Bonus pages

  • Como Apoiar
  • Contato

Main Menu

  • Capa
  • Artigos
  • Política
  • Cultura
  • Cidades
  • Entrevistas
  • Colunas
  • Crônicas & Agudas
  • Vídeos
  • Como Apoiar
BRASILIÁRIOS.COM BRASILIÁRIOS.COM BRASILIÁRIOS.COM
  • Capa
  • Artigos
  • Política
  • Cultura
  • Cidades
  • Entrevistas
  • Colunas
  • Crônicas & Agudas
  • Vídeos
  • Como Apoiar
Pesquisar por:
Pesquisar somente:

Total: 1890 results found.

Página 94 de 95

Cinema: "Cícero- Dias, o compadre de Picasso"

Novo documentário de Vladimir Carvalho, estreia nos cinemas nesta quinta-feira, 3 de novembro, em quatro capitais: Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. Em Brasília, o filme entra em cartaz no Itaú CasaPark.

O filme participou da seleção oficial do Festival Internacional de Documentário - É Tudo Verdade 2016 e recebeu os prêmios de melhor direção e melhor roteiro na Mostra Brasília do 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro 2016.

O primeiro contato de Vladimir com a obra e a figura de Cícero Dias foi através do pai, que era iniciado nas artes, desenhava, esculpia e sabia tudo sobre o pintor pernambucano.

Em 2005, numa viajem a Paris realizada dentro das celebrações do ano Brasil França, Vladimir soube da retrospectiva do pintor,  que acontecia na capital francesa e, com uma câmera emprestada, filmou a exposição.

Em contato com a viúva e a filha de Cícero Dias, teve acesso ao material de arquivo e ao atelier do pintor e ali decidiu realizar um documentário sobre o modernista.

De volta ao Brasil, Vladimir lançou dois longas e só retornou ao projeto em 2014, que foi filmado em Paris, Pernambuco – Jundiá e Recife, Curitiba e Rio de Janeiro.

CÍCERO DIAS - Pintor pernambucano ligado aos modernistas, Cícero Dias (1907-2003) radicou-se em Paris a partir de 1937, fugindo da perseguição política do Estado Novo.

Apesar da distância do país natal, ele nunca perdeu de vista as cores e os sons de sua infância, na casa de Jundiá, mesclando essas raízes com a convivência com nomes de ponta das vanguardas europeias, como Pablo Picasso, Fernand Léger e Juan Miró.
Dessa troca de influências, nasceu um pintor de repercussão internacional, que transformou toda a sua vivência, inclusive sua reclusão durante a Segunda Guerra  Mundial, na base de uma arte que atravessa fronteiras.

VLADIMIR CARVALHO - Em Brasília desde os anos de 1970, depois de longa atividade no Rio de Janeiro, onde foi colaborador de Eduardo Coutinho, Arnaldo Jabor e Geraldo Sarno. Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Paraíba (foto: José Varela).



Professor Emérito da Universidade de Brasília (UnB), teve participação direta na formação do movimento cinematográfico da cidade.

Seu primeiro longa-metragem, O País de São Saruê (1971), permaneceu nove longos anos interditado pela censura e só liberado no período da anistia e da redemocratização do país.

É autor ainda de O Evangelho segundo Teotônio, Conterrâneos Velhos de Guerra, Barra 68- sem perder a ternura, O engenho de Zé Lins, Rock Brasília , entre outros. Quase todos os seus filmes foram alvo de prêmios e distinções, sendo detentor de três Margaridas de Prata, outorgadas pela CNBB aos filmes Pedra da Riqueza e O Evangelho Segundo Teotônio e Conterrâneos Velhos de Guerra.

FICHA TÉCNICA:
Título: Cícero Dias, o compadre de Picasso
Brasil, 2016, 79 min, cor
Direção: Roteiro, Pesquisa: Vladimir Carvalho
Produção: Vladimir Carvalho
Coprodução: Cheuiche, Daniele Hoover e Com Domínio Filmes
Fotografia: Jacques Cheuíche
Montagem: Vladimir Carvalho e Gabriel Medeiros, EDT.
Som: Bruno Armelim
Música Original: Leo Gandelman

Criado em 2016-11-02 16:26:08

V BIFF – Brasília Internacional Film Festival

No Cine Brasília e no Cine Cultura Liberty Mall, de 4 a 13 de novembro. Concorrem películas de 15 países e estreia do Prêmio da Crítica José Carlos Avellar para o melhor filme. Homenagem a Sergio Leone, com exibição de seis clássicos do cineasta italiano. Os ingressos para as sessões da mostra dedicada ao grande cineasta terão preço fixo de R$ 4,00.

Uma maratona cinematográfica, com direito a programação inédita no Brasil, homenagem ao cineasta italiano Sergio Leone e pré-estreias especiais.

Este é o V BIFF – Brasília International Film Festival. Serão 16 filmes, entre ficções e documentários de longa-metragem nas mostras competitivas, seis títulos assinados por Leone na mostra especial, três animações para o público infantil, dois títulos em pré-estreia e um filme especial de encerramento.

O evento começa às 20h30, com a participação especial da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro executando composições de Ennio Morricone para a trilha sonora do filme “Por um punhado de dólares”, de Sérgio Leone, que poderá ser visto em seguida, na Sessão de Abertura, no Cine Brasília.

Voltado para a produção de jovens realizadores, o V BIFF vai apresentar, nas mostras competitivas, filmes inéditos no Brasil, produzidos entre 2015 e 2016.

Para esta quinta edição, os 16 filmes em competição foram selecionados de um total de 321 produções inscritas, de 40 países diferentes. Participaram da comissão de curadoria o crítico e jornalista Rodrigo Fonseca, o produtor, exibidor e diretor geral do BIFF, Nilson Rodrigues, as produtoras Lorena Quintas, Scarlett Rocha e Rafaella Rezende, a jornalista e programadora Anna Karina de Carvalho e a cineasta Érika Bauer.

O V BIFF vai distribuir três prêmios nas mostras competitivas. Caberá ao público eleger o Melhor Filme de Ficção e o Melhor Filme Documentário. E uma comissão formada por críticos de cinema elegerá o filme que vai receber o Prêmio da Crítica José Carlos Avellar, concedido pela primeira vez, como homenagem ao crítico carioca, falecido em março passado, que atuou como curador do BIFF em edições anteriores.

Além das exibições, o Festival promoverá um curso de roteiro, ministrado pela cineasta argentina Maria Meira (premiada no festival de Sundance pelo roteiro de La mirada invisible), e debates sobre os filmes, com a presença de realizadores e/ou dos curadores.

Para as crianças, o festival oferece a mostra Mundo Animado, com três títulos que poderão ser vistos também por alunos das escolas públicas – através de agendamento.

Na sessão de encerramento, exibição de Ma Ma, o mais novo filme do escritor e cineasta basco Julio Medem, o mesmo de Lucía e o Sexo (2010). Produzido em 2015, o filme é protagonizado pela atriz Penélope Cruz.

MOSTRAS COMPETITIVAS - Os filmes em competição estão divididos em duas categorias: ficção e documentário. Estão na programação títulos produzidos na Turquia, França, Espanha, Brasil, Colômbia, México, Portugal, Israel, Irã, China, Paraguai, Itália, Polônia, Estados Unidos, Alemanha e Canadá.

Dentre as ficções, há títulos assinados por jovens realizadores já com trajetória sólida e prestigiada no universo do cinema mundial. É o caso do turco Mehmet Can Mertoglu, que com seu primeiro longa-metragem, Album, conquistou sete prêmios em festivais importantes como Cannes, Sarajevo e Jerusalém. Também na mostra competitiva de ficção, a israelense Michal Vinik traz Barash – o amor bate à sua porta, que recebeu os prêmios de primeiro lugar em festivais como Haifa e Milão.

Ainda o polonês Tomasz Wasilewski com Estados Unidos pelo Amor, que detém, entre outros, o prêmio de melhor roteiro do Festival de Berlim; e o mexicano Marcelino Islas Hernandez, com o filme A caridade, sua segunda experiência como diretor – a primeira, Martha, conquistou prêmios na Croácia e no México. Marcelino Islas Hernandez estará em Brasília para conversar com o público no sábado, dia 5 de novembro, após a exibição de seu filme, às 19h, no Cine Brasília. Ingressos para os filmes das Mostras Competitivas a R$ 12,00 e R$ 6,00 (meia).

Dentre os documentários, estão na competição filmes como “Al Purdy esteve aqui”, sobre a vida e a obra de um dos maiores poetas canadenses do século XX, que marca a estreia em longa-metragem do aclamado crítico e comentarista canadense Brian D. Johnson.

Também Exercícios da Memória, recentíssimo filme da paraguaia Paz Encina, que com seu primeiro longa, Hamaca paraguaya, exibido na mostra Um Certain Regard do Festival de Cannes, conquistou nada menos que o Prêmio FIPRESCI, concedido pelos críticos de cinema internacionais, além de prêmios em festivais de Lima, Miami, Rotterdam e São Paulo.

E ainda o espanhol Ander Duque, diretor e compositor nascido em Barcelona, que traz o filme Zoe e conversa com a plateia no dia 11 de novembro, após a exibição do documentário, programado para as 19h, no Cine Brasília.

MOSTRA SERGIO LEONE - O V BIFF fará homenagem especial ao premiado diretor italiano Sergio Leone (1929-1989), conhecido como o criador do western spaghetti, o faroeste à italiana, que renovou o gênero western.

A obra de Leone, que é inspiração confessa de diretores contemporâneos como Quentin Tarantino e Robert Rodriguez, estará representada por seis títulos, dentre os mais conhecidos do realizador.

A mostra começa já no dia de abertura do festival, com a exibição do antológico Por um punhado de dólares, que apresenta o ator/diretor Clint Eastwood no começo da carreira e marca o início do que seria conhecida como a Trilogia dos Dólares de Leone.

No filme, estão presentes os elementos que fizeram a fama do estilo de western à italiana, marcado por heróis solitários, sem nome, individualistas e meio sem escrúpulos, ou seja, sem o maniqueísmo dos títulos anteriores do gênero. A programação segue com os outros dois títulos da Trilogia dos Dólares: Por uns dólares a mais e Três homens em conflito, ambos protagonizados por Clint Eastwood e Lee Van Cleef e considerados clássicos.

O público poderá ver também a chamada Trilogia Era uma vez, com os filmes que Sergio Leone ambientou na América: Era uma vez no Oeste, de 1968, com Cláudia Cardinalle, Henry Fonda e Charles Bronson, apontado por muitos como o melhor western já produzido; Quando explode a vingança (também conhecido como Quando explode a revolução), de 1971, sobre a Revolução Mexicana; e Era uma vez na América, um épico sobre a ação das máfias lançado no Festival de Cannes de 1984 e vencedor do Globo de Ouro.

MUNDO ANIMADO - Especialmente programada para crianças a partir dos seis anos de idade, a mostra Mundo Animado vai apresentar três títulos, que poderão ser vistos aos sábados e domingos, às 11h, e de segunda a sexta-feira, às 9h30 e às 14h30. A mostra é aberta a alunos da rede pública de ensino através de agendamento prévio (sem cobrança de ingresso) e também ao público em geral, com ingressos a R$ 12,00 e R$ 6,00.

Canção do Oceano é animação dirigida pelo irlandês Tomm Moore e com produção internacional que reuniu Bélgica, França, Dinamarca, Irlanda e Luxemburgo. Indicado ao Oscar de Melhor Animação em 2015, o longa apresenta uma história de aventura que recupera lendas antigas do povo celta.

Em Pinóquio, da alemã Anna Justice, está de volta uma das histórias mais amadas pelas crianças do mundo. A partir de um pedaço de madeira, o carpinteiro Geppetto constrói um boneco que ganha vida e escapa de casa para viver uma série de aventuras que incluem desde fugir com um circo até ser engolido por uma baleia. Essa vivência irá mostrar ao boneco as virtudes necessárias para se tornar um menino de verdade.
E ainda Mortadelo e Salaminho em Missão Inacreditável, uma divertida comédia em animação dirigida pelo espanhol Javier Fesser, que mostra como os atrapalhados detetives terão que fazer para conseguir prender o debochado vilão Jimmy Odoidão e recuperar o documento ultrassecreto roubada da agência de inteligência T.I.A. (Técnicos de Investigações Avançadas).

Programação completa no site: www.biffestival.com

Criado em 2016-10-30 23:19:48

Livro: "O que é cristianismo da libertação"

Lançamento dia 7 de novembro, 19h, no Auditório da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPS), que fica na Rua General Jardim, 522, Vila Buarque (próximo à Estação República do Metrô).

O autor Michael Löwy dará uma aula aberta e, após, autógrafos no lançamento do livro.

Michael Löwy é brasileiro, filho de imigrantes judeus de Viena (Áustria), nasceu em São Paulo, cidade em que passou sua infância e adolescência.

Em 1960, formou-se em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo, tendo sido colega de Roberto Schwarz e Gabriel Bolaffi. No ano seguinte, partiu para a França, onde estudou sob a orientação de Lucien Goldmann, concluindo o Doutorado em 1964, com uma tese sobre a Revolução comunista na obra do jovem Karl Marx.

Após alguns anos vivendo em Israel, Löwy retornou à França em 1968, passando a trabalhar na Université de Paris VIII como assistente de Nicos Poulantzas. Em 1976, obteve o doctorat d’État com uma tese sobre a evolução política do jovem Lukács.

Nos anos 1950-1960, fez parte da Liga Socialista Independente, organização que contava com Hermínio Sacchetta entre seus dirigentes. Em 1968, associou-se à Quarta Internacional, tornando-se membro da Primeira seção, a Ligue Communiste.

Em sua militância revolucionária, Löwy esteve constantemente atento às lutas sociais e organizações políticas de esquerda, das Ligas Camponesas ao MST.

A partir de 2013, passou a coordenar a coleção "Marxismo e literatura" da Editora Boitempo em conjunto com Leandro Konder. No final de 2014, com a morte de Leandro, assumiu a coordenação integral da coleção.

Criado em 2016-10-30 23:10:58

A montanha, o mar

João Lanari Bo -
 
Acredite, se quiser: Toque de pecado, o fabuloso filme de Jia Zhangke de 2013, continua sem distribuição na China.
 
Exibido no Festival de Cannes e em vários mercados, Brasil inclusive, permanece invisível no país de origem.
 
Algum nervo sensível do aparato estatal chinês aparentemente incomodou-se com o tom sardônico e pulsional das histórias entrecruzadas do filme, retrato um tanto impiedoso da China contemporânea.
 
Mesmo depois das exaustivas negociações pré-produção com o governo para autorizar as filmagens – sem falar que o poderoso conglomerado estatal Shanghai Film Group Corporation é um dos coprodutores - Toque de pecado continua nas prateleiras dos distribuidores chineses.
 
Enquanto isso, seu longa mais recente, o estupendo As Montanhas Se Separam, concluído em 2015, chega às telas brasileiras.
 
Claro, é absolutamente desproporcional achar que um modesto filme, por melhor que seja, seja capaz de provocar impacto relevante.
 
Ainda mais na sociedade de consumo que se transformou o gigantesco país, governado por uma espécie de capitalismo de Estado autoritário.
 
E, sobretudo, porque o cinema de Jia definitivamente não é um cinema de massa, em qualquer país: são apenas filmes que atraem uma plateia cativa e significativa, fiéis espectadores do diretor. É preciso um alto grau de elaboração teórico-conspiratória para achar que Toque de pecado possa causar algum dano ou rachadura na paz social.
 
Mesmo a assertiva acima de que o filme é um “retrato um tanto impiedoso da China contemporânea” é ponto duvidoso. Afinal, quem consegue representar essa unidade nacional que é a República Popular da China ?
 
Trata-se um uma síntese dificílima (senão impossível) de produzir, dadas as limitações óbvias da linguagem cinematográfica e dado - acima de tudo - a escala e complexidade do objeto, um país com mais de 1,3 bilhão de pessoas espalhadas em 23 províncias.
 
Não existe paralelo no mundo, ainda mais para a nossa combalida razão cartesiana.
 
O talento e o faro de Jia Zhangke são capazes de captar fragmentos lancinantes desse mundo quase infinito, embutindo-os na própria mise-en-scène. Cada plano filmado por Jia, como diz a crítica do New York Times, Manohla Dargis, reflete as (vertiginosas) mudanças sociais e econômicas por que passa a China. Mas não vão provocar revoluções ou anarquia política.
 
As Montanhas Se Separam percorre três épocas desse processo histórico, 1999, 2014 e 2025. Poucos personagens e simplicidade: na primeira delas, um triângulo amoroso estilo Jules e Jim ornamenta a narrativa. O cenário, mais uma vez, é a cidade natal de Jia, Fenyang, norte da China, século 20. Zhao Tao, atriz (e mulher do diretor), oscila entre dois candidatos, um ascendente nouveau riche do capitalismo chinês e um ameno trabalhador da mina local, amigo de infância.
 
A proporção da imagem na tela remete ao 16mm, bitola em que Jia rodou seus primeiros trabalhos nos anos 90. O alpinista social apresenta à amada seu novo carro, um Volkswagen Santana (idêntico ao produzido no Brasil, quando a matriz alemã tinha descartado o modelo há muito).
 
As situações que testemunhamos são simplórias, conduzidas como um folhetim de província. Uma sequência no clube noturno, cenário simbólico da nova era que se anunciava no país, sela o destino: a disputada escolhe o candidato a milionário.
 
Em 2014, o tempo real: Zhao (em sua melhor atuação no cinema) divorciou, e continua em Fenyang. O filho ficou com o pai e foi viver em Xangai. A tela abre e o quadro é cinemascope.
 
O candidato descartado e desgostoso, que havia emigrado para outra província, retorna com mulher e filho, mas gravemente doente. O pai de Zhao morre sentado em uma estação de trem, Zhao desestabiliza-se e a criança vem ao enterro: aeroportos, trem-bala e uma panorâmica do centro de Fenyang sinalizam a nova paisagem da China contemporânea.
 
A densidade psicológica das situações é muito mais visível que em 1999. As relações familiares e interpessoais estão mais complexas, o cinema de Jia mudou e o poderoso ex-marido prepara-se para emigrar para Melbourne, na Austrália.
 
Um rápido comentário inserido em um plano trivial nos informa que o emigrante, na verdade, fugiu de Xangai em 2014 para evitar ser preso por corrupção. Estamos em 2025, em Melbourne. Bebe muito, mora em um amplo apartamento com vista para o mar, e guarda um arsenal de armas em casa.
 
Continua com dificuldades em falar inglês. Seu filho, universitário, não vê a mãe desde que saiu da China com a família, e tem inevitáveis barreiras no diálogo com o pai. Entra em cena sua professora de mandarim, encarnada pela magnífica atriz e diretora taiwanesa (residente em Hong Kong) Sylvia Chang, de 60 anos. Inicialmente mediadora do conflito, acaba atraindo os desejos do jovem.
 
Decidem viajar a Fenyang, para um reencontro com Zhao, e depois a Toronto, onde ela vivia. Na hora de comprar a passagem, hesitam.
 
Que lugar é esse escolhido por Jia ? Afetos que circulam e se rompem, atravessam oceanos e deixam-se influenciar, ao fim e ao cabo, pelas vicissitudes históricas que nascem em um ponto isolado da China ingênua e socialista.
 
O lugar, o território da realização do bem estar capitalista, é idealmente a Austrália, objeto de desejo dos emergentes chineses (e, for that matter, de brasileiros, indianos e outros).
 
A trama costurada pelo diretor nos envolve melodramaticamente por degraus, saltando no tempo e espaço, e impregnando a atmosfera com memórias e decepções, luto e melancolia.
 
No final, a emancipação edipiana: a mãe retorna como professora, um porto efêmero mas seguro.

Criado em 2016-07-19 00:55:26

Atores falam da emoção de atuar para mães presidiárias e seus bebês

Angélica Torres Lima -

Após apresentarem o espetáculo Meu Jardim para mães com bebês detidas no presídio feminino Colmeia, da Papuda, os três atores do grupo paulista Sobrevento gravaram depoimentos da impactante experiência vivida.

Dois atores do grupo, Luiz André Cherubini e Maurício Santana, e o compositor da trilha sonora da peça, João Poleto, contam aqui essa primeira vivência artística dentro de um presídio. E a produtora do festival Clarice Cardell (La Casa Incierta) fez um arremate de tudo o que viu.

Luiz André Cherubini
“Fiquei muito impressionado. É uma oportunidade rara para nós artistas estarmos com um público em situação tão especial. Ao começar, bebês e mães ficaram um pouco desconfiados. Mas no decorrer do espetáculo foram se envolvendo, e foi bonito ver isso. Porque são três figuras masculinas em cena que, se num primeiro momento podem ter causado a impressão de um certo enfrentamento, logo vão se revelando como irmãos, parceiros, pessoas iguais, e que fazem um espetáculo no qual acreditam muito. Essa fé no que fazemos acaba envolvendo o público e lhe proporcionando uma experiência tão rica quanto é para nós”.
 
João Poleto
“No começo estávamos tateando, sem saber que relação iríamos estabelecer. Eram muitas mães e poucos bebês, algumas grávidas, mas aos pouquinhos os bebês tomaram conta: se acomodaram e de repente estavam todos, ao modo deles, prestando atenção no palco. E pronto. A conexão foi feita também com as mães, e a peça aconteceu”.
 
Mauricio Santana
“Foi tudo muito diferente para nós, desde tecnicamente, pelas restrições de material e equipamento permitidos no recinto, mas sobretudo pelo encontro com pessoas que estão proibidas de ter qualquer tipo de liberdade. Isso é emblemático para um espetáculo de teatro, ainda mais para bebês, por ser um encontro poético, que põe as pessoas em pé de igualdade: quanto atuamos para bebês não se sabe mais quem é bebê quem é ator: nos tornamos iguais. Então, é possível fazer um convite às espectadoras de uma situação assim, pra que elas não se esqueçam de que, mesmo em situação tão extrema, ninguém nos tira o direito de sonhar coisas melhores do que as que acontecem na realidade. Para mim foi muito emocionante. Eu nunca tinha ido num presídio. É chocante ver e saber de pessoas que estão vivendo uma situação assim tão triste, de tanta restrição. Foi uma experiência muito rica, um aprendizado, e agradecemos La Casa Incierta pelo convite e pela oportunidade”.
 
Clarice Cardell
“Estive hoje pela terceira vez na Colmeia, onde os grupos mudam rápido, porque são mães grávidas, mas algumas me reconheceram das apresentações anteriores que fizemos. Neste grupo eram 20 mães e oito bebês e, ao chegarmos, o que notei no ar foi uma grande dor, uma tristeza e uma amargura profundas. E a metáfora do espetáculo, que é a construção de um jardim no meio de um deserto, de certa forma se constelou muitas vezes ali, porque não poderia haver ambiente mais desértico da alma do que aquele espaço. E pouco a pouco, através dos bebês e da arte, ternura e sensibilidade foram emergindo e pequenos sorrisos se esboçando naqueles rostos tristes. Eu acho que um pequeno jardim foi plantado ali hoje”.

Criado em 2016-07-19 01:25:36

Humor inteligente em tempos sombrios

Venício A. de Lima - 

Em tempos sombrios, nada melhor do que um certo humor refinado e inteligente para aliviar tensões e incertezas. É isso que o novo livro do jornalista e escritor Márcio Bueno nos oferece em Faíscas verbais – A genialidade na ponta da língua que a Editora Gutenberg coloca agora no mercado.

Márcio Bueno é conhecido e reconhecido por seu excelente A origem curiosa das palavras – lançado em 2002 pela José Olympio e já em 6ª edição – um dicionário bem humorado sobre a origem de palavras que fazem parte de nosso vocabulário cotidiano e que repetimos, muitas vezes, sem saber exatamente a razão de seu significado.

Há décadas Márcio vem colecionando lampejos verbais de personalidades públicas – políticos, artistas, boêmios, cientistas, intelectuais, esportistas, militares, economistas, dentre outros – que chamam a atenção exatamente por serem improvisos diferenciados que ele chama de “faíscas verbais”.

Esses lampejos, disparados de supetão, são capazes de vencer um debate, desconsertar um entrevistador, derrubar um adversário com a força de um jab ou de um cruzado.

E, no caso de políticos – a maior parte das “faíscas” colecionadas – valem por si só, independentemente de concordarmos ou não com a posição que está sendo defendida. É essa coleção de tiradas geniais que Márcio reuniu no livro agora publicado.

O leitor (a) encontra tiradas geniais de políticos como José Maria Alkmin, Leonel Brizola, Jânio Quadros, Carlos Lacerda, Delfim Neto, Getúlio Vargas e Tancredo Neves; de artistas/intelectuais/jornalistas como Chico Buarque, Ary Barroso, Tim Maia, Stanislaw Ponte Preta, Barão de Itararé, Nelson Rodrigues, João Saldanha e Jaguar; e de esportistas como o hoje senador Romário, Dadá Maravilha, Garrincha e Neném Prancha.

Sem querer antecipar o prazer da leitura, reproduzo três de minhas “faíscas verbais” preferidas (são mais de quinhentas):

Em dia de mais uma decisão entre o Atlético e o Cruzeiro no campeonato mineiro de futebol, jornalistas aproveitam uma coletiva de imprensa e perguntam a Tancredo Neves para qual time ele vai torcer. Resposta: “Eu sou América, meu filho, mas gosto muito do Atlético, do Cruzeiro e de todos os nossos valorosos clubes do interior.”
Nos tempos em que a virgindade ainda era tabu, alguém pergunta a uma aristocrata britânica se ela era favorável ao sexo antes do casamento.Resposta: “Não atrasando a cerimônia, por mim, tudo bem...”

Só mais uma. Chico Buarque está ao lado de Edu Lobo quando alguém se aproxima e comenta: “Dizem que vocês dois são a dupla Pelé-Coutinho da Música Popular Brasileira.” Chico olha pra Edu e pergunta: “Você concorda, Coutinho?”

Recomendo, pois, enfaticamente mais esse brilhante trabalho de Márcio Bueno. É leitura leve e agradável que nos coloca em contato com a genialidade improvisada de figuras públicas que admiramos, mesmo sem concordar com elas.

Vale a pena a leitura de Faíscas verbais – A genialidade na ponta da língua.

__________
(*) Venício A. de Lima, professor aposentado da Universidade de Brasília, pós-doutor em Communications pela Universityof Illinois.

Criado em 2016-07-19 02:37:51

Um Festival bem aqui, ao lado de casa

Alexandre Ribondi -

Anápolis, essa cidade desconhecida, está apresentando, desde o dia 19 de julho (e até o dia 24), a XXV Mostra de Teatro e o X Festival Nacional de Teatro.

Com produções locais, reservadas à Mostra, que não tem caráter competitivo, e com obras vindas de Goiânia, Brasília e apenas uma do Rio de Janeiro, o evento pode ter a capacidade de fazer com que o Centro-Oeste olha para o seu próprio umbigo e se conheça melhor.

O Distrito Federal abriu o Festival. À tarde, no Parque Ipiranga, com o espetáculo Exemplos de Bastião, do grupo Mamulengos Sem Fronteiras. À noite, o Teatro Municipal foi o palco para Os Estonianos, dirigido por Fernanda Rocha e Larissa Mauro.

Para o secretário de Cultura de Anápolis, Augusto César de Almeida, “toda a cidade se movimenta com as apresentações dos espetáculos, com as oficinas e com as políticas culturais setoriais. A beleza e a magia do teatro e do circo contagiam a cidade”.

Na verdade, Anápolis tem história para contagiar quem vem à Mostra e ao Festival, que mantém uma lotação de cerca de 80% do teatro durante as apresentações.

Um dos membros do júri, o ator e diretor Jonatas Tavares, é anapolino e foi ele um dos criadores da Mostra, quando a cidade, sobrevoada por aviões Mirage, ainda era área de segurança nacional.

Ele lembra: “Anápolis sempre foi uma cidade com pendores intelectuais, com tradição de teatro e circo. O palhaço Carijó, da tradicional família circense italiana Simonetti, era daqui”.

É provável que essa tradição tenha feito com que o secretário Augusto de Almeida tenha lembrado a importância de eventos desse porte para a afirmação de uma cidade que nascida Sant’Anna das Antas, completa agora 109 anos de vida.

No Festival, a grande e boa surpresa, para os brasilienses, tem sido Goiânia.  Em primeiro lugar, foi justamente no Parque Ipiranga, um antigo brejo transformado em área de lazer pela administração do prefeito Antônio Gomide (PT), que se apresentou o grupo goianiense Carroça, com o divertido, criativo e ácido espetáculo Tartufo, Era Uma Vez, com direção de Constantino Isidoro.

E, no mesmo dia, o poético e muito bem acabado espetáculo Lágrimas de Guarda-Chuva subiu ao palco para a ovação do público.

A peça é dirigida por Danilo Alencar e teve a preparação de elenco comandada pelo palhaço, ator e diretor brasiliense Zé Regino.

Para o último dia, sexta-feira, estão programadas as peças Farsa da Boa Preguiça, do grupo Guará, de Goiânia, e As Mulheres da Rua 23, do Rio de Janeiro.

Criado em 2016-07-22 17:51:00

Espetáculo de dança e oficina gastronômica no Dia das Crianças

O Movimento Internacional de Dança (MID) faz homenagem às crianças no dia 12 de outubro (quarta-feira) com o espetáculo de Teatro e Dança BANG!, produção francesa coreografada pelo holandês Herman Diephuis e estrelado pelas bailarinas Mélanie Giffard e Dalila Khatir.

O espetáculo será apresentado unicamente nesta quarta-feira (12) em duas sessões: às 16h e às 18h no Teatro 1 do CCBB/Brasília. Os ingressos custam R$ 10,00, a meia entrada. FALADO EM PORTUGUÊS.

Uma outra opção para o dia 12 de outubro está no C’est la Vie (CLS 408, Bloco A, loja 05, Asa Sul), das 10h30 às 18h. Oficina gastronômica com menu especial,brincadeiras de rua e pratos especiais.
 
A creperia C'est la Vie quer festejar o Dia das Crianças com criatividade gastronômica. A programação começa pela manhã e será liderada pela chef La Vivi, criação de Tina Carvalho.

A partir de 10h30, ela comanda oficina de culinária para crianças de 5 a 10 anos com pratos que estimulam a alimentação saudável. No menu, guacamole, panqueca recheada e, de sobremesa, banana com calda de chocolate decorada com castanhas e outras coberturas. 

A oficina vai até 12h30 e tem um custo de R$ 15 por criança, incluindo o menu e suco.
 
Às 13h30, a palhaça Marmota vai resgatar jogos e brincadeiras de rua para estimular a criatividade e o trabalho em equipe. Corre cotia, cabra cega, pula corda e muito mais!

BANG! é um divertido e irreverente espetáculo sobre o medo, mas não só aquele que assusta, mas também o que atrai e incita a criatividade. Aqui o medo é tratado com um senso de humor absurdo. As duas bailarinas brincam com medos da infância (fantasmas, ruídos, lobo mau, escuro), mas também com os medos existenciais: o medo do outro, de sua indiferença, da solidão, da morte. Tudo isso é apresentado de forma lúdica e irreverente, do jeito que a garotada gosta. Sem medo de ter medo.

Criado em 2016-10-10 18:41:03

Um retrato do cinema japonês

Lançamento do livro “Cinema japonês – Filmes, histórias, diretores”, escrito por João Lanari Bo e publicado pela Giostri Editora, na programação de eventos da 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, dia 23 de outubro, às 16h, na Blooks Livraria, Shopping Frei Caneca.

O cinema foi inventado no final do século 19 e o Japão reinventou-se na mesma época. Cinema, para os japoneses, foi muito além da criação de um novo e espetacular modo de expressão: foi o meio privilegiado de acesso ao mundo, de assimilação de novas imagens e culturas.

O cinema foi uma das alavancas dessa reinvenção. Kurosawa, Mizoguchi, Ozu, Oshima e tantos outros são destacados agentes do Japão moderno, re-inventores que devolvem ao mundo a singularidade e elegância desse formidável patrimônio visual.

O objetivo de Lanari Bo, professor de cinema da Universidade de Brasília (UnB) e que residiu no Japão por três anos, é encorajar novas audiências a mergulhar numa virtualidade sedutora que emana do território cinematográfico japonês, mas sem limitá-lo ou rotulá-lo.

Serviço:
Livro: CINEMA JAPONÊS – FILMES, HISTÓRIAS, DIRETORES.
Autor: João Lanari Bo
232 páginas - R$ 59,00
Blooks Livraria (Shopping Frei Caneca)
Rua Frei Caneca, 569 – 3º piso – Consolação – São Paulo
Informações: (11) 3259-2291

Criado em 2016-10-15 05:24:34

Tarde de autógrafo com Venício Lima na III Bienal do Livro

No dia 23 de outubro, às 17h, no estande 46, da Editora Universidade de Brasília, no Estádio Mané Garrincha.

Comunicação, cultura, mídia, política e democracia são temas de dois livros do pesquisador das políticas de comunicação e defensor de um novo marco regulatório para o setor Venício A. de Lima, que serão lançados e autografados na III Bienal Brasil do Livro e da Leitura, que acontece de 21 a 30 de outubro, no Estádio Nacional Mané Garrincha.

“Cultura do silêncio e democracia no Brasil: Ensaios em defesa da liberdade de expressão (1980-2015)”, o mais recente livro do autor, publicado pela Editora UnB, traz ensaios sobre políticas públicas de comunicação, mídia e política e liberdade de expressão.

Lima investiga a questão da comunicação social na sociedade brasileira sob o pensamento de Paulo Freire e Stuart Hall. Os textos trazem também à reflexão outro conceito tão caro a todos: a democracia.

Nesta coletânea, o autor aborda ainda o conceito seminal de cultura do silêncio desde suas raízes em Vieira, passando por Southey e Berlink, até sua apropriação criativa em Paulo Freire. Em Stuart Hall, o autor foi buscar a sua contribuição para os estudos de mídia. Hall apostava na diversidade cultural e no multiculturalismo como possibilidades reais de transformação social.

“Comunicação e cultura: As ideias de Paulo Freire”, também será lançado e autografado por Venicio A. de Lima. Trata-se de uma reedição, pela Editora UnB e Fundação Perseu Abramo, sobre o pensamento do grande educador brasileiro acerca da comunicação como direito humano fundamental.

Para o autor, a reedição da obra, 30 anos depois, reveste-se de importância devido ao exercício de diálogo crítico que esse tema proporciona aos estudiosos da comunicação e cultura e porque Paulo Freire era um defensor da comunicação como direito humano fundamental de homens e mulheres, opondo-se à “cultura do silêncio”, que nega a boa parte da população sua liberdade fundamental de se expressar.

A reedição da obra ganhou uma significativa contribuição. A também educadora e viúva de Paulo Freire, Ana Maria Araújo Freire escreve o prefácio, no qual avalia a mensagem profundamente libertadora dos escritos de Freire sobre comunicação e cultura e que levam os leitores a sentir a importância e a grandeza de Freire.

Para ela, a reedição da obra põe de volta nas discussões acadêmicas o pioneirismo, a importância e a atualidade do pensamento de Paulo Freire, no que se refere à teoria da comunicação, da qual ele próprio é uma das expressões maiores no Brasil.

Criado em 2016-10-20 12:50:51

CDH condena censura ao filme “Aquarius”

O deputado Padre João (PT-MG), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados divulga nota sobre censura ao filme “Aquarius!”, de Kleber Mendonça Filho.

Veja a íntegra da nota:

“O filme brasileiro "Aquarius", recentemente premiado em diversos festivais internacionais, teve sua classificação indicativa elevada para 18 anos.
A medida, que na prática implica maior restrição de acesso ao longa-metragem, é do Ministério interino da Justiça.

O filme ganhou notoriedade, entre outros motivos, após seu elenco e diretores (as) denunciarem a ameaça de golpe no Brasil durante o Festival de Cannes, em maio deste ano.

O MJ interino alega que a elevação para 18 anos deve-se à presença de “situação complexa de sexo” na obra.

De acordo com o “Guia Prático de Classificação Indicativa” do ministério, entretanto, essa situação só é caracterizadas por relação sexual de incesto, sexo grupal e fetiches violentos, o que o filme não contém.

Manifestações políticas praticadas pelo elenco ou diretores do filme não se enquadram em nenhum dos casos citados pelo Guia.

A motivação da medida, portanto, é clara: retaliação política. Ela confirma a tendência histórica de governos sem legitimidade eleitoral de atacarem a liberdade de expressão e de praticarem censura.

As posturas do governo interino podem, ainda, atrapalhar a indicação do filme pernambucano à representação do Brasil no Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2017. Embora seja um forte candidato segundo os críticos, o Ministério interino da Cultura já deu sinais de que irá dificultar sua indicação na Comissão do Oscar.

Além de revelar o caráter autoritário recentemente adotado pelo governo interino, o ataque à liberdade de expressão é inconstitucional e caracