismo, Modernismo e arte contemporânea.

A EXPOSIÇÃO

Na História da Arte, a representação da figura humana foi um meio de demonstração de poder do clero e da aristocracia, de adoração a deuses e santos, de mimetização do real e até de questionamentos ligados ao conceito de arte.

É esta diversidade que a mostra Entre Nós apresenta ao público. Abrangendo um arco histórico que começa nos anos 900-1200 D.C., com as peças pré-colombianas, e chega aos dias de hoje, a exposição estabelece um recorte cronológico e um diálogo entre as distintas formas de representação e culturas.

O percurso começa com peças do acervo que reúnem as interpretações do sagrado na arte da Europa Medieval, da África e da América pré-colombiana, compondo um diálogo entre os diferentes eixos da coleção do Masp.

Da Europa pré-renascentista, a mostra traz Virgem com o menino Jesus (1310-20), atribuída ao Maestro de San Martino alla Palma, e Cristo Morto (1480-1500), de Niccoló di Liberatore dito l’Alunno.

O Renascimento, momento em que a pintura se volta para o humanismo, está representado nas obras de artistas holandeses como Oficial Sentado, 1631, de Frans Hals, e Retrato de um desconhecido, (1638-40), de Anton Van Dyck.

O pintor e gravador espanhol Francisco Goya y Lucientes está presente com Retrato da condessa de Casa Flores (1790-1797) em diálogo com A educação faz tudo (1775-1780), do francês Jean-Honoré Fragonard. As obras, em composição com dois dos principais nomes da pintura acadêmica brasileira do século 19 – Interior com menina que lê (1876-1886), de Henrique Bernardelli, e O pintor Belmiro de Almeida (século 19), de José Ferraz de Almeida Junior – evocam o surgimento do Iluminismo europeu e a busca por um ideal civilizatório brasileiro durante o Segundo Reinado.

A partir dos séculos 19 e 20, os artistas trabalham a sensibilidade da cor e da forma, explorando a experiência plástica, como em Banhista enxugando a perna direita (1910), de Pierre-Auguste-Renoir, e A amazona – Retrato de Marie Lefébure (1870-75), de Edouard Manet. Nus (1919), da pintora francesa Suzanne Valadon, tem como referência a concepção da cor puramente decorativa do pós-impressionismo para expressar o desejo de liberdade e a comunhão com a natureza como ideais femininos.

Pablo Picasso, Busto de homem (O atleta), 1909, questiona de maneira provocadora os gêneros e limites da tradição pictórica. Desta época, a mostra traz, ainda, obras emblemáticas de Vincent Van Gogh, A arlesiana (1890); Paul Gauguin, Pobre pescador (1896); Amadeo Modigliani, Retrato de Leopold Zborowski (1916-19); e uma série de esculturas de Edgar Degas que mostra a evolução dos movimentos de uma bailarina – Quarta posição para frente, sobre a perna esquerda, Bailarina descansando com as mãos nos quadris e a perna direita para frente, Bailarina olhando para a planta de seu pé direito (todas realizadas entre 1919-1932), dentre outras, e obras como Mulher saindo da banheira (fragmento), 1919-1932.

O Modernismo brasileiro está presente em obras de Carlos Prado, Varredores de rua (Os garis), 1935; Roberto Burle Marx, Fuzileiro naval (1938) e Vendedora de flores (1947), obra doada ao museu durante a SP-Arte/2015; Candido Portinari, São Francisco (1941); e Maria Auxiliadora da Silva, com Capoeira (1970).

As marcas dos intensos conflitos sociais e políticos do início do século 20 estão na obra do pintor e muralista mexicano Diego Rivera, O carregador (Las Ilusiones), 1944. A mostra inclui ainda a obra Duas amigas (1943), do pintor ítalo-alemão Ernesto de Fiori, que deixou a Alemanha fugindo da repressão nazista e se tornou um nome influente do modernismo brasileiro dos anos 1930 e 1940.

A criação de um acervo fotográfico também tem sido uma constante na história do museu, que as sistematizou, entre 1991 e 2012, por meio das doações da coleção Pirelli Masp, com trabalhos de fotógrafos brasileiros ou que possuam ligações com o Brasil.

É o caso da fotógrafa de origem suíça Claudia Andujar, cuja série Yanomami (1974), feita a partir de longos períodos de imersão nesta cultura indígena, dialoga na mostra com a fotografia de João Musa, Barbara Wagner, Miguel Rio Branco e Luiz Braga.

A exposição, com patrocínio do Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre, se encerra com a instalação de Nelson Leirner, Adoração (Altar para Roberto Carlos), 1966, que remete a uma nova forma de sagrado nos dias atuais.

Serviço:
Entre Nós – A figura humana no acervo do Masp
Local: Centro Cultural do Banco do Brasil Brasília
Abertura: 18 de julho
Visitação: de 18 de julho a 18 de setembro de 2017
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 21h
Entrada franca.

Criado em 2017-07-08 17:03:51

FAC ameaçado: Fórum de Cultura x Rollemberg

Romário Schettino -

A polêmica utilização dos recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) para pagamento de despesas correntes do GDF colocou em lados opostos o Fórum de Cultura e o governador Rodrigo Rollemberg (PSB).

Além de reclamarem que a Secretaria de Cultura não está lançando todos os editais do FAC para “economizar” para o Tesouro, o movimento cultural denuncia que há um acumulado de R$ 100 milhões represados ao longo dos anos por causa dessa prática administrativa. Os editais liberados atendem apenas a 2/3 dos recursos previstos anualmente.

Para tentar ganhar o movimento, Rollemberg recebeu representes do Fórum e propôs preservar integralmente o FAC a partir de 1º de janeiro de 2019, por meio de uma emenda n Lei Orgânica da Cultura (LOC) praticamente pronta para ser votada na Câmara Legislativa.

Os militantes do Fórum de Cultura, reunidos no Teatro Mapati, recusaram a proposta e ampliaram a luta pela manutenção do fundo tal como prevê a Lei Orgânica do DF, com 0.3% da receita corrente líquida do DF para projetos culturais.

O movimento passou a fazer gestões junto dos deputados distritais para tornar sem efeito o artigo 22, da Lei 925, sancionada dia 28 de junho, que autoriza o Poder Executivo a “movimentar os recursos dos fundos especiais (inclusive o FAC)”, conforme o previsto na Lei Complementar 894/2015.

Como Rollemberg não vetou o artigo 22, o Fórum retomou a luta pela aprovação do PLC 111/2017, que proíbe a utilização dos recursos FAC em outras rubricas do Tesouro do DF, e também de uma emenda à LOC com o mesmo objetivo.

Os deputados Cláudio Abrantes (sem partido), Professor Israel (PV), Wasny de Roure (PT) e Reginaldo Veras (PDT) reuniram-se com o atual líder do governo, Agaciel Maia (PR), para estudar uma saída para o impasse.

Está em curso uma solução salomônica. A ideia é estabelecer na LOC que o FAC ficará fora dos contingenciamentos a partir de 1º de janeiro de 2018, e não em 1º de janeiro de 2019, como quer o governador.

Os artistas e produtores culturais exigem que a Secretaria de Cultura publique todos os editais o mais rápido possível. Com isso, querem evitar que a Secretaria de Fazenda se utilize de argumentos para novos ataques ao FAC alegando baixa execução orçamentária.

A deputada Érika Kokay (PT) diz que "não é razoável o governador deixar nas mãos do secretário de Fazenda a gestão das políticas culturais”.

Em Carta-Manifesto, artistas e produtores culturais pedem à população que assine Petição Pública, se posicionando contra a destruição do FAC pelo governador Rollemberg no seguinte endereço na internet:

http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR100355

Criado em 2017-07-02 19:06:46

Festival dinamarquês no CCBB Brasília

Programação inclui 36 filmes, entre curtas, longas e episódios de série de TV. 54 sessões do melhor do cinema infanto-juvenil. Filmes recomendados para crianças a partir de três anos de idade. Oficinas gratuitas de cinema para educadores e crianças. De 11 a 30 de julho, no cinema do CCBB Brasília. Meia entrada para todos. Agende!
 
Depois do grande sucesso no ano passado, um dos mais importantes eventos dedicados à cinematografia infanto-juvenil no mundo está de volta ao CCBB Brasília.

O “Festival Buster” oferece uma programação com filmes produzidos em vários países, especialmente os nórdicos, pré-estreias brasileiras, atividades de recreação, debates e oficinas.

Buster no Brasil traz para Brasília um recorte do Buster – Festival Internacional de Cinema de Copenhague para Crianças e Jovens, realizado desde o ano 2000 e hoje considerado uma vitrine da produção infanto-juvenil na Europa.

Além das exibições de filmes, serão realizadas oficinas gratuitas para crianças e educadores. As inscrições precisam ser feitas com antecedência por meio do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

O FESTIVAL
 
A segunda edição do Buster no Brasil vai exibir filmes com ênfase na produção nórdica (Dinamarca, Suécia, Alemanha) e em títulos brasileiros – alguns fazendo pré-estreia no festival.

Todos os filmes para o público infantil são dublados ou não têm diálogos. Já para o público jovem, a programação é legendada. Para crianças a partir de três anos de idade, os programas não ultrapassam os 30 minutos.

Segundo o curador Nikolai Schulz, entre os títulos que serão exibidos, destacam-se dois filmes assinados pela dupla de diretores dinamarqueses Michael Wikke e Steen Rasmussen, "Hannibal & Jerry", um clássico que completa 20 anos em 2017, e “Skymaster”.

Os dois realizadores trabalham juntos desde a década de 1980. Começaram a parceria na televisão, depois de fundarem sua própria produtora logo passaram para o cinema.

Outro destaque serão os 13 episódios da série sueca “Jazzoo” (recentemente exibida no Festival de Berlim), que combina o jazz do premiado quinteto sueco Oddjob com divertidas histórias de animais.

Nas produções de “Jazzoo”, um hipopótamo passa voando em busca do lago mais próximo e uma multidão estridente de elefantes brincando numa festa.
 
A programação inclui ainda produções brasileiras, como “Peixonauta - O Filme", lançamento de 2017, com aventuras do famoso peixe detetive, e "As Aventuras do Pequeno Colombo", animação que ensina fatos históricos de forma lúdica. Há também a versão europeia de "Amazônia", de Thierry Ragobert, sem diálogos, nunca exibida no Brasil.
 
OFICINAS
 
Serão oferecidas duas oficinas gratuitas, voltadas para educadores/professores e para crianças e adolescentes. As aulas serão em inglês, com tradução para o português, tendo como convidado especial o compositor e educador dinamarquês Mathias Madsen Munch. As oficinas acontecerão nas manhãs nos dias 12 e 13 de julho. Mais informações e inscrições antecipadas: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
 
OFICINA PARA EDUCADORES

Dia12 de julho, quarta-feira, das 9h às 12h.
Quadrinhos animados – narrativa e composição de imagens
Duração: 3 horas
É um workshop muito popular na Dinamarca por conseguir unir contação de histórias e princípios básicos de animação.

A oficina é destinada a multiplicadores – educadores, professores, oficineiros e monitores, especialmente àqueles que usam ou pretendem incorporar apresentações ou recursos audiovisuais em sala de aula. Será ministrada em inglês, com tradução consecutiva para o português.
 
OFICINA PARA A GAROTADA

Dia 13 de julho, quinta-feira, das 10h às 12h.
Desenho de som
Duração: 2 horas

Voltada para meninos e meninas de 9 a 14 anos, é uma introdução ao mundo da edição de som e da percepção de como o som é importante para se contar qualquer história, seja ela na tela ou na vida real.

Os participantes vão aprender a criar um audioboard para uma animação, que acompanha o roteiro com as inserções de música e efeitos sonoros.
 
PROGRAMAS E SINOPSES
 
Classificação: 3 ANOS
Programa animais animados
Duração: 24 minutos
Sem diálogos
Sessões acompanhadas de atividades recreativas
 
POLVO (Octopus)
País: Alemanha
Direção: Julia Ocker
Ano: 2015
Duração: 4 minutos
Fazer um bolo não é problema quando se tem oito braços, mas o que se pode fazer quando um dos tentáculos começa a ter ideias próprias sobre o que deve entrar na receita?

CROCODILO (Crocodile)
País: Alemanha
Direção: Julia Ocker
Ano: 2015
Duração: 4 minutos
O pobre crocodilo não está se dando muito bem ao tentar comer pretzels: seus braços são muito curtos. Mas por sorte a ajuda está a caminho.
 
BAT-HORA (Bat Time)
País: Alemanha
Direção: Elena Walf
Ano: 2015
Duração: 4 minutos
Não é fácil ser um animal noturno quando os outros bichos só estão acordados durante o dia: quem sobra para brincar? Por sorte o morcego encontra alguém que também gosta de se divertir à noite.


 
BEBÊ HIPOPÓTAMO (Hippo Hop)
País: Alemanha
Direção: Patxi Exequiel Aguirre
Ano: 2015
Duração: 4 minutos
O pequeno hipopótamo ainda não aprendeu a nadar e, quando entra com sua mãe no rio, sempre afunda. Quatro peixinhos se dispõem a ajudá-lo.
 
VACA (Cow)
País: Alemanha
Direção: Julia Ocker
Ano: 2013
Duração: 4 minutos
À noite, a vaca sonhou que estava voando entre as nuvens. Quando acordou, percebeu que suas manchas haviam desaparecido. Onde será que elas foram parar?
 
BALEIA (Whale)
País: Alemanha
Direção: Maryna Shchipak
Ano: 2013
Duração: 4 minutos
A baleia está muito triste porque todo mundo está com medo dela, que é tão grande. Mas tudo o que ela quer é ter um amigo.
 
CLASSIFICAÇÃO: 3 ANOS
Sem diálogos
Sessões acompanhadas de atividades recreativas
 
JAZZOO
País: Suécia
Direção: Adam Marko-Nord
Ano: 2016
Duração: 30 minutos (13 episódios)
Um hipopótamo voador dispara em busca do lago mais próximo. Um peixe atrás do volante, fugindo de um tubarão.

Um pequeno koala morrendo de vontade de pular como o vizinho canguru. Um elefante feliz demais para conseguir ficar quieto de madrugada.

Os bichos estão a toda e a música também, na série de curtas-metragens “Jazzoo”. São 13 episódios sem diálogos ou narração, sempre com um animal protagonista.

O traço é do ilustrador sueco Ben Javens e o jazz fica a cargo do grupo Oddjob, por trás de todo o projeto – foi um disco da banda o inspirador da série de animação, capitaneada por Adam Marko-Nord.

O projeto ainda contempla um jogo e uma turnê de shows com projeções que girou a Europa.
Jazzoo: https://vimeo.com/216615546
 
Episódios:
- Coala (Koala)
- Porco-espinho (Hedhog)
- Elefante (Elephant)
- Baleia (Whale)
- Esquilo (Squirrel)
- Hipopótamo (Hippo)
- Barata (Cockroach)
- Tubarão (Shark)
- Pica-pau (Woodpecker)
- Mosca (Fly)
- Cavalo (Horse)
- Camelo (Camel)
- Pato (Duck)
 
CLASSIFICAÇÃO: 4 ANOS
Sem diálogos
Sessões acompanhadas de atividades recreativas
 
KIWI & STRIT (Kiwi og Strit)
País: Dinamarca
Direção: Esben Toft Jacobsen
Ano: 2016-2017
Duração: 40 minutos (8 episódios)
Criaturinhas peludas e engraçadas, Kiwi e Strit moram numa clareira na floresta, ao pé de uma colina, e não poderiam ser mais diferentes. Kiwi é cuidadoso e amarelo; Strit é espontâneo e roxo.

Kiwi adora planejar as coisas e tem uma casinha linda e arrumada. Strit adora improvisar e sua casa… bem, ela caiu. Mesmo tão diferentes, os dois adoram estar juntos porque são melhores amigos e se divertem como nunca jogando futebol, andando de bicicleta, explorando a montanha mais alta do mundo ou enfrentando uma vaca barulhenta.

São essas as aventuras de “Kiwi & Strit”, trabalho mais recente do diretor Esben Toft Jacobsen, dos filmes “O Grande Urso” e “O Reino do Rei Pena”. A primeira temporada da série de animação está sendo exibida atualmente na Dinamarca, Suécia, Finlândia, França, Holanda e no sudeste asiático.

Kiwi & Strit: https://vimeo.com/216923646
 
Episódios:
- Ladrão de Bicicleta (Bicycle Thief)
- Futebol (Football)
- Retrato (Portait)
- Limpar a casa (Spring Cleaning)
- Vaca Barulhenta (Noisy Cow)
- Vai Ter Bolo (Cake)
- Novos Amigos (New Friends)
- Dia de Lavação (Wash Day)
 
CLASSIFICAÇÃO: 6 anos
 
HANNIBAL & JERRY
País: Dinamarca
Direção: Steen Rasmussen, Michael Wikke
Ano: 1997
Duração: 75 minutos
Elenco: Jonathan Kvium, Paprika Steen, Martin Brygmann, Hella Joof
Dublado
Hannibal passa tempo demais na frente da TV e seus pais acham estranho que ele não se divirta tanto na rua como os outros meninos. O moleque acha tudo chato.

A solução, para os dois, atende pelo nome de Jerry, um cachorro comprado de presente. Ninguém sabia, porém, que o bichinho era especial: Jerry não sabe latir, mas em compensação fala muito bem. Hannibal e Jerry conversam bastante e se tornam bons amigos.

Tanto papo acaba indo parar nos ouvidos de um fabricante de brinquedos que, junto com seu capanga, planeja roubar Jerry para usá-lo em uma nova linha de produtos.

Será que Hannibal vai conseguir salvar seu novo companheiro? Um dos maiores sucessos da dupla de diretores WIkke & Rasmussen, “Hannibal & Jerry” completa 20 anos em 2017.
Hannibal & Jerry: https://vimeo.com/216930940


 
CLASSIFICAÇÃO: 8 anos
 
SKYMASTER (Der var engang en dreng - som fik en lillesøster med vinger)
País: Dinamarca
Direção: Steen Rasmussen, Michael Wikke
Ano: 2006
Duração: 83 minutos
Elenco: Janus Dissing Rathke, Nicolas Bro, Anders W. Berthelsen, Bodil Jørgensen, Trine Dyrholm
Dublado
Kalle, de 10 anos, está super animado porque vai ganhar uma irmãzinha. Seus pais, no entanto, levam um susto quando a criança nasce com duas saliências nas costas que lembram asas.

Quer dizer, ao menos é isso que o garoto acredita que sejam, e acha muito legal. Sua família, por outro lado, quer se livrar daqueles dois pequenos problemas e manda o bebê para uma renomada clínica de cirurgia plástica.

Determinado a garantir que sua irmã continue sendo um milagre, o menino parte em uma missão de resgate cheia de cor, novas amizades e música, muita música.
Skymaster: https://vimeo.com/216931019
 
CLASSIFICAÇÃO: 10 ANOS
 
O GRANDE URSO (Den kæmpestore bjørn)
País: Dinamarca
Direção: Esben Toft Jacobsen
Ano: 2011
Duração: 73 minutos
Dublado
Jonathan costuma passar as férias na cabana do avô, no meio de uma floresta que inspira histórias repletas de criaturas fantásticas.

Dessa vez Jonathan viaja para lá acompanhado de Sophie, sua irmã mais nova, e ele não gosta nem um pouco disso.

O garoto tenta a todo custo se livrar da menina e, quando finalmente consegue, não é bem como ele imaginava: ela é raptada por um urso gigantesco! Jonathan precisa trazê-la de volta e para isso toma coragem para entrar na floresta.

Ele vai contar com a ajuda de um experiente caçador, mas, para que todos possam se salvar, o destino vai exigir que as crianças se aceitem como irmão e irmã. Filme de estreia de Esben Toft Jacobsen, a animação foi exibida em mais de 50 festivais pelo mundo, como Berlim, Chicago e Annecy, na França.
O Grande Urso: https://vimeo.com/216931143
 
CLASSIFICAÇÃO: 8 ANOS
 
O REINO DO REI PENA (Resan till Fjäderkungens Rike)
País: Suécia, Dinamarca
Direção: Esben Toft Jacobsen
Ano: 2014
Duração: 78 minutos
Dublado
Johan e seu pai moram em alto mar há muito, muito tempo, desde que o pequeno coelho consegue lembrar.

Foi mais ou menos quando sua mãe desapareceu. Johan gosta de morar na água – ele sabe pescar, mergulhar e arrumar o barco –, mas sonha com o dia em que possam ancorar em terra firme.

Um dia, quando seu pai sai para procurar comida, Johan recebe uma mensagem no rádio do navio que dá uma pista sobre o Rei Pena e o paradeiro de sua mãe.

O pequeno coelho, então, embarca sozinho em sua própria aventura por um novo mundo fantástico. A animação foi escrita pelo diretor, Esben Jacobsen, e por Jannik Tai Mosholt, roteirista de “O Grande Urso” e da série “Borgen”.
O Reino do Rei Pena: https://vimeo.com/216931179
 
CLASSIFICAÇÃO: 14 ANOS
 
QUANDO BRILHA O SOL (Når solen skinner)
País: Dinamarca
Direção: Frederik Barington
Ano: 2016
Duração: 85 minutos
Elenco: Elias Munk, Laura Kjær, Vibeke Ankjær Axværd, Anna Søgaard Frandsen
Legendado
Sofus, 17 anos, convive e luta contra o câncer desde os 8. Internado em uma clínica, sem muitas chances de recuperação, ele conhece Sara, que tem a mesma idade e começa a trabalhar no hospital.

Com seu jeito direto e desinibido, Sara fascina o rapaz e os dois rapidamente criam um laço, pondo suas vidas em perspectiva. Juntos, cada dia ganha mais sentido e a morte parece bem distante, mas o passado de Sara acaba abalando esse equilíbrio.

Este tocante drama adolescente, estreia de Frederik Barington na direção, aborda a importância de se aproveitar cada momento e aceitar as chegadas e despedidas.
 
CLASSIFICAÇÃO: 16 ANOS
 
PAIXÃO EXPLOSIVA (Vindmøllernes Sus)
País: Dinamarca
Direção: Mads Erichsen
Ano: 2016
Duração: 85 minutos
Elenco: Nikolaj Petersen, Maria Petersen, Elias Munk, Meike Bahnsen
Legendado
Em uma cidadezinha perdida no interior dinamarquês, Thomas mora com a mãe e o irmão e, de vez em quando, encontra o pai policial.

Ele tem uma queda por Vikki, namorada do valentão da escola, e uma série de coincidências une todos eles em um plano cruel que fará Thomas repensar seus limites – e ver na prática quais são as consequências de ultrapassá-los.

O primeiro longa-metragem de Mars Erichsen mostra a complexidade das paixões adolescentes e como a pressão recebida dos colegas pode ser insuportável.
 
FILMES BRASILEIROS
 
CLASSIFICAÇÃO: 6 ANOS
 
PEIXONAUTA – O FILME
País: Brasil
Direção: Kiko Mistrorigo, Célia Catunda
Ano: 2017
Duração: 85 minutos
Dublado
Quando o Doutor Jardim não retorna de uma visita à cidade, Peixonauta, Marina e Zico partem do Parque das Árvores Felizes para resgatá-lo.

Quando chegam lá, algo muito estranho está acontecendo: todos os habitantes da cidade sumiram! Para conseguir solucionar esse grande mistério, Peixonauta terá que contar com a ajuda da O.S.T.R.A. (Organização Secreta para Total Recuperação Ambiental) e de todos seus amigos para solucionar a sua mais importante missão. Esta é sua primeira história em longa-metragem, com cenários criados especialmente para a telona.
 
CLASSIFICAÇÃO: 6 ANOS

AMAZÔNIA
País: Brasil, França
Diretor: Thierry Ragobert
Ano: 2013
Duração: 83 minutos
Sem diálogos
Depois que o avião em que estava cai no meio de uma imensidão verde, o pequeno macaco-prego Castanha, criado em cativeiro, se vê sozinho no meio da maior floresta tropical do planeta: a Floresta Amazônica.

O macaquinho precisa sobreviver por sua conta no mundo selvagem, onde nunca esteve, e relacionar-se com animais de todos os tipos: insetos, cobras, jacarés, antas, onças e gaviões.

Aos poucos, Castanha aprende a viver na floresta, fazendo novos amigos, em especial a macaquinha Gaia. Versão inédita no Brasil, sem diálogos ou narração, utilizada no mercado internacional.
 
CLASSIFICAÇÃO: 8 ANOS
 
AS AVENTURAS DO PEQUENO COLOMBO
País: Brasil
Diretor: Rodrigo Gava
Ano: 2016
Duração: 88 minutos
Dublado
O ano é 1460, quando a América nem havia sido descoberta – muito menos o Brasil. Preocupado com a situação financeira de seu pai, o jovem Cris (Cristóvão Colombo) sai à caça de um valioso mapa que está nas mãos do Capitão Bonneville, um terrível mercador de escravos.

Auxiliado por seus amigos Léo (Leonardo da Vinci) e Lisa (Mona Lisa), Cris embarca em um navio negreiro e zarpa pelos oceanos atrás de Nautilus, defensor do mítico reino submarino de Atlântida. Teria Colombo descoberto a América em 1492 se tudo isso não tivesse acontecido?

O filme brinca com a possibilidade de Colombo e Leonardo da Vinci terem se encontrado na Itália na infância para viverem uma aventura que os levaria de encontro a seus destinos.
 
SERVIÇO:

Local: Cinema do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília
Data: 11 a 30 de julho de 2017
Horários: ver programação no site: bb.com.br/cultura
Ingressos: R$ 5 (meia-entrada para todos)
Informações: (61) 3108.7600

Criado em 2017-06-28 00:41:40

Jazz: Projeto Quintucci no Cantucci

O cantor e guitarrista Tico de Moraes se apresenta nesta quinta-feira (29/6), às 19h, no Cantucci Bistrô (403 Norte).

O Cantucci Bistrô vem se tornando um espaço para a cultura aliada à gastronomia com o lançamento do Projeto Quintucci.

Para o dia 29 de junho (quinta-feira) Tico de Moraes apresenta clássicos do jazz como "Round Midnight" e "A Night in Tunísia", com arranjos de voz e guitarra de sua autoria. Vale conferir.

Serviço:

Projeto Quintucci: Show com Tico de Moraes
Dia: Quinta-feira, 29 de junho
Horário: 19h
Local: Cantucci Bistrô
CLN 403, Bloco E, Lj. 3
Couvert: R$ 10
Reservas: 3328-5242

Criado em 2017-06-27 23:27:01

UnB lança livro sobre análise de discurso e crítica social

Inês Ulhôa -

Noite de autógrafos nesta quarta-feira (28/6), às 20h, no Restaurante Carpe Diem (104 Sul). Obra escrita por Isabel Magalhães, André Ricardo Martins e Viviane de Melo Resende e publicada pela Editora Universidade de Brasília.

A novidade é que esse livro traz uma abordagem didática a respeito do método que revolucionou os estudos do discurso como forma de prática social.

Os autores do livro “Análise de Discurso Crítica: Um método de pesquisa qualitativa” reforçam que a Análise do Discurso Crítica, como teoria e método, tem fundamental contribuição no “marco legal da democracia, da luta pelos direitos humanos, pelo fortalecimento da cidadania e pelo apoio a grupos minoritários e em desvantagem na sociedade, na perspectiva política, social e representacional”.

De acordo com os autores, a Análise de Discurso Crítica, desde 1980, é definida como uma disciplina sobre a mudança social voltada ao estudo de problemas sociais.

Dessa forma, ao se valer desse tipo de análise, o pesquisador leva em consideração a linguagem, com seus diferentes usos e apropriações, em sua relação com a história, com a sociedade.

Para tanto, há que se considerar os sujeitos, suas inscrições na história e as condições de produção da linguagem. A análise se dá, então, nas relações estabelecidas entre a língua e os sujeitos que a empregam e as situações em que se desenvolvem o dizer. Ou seja, analisar o discurso é também perceber as relações históricas e as práticas presentes nos discursos.  

Neste método, não há interpretação fácil. Como se pode ver, para esses autores, o papel do discurso na mudança social desafia pesquisadores sociais a encarar e a propor caminhos de investigação.

Magalhães, Martins e Resende serviram-se de uma ampla bibliografia sobre a Análise de Discurso Crítica para trazer aos leitores o princípio constitutivo desse método, que se dirige não apenas a linguistas, “mas a todos aqueles que, no campo específico de seu trabalho, reconhecem o papel do discurso, das representações, das imagens que são exploradas na esfera pública, da linguagem que é articulada e posta a trabalhar em favor de interesses”.

Criado em 2017-06-27 17:24:43

Carta-Manifesto em defesa do FAC denuncia descalabro na política cultural do DF

Romário Schettino -

O primeiro ato contra a “destruição do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB)” será nesta terça (27/6), às 15h, em frente à Câmara Legislativa do DF, para protestar contra .

Pela manhã, os coordenadores do Fórum vão à Comissão de Economia Orçamento e Finanças (CEOF) para hipotecar apoio à Lei Orgânica da Cultura (LOC), que está para ser votada, e ao PLC 111/2017, que proíbe a utilização de recursos do FAC em outras rubricas do Tesouro do DF.

Na plenária do Fórum de Cultura, realizada no dia 23/6, foi aprovada a Carta-Manifesto sobre a atual situação da Cultura no DF, como resposta à proposta de Rollemberg de “preservar integralmente os recursos do FAC somente a partir do dia 31 de dezembro de 2018”, feita em reunião com representantes do movimento no dia 21/6.

Na Carta –Manifesto, os artistas e produtores culturais afirmam que “não haverá mais trégua para esse governo que não cumpre as suas promessas e trai o movimento cultural da cidade” e convocam toda a população a lutar em defesa do FAC, “que é o único instrumento de política pública de cultura que chega à grande parte do povo do DF”.

O documento informa ainda que o cidadão pode colaborar de três formas:

1 - Compartilhando a nota em seu perfil do Facebook.

2 - Assinando a Petição Pública no seguinte endereço:
(http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR100355)

3 – Participando da manifestação do dia 27/6, às 15h, na CLDF.

A seguir, a íntegra da Carta-Manifesto:

“Carta-Manifesto sobre a atual situação da cultura no Distrito Federal.

À população do Distrito Federal,

1.
A Cultura de Brasília vive seus piores anos de crise. Crise essa aprofundada pela gestão do governador Rodrigo Rollemberg.

Os espaços culturais, a exemplo do Teatro Nacional, encontram-se quase em sua totalidade fechados.

A Secretaria de Cultura está sucateada, com poucos funcionários, e não foi contratado ninguém do concurso público realizado há quatro anos.

O governo utiliza a Lei do Silêncio para proibir a arte nos bares, restaurantes e espaços culturais privados.

Manifestações culturais populares chegaram a ser reprimidas com sprays de pimenta e prisões ilegais.

NÃO VAMOS ACEITAR QUE O GOVERNO CONTINUE COM O DESMONTE DA CULTURA

2.
Para ser eleito o governador Rollemberg prometeu cumprir a Lei Orgânica do DF, que o obriga a destinar 0,3% da Receita Corrente Líquida para o Fundo de Apoio à Cultura, o FAC.

Já no segundo mês de mandato, o governador mandou para a Câmara Legislativa um Projeto de Lei Complementar (LC 894) para desviar os recursos do FAC.

O projeto foi aprovado e, em março de 2015, o governo sacou R$ 52 milhões da conta do FAC.

A partir daí Rollemberg continuou descumprindo o limite constitucional de 0,3% da Receita Corrente Líquida.

Até o momento mais de R$ 100 milhões já foram desviados.

Na última quinta-feira, 21/06, a cultura de Brasília recebeu o seu golpe mais forte.

Em encontro com representantes do movimento cultural, o governador confessou quais são suas intenções em relação ao FAC: pretende continuar desviando os recursos até o fim de seu mandato e se propôs a aprovar uma medida para que tudo seja devolvido pelo próximo governador.

NÃO VAMOS ACEITAR QUE O GOVERNADOR CONTINUE MANIPULANDO LEIS PARA CONSOLIDAR SEUS GOLPES.

3.
O governador afirma que o dinheiro desviado está sendo utilizado para pagar o salário de servidores.

Porém, em 2016 o GDF gastou R$ 90 milhões com publicidade, valor 70% maior que em 2015.

O recurso para propaganda foi 160% maior que o valor destinado ao FAC no mesmo ano.

O governador está desviando dinheiro da Cultura para gastar com propaganda.

Os recursos desviados permitiriam que ações educativas e espetáculos acontecessem gratuitamente nas escolas e outros espaços públicos, em especial das regiões mais carentes.

Desviar dinheiro do FAC é desviar dinheiro da formação cultural da população, principalmente da mais necessitada.

Na prática, o governador restringe o acesso aos meios de produção cultural, contribuindo para que sejam privilégio para poucos.

NÃO VAMOS ACEITAR O DESVIO DOS RECURSOS DA CULTURA E EDUCAÇÃO PARA FINS ELEITOREIROS.

4.
CONVOCAMOS TODA POPULAÇÃO, bem como seus setores organizados, a lutar em defesa do FAC, que é o único instrumento de política pública de cultura que chega à grande parte do povo do DF.

A hora é de união.

Neste momento você pode colaborar de três formas:

- Compartilhando essa nota em seu perfil do Facebook.

- Assinando nossa Petição Pública, se posicionando contra a destruição do FAC pelo governador Rollemberg. (http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR100355)

- PARTICIPANDO DA MANIFESTAÇÃO NA PRÓXIMA TERÇA-FEIRA, 27/06, às 15h, na Câmara Legislativa do Distrito Federal, pela aprovação da Lei Orgânica da Cultura e do Projeto de Lei 111/2017, que impede o uso do Fundo de Apoio à Cultura para outros fins.

5.
Participe do planejamento de novas ações, em Assembleia do Fórum de Cultura, na quarta-feira, 28/06, às 19h, no teatro Goldoni, localizado na EQS 208/209, Asa Sul.

A luta será contínua.

Batalharemos até que o FAC volte a ser protegido por Lei, até que o governo cumpra o limite constitucional de 0,3% da Receita Corrente, e até que os recursos desviados sejam devolvidos. Essa é nossa pauta.

Brasília, 23 de junho de 2017”.

Assina: Fórum de Cultura do Distrito Federal.

Criado em 2017-06-27 01:14:19

¡Que viene mi marido!, peça espanhola em Brasília

Comédia escrita por Carlos Arniches, dias 23, 24 e 25 de junho, no Instituto Cervantes (707/907 Sul, lote D). Entrada franca.

O espetáculo é uma das obras mais famosas do teatro espanhol e será representado pela primeira vez em Brasília.

Essa obra de teatro foi encenada pela primeira vez em 1918, no Teatro Comédia, em Madri. Considerado um mestre da dramaturgia, Arniches escreveu a peça em três atos, nos quais apresenta uma série de acontecimentos emaranhados que vão ficando cada vez mais complexos, até que se resolve de forma rápida e fácil.

Encenada pela CIA Lago Paranoá, a montagem de ¡Que viene mi marido! tem o objetivo de difundir a essência da dramaturgia espanhola através de obras mais famosas do teatro espanhol.

É uma obra que reúne os requisitos básicos: a qualidade do argumento, a tradição, a simplicidade, o entretenimento e é acessível a todo tipo de público.

"A obra não pretende realizar estudos existenciais nem criar personagens de complexidade profunda, pelo contrário.", Rosa Sánchez-Cascado, ajudante de direção.

Sinopse

Carita, uma jovem apaixonada por seu namorado, recusa a proposta de casamento do seu padrinho multimilionário.

Este, completamente ressentido, deixa toda a sua fortuna ao nome de Carita ao morrer. Porém, com uma condição obrigatória: a herança somente será recebida quando a mulher ficasse viúva.

Carita, o seu namorado e toda a família buscam desesperadamente a chave para esquivar da referida cláusula e chegam a uma possível solução: casá-la com um errante condenado que lhe resta viver os últimos dias de vida, ou não.

Sobre a CIA Lago Paranoá

A companhia Lago Paranoá nasceu há 5 anos por iniciativa de José Suárez, assessor Técnico do Escritório de Educação da embaixada da Espanha à época.

É uma companhia formada por hispano falantes de diferentes nacionalidades que conta com o patrocínio e colaboração da Embaixada da Espanha no Brasil, do Instituto Cervantes e da Sociedade Cultural Brasil-Espanha.

Ficha técnica

Direção de Carmen Rodríguez Alfageme
Ajudante de direção: Rosa Sánchez-Cascado Nogales
Som e Iluminação: Pedro Maceira Landeyra
Apontadora: Antoinette Musilek
Elenco: Paula Bacariza, Mar Páramos Cebey, Noelia Barriuso, María Rupérez Vallejo, Mary Leisy Hernández, Javier Molina Martínez, Antonio Ribeiro, Lucio I. Carbajo, David Vázquez González, Christian Losada, Juan Fernández, Toribio de Prado.

Serviço:
¡Que viene mi marido!
Sexta-feira, 23/06, às 19h
Sábado, 24/06, às 18h30
Domingo, 25/06, às 18h30
Local: Instituto Cervantes de Brasília
Endereço: SEPS 707/907 Lote D
Telefone: (61) 3242-0603
Entrada Franca

Criado em 2017-06-22 16:33:40

Rollemberg propõe preservar (integralmente) o FAC, mas só em 2019

Romário Schettino -

O governador Rodrigo Rollemberg (PSB), ao receber hoje (21/6) representantes do movimento cultural, propôs incluir na Lei Orgânica de Cultura (LOC), que poderá ser votada semana que vem na Câmara Legislativa, um artigo que autoriza o GDF a utilizar recursos do Fundo do Apoio à Cultura (FAC) somente até 31 de dezembro de 2018.

O projeto de lei 95/2016, que já prevê o contingenciamento dos recursos do FAC, será sancionado pelo governador sem veto. Isso porque, segundo ele, o "GDF precisa de recursos para honrar compromissos, especialmente com a folha de pagamento dos funcionários públicos".  

Rollemberg prometeu que todos os projetos aprovados no FAC serão pagos integralmente. Essa afirmação foi relativizada pelo militante cultural Kaká, que lembrou serem os editais lançados pela Secretaria de Cultura limitados a valores correspondentes a apenas 2/3 dos recursos previstos na Lei Orgânica do DF (0,3% das receitas líquidas do DF). "O restante, óbvio, é levado para o Tesouro para pagar outras despesas, como vem acontecendo ao longo dos anos", concluiu Kaká.

Há um brutal represamento de recursos do FAC em função desses expedientes adotados pelo governo. Os números divergem, mas os cálculos do déficit chegam à cifra de R$ 100 milhões. A insatisfação é geral e, dificilmente, haverá acordo em torno da proposta do GDF.

O governador estava acompanhado do secretário de Cultura, Guilherme Reis, que defendeu listou ações de sua pasta como a aplicação de R$ 1,3 milhão para reforma do Museu Nacional Honestino Guimarães, da Biblioteca Nacional e a construção dos Complexos Culturais de Planaltina e de Samambaia e do CEU das Artes.

Os artistas e produtores culturais fizeram movimentação na porta do Buriti, interromperam o trânsito, até serem recebidos pelo governador. O Fórum de Cultura fará, em breve, uma reunião plenária para debater a proposta do governador.

A deputada Érika Kokay (PT), presente na reunião, disse "não ser razoável que o governador deixe nas mãos da secretaria de Fazenda a gestão das políticas culturais e que o fim do contingenciamento do FAC fique apenas para 2019, quando não se sabe quem será o próximo governante".

Criado em 2017-06-21 22:59:46

Hoje, 21 junho, aniversário de nascimento de Machado de Assis

Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no Morro do Livramento, Rio de Janeiro, no dia 21 de junho de 1839 e morreu no Rio, no dia 29 de setembro de 1908. É um dos maiores nomes da literatura do Brasil.

Escreveu em praticamente todos os gêneros literários. Foi poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista, e crítico literário.

Testemunhou a mudança política no país quando a República substituiu o Império e foi grande comentador e relator dos eventos político-sociais de sua época.

Fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Não há quem não tenha lido pelo menos um de seus livros: Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881); Quincas Borba; Dom Casmurro; Esaú e Jacó e Memorial de Aires, dentre outros.

Mas não é só isso, existem crônicas deliciosas sobre a vida no Rio de Janeiro, crítico e feroz analista do comportamento humano.

Nestes tempos sombrios no País, em que a ignorância tem se mostrado nas redes sociais, aproveite para comemorar o aniversário de Machado de Assis e procure um de seus escritos para ler. Vale à pena.

Criado em 2017-06-21 13:15:02

FAC ameaçado: Artistas vão às ruas para denunciar governo Rollemberg

Na próxima quarta-feira, 21 de junho, às 11h, em frente ao Palácio Buriti, ato em defesa do Fundo de Apoio à Cultura (FAC).

O Fórum de Cultura do DF, Conselhos Regionais de Cultura, Entes Agentes Culturais avisam que todos estão convocados para uma virada cultural contra o desmonte do FAC.

As entidades pedem que levem seus instrumentos musicais e que estejam caracterizados com seus personagens para fazer com que as vozes da cultura sejam ouvidas.

Em março de 2015, o governo aprovou a Lei Complementar 894, que autoriza a retirada dos recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) para pagar outras despesas.

Na prática, essa lei quebra a espinha dorsal do FAC, pois um fundo existe justamente para assegurar um mínimo de recursos para determinada ação considerada essencial.

Agora, com a autorização para usar o dinheiro do FAC nas despesas do Tesouro, esse se tornou o motivo principal do baixo investimento no FAC desde então.

No dia 23/5, a Câmara Legislativa aprovou o PLC 95/2016, apresentado pelo governador Rodrigo Rollemberg. Essa lei recupera a LC 894/2015,  que autoriza o GDF a sacar todos os recursos do FAC pra usá-los em outras despesas.

Essa Lei 894, aprovada em 2015, venceu em 2016. Há cinco meses o governo está usando os recursos do FAC sem cobertura legal.

Agora, o PLC 95/2016 ressuscita a lei vencida e, pior, sem determinar prazo de validade. Ou seja, o saque ficará valendo para sempre.
Em maio, Rollemberg fez uma reunião com movimento cultural e com Secretário de Cultura, Guilherme Reis, e disse que, antes da aprovação da nova lei, iria fazer emendas para tirar dela tudo que prejudicasse o FAC, mas não o fez.

Agora, a única forma de impedir que ela prejudique o FAC é exigir que o governador vete o artigo 22 da lei aprovada. Daí a importância do ato do dia 21 de junho.

Criado em 2017-06-19 21:58:30

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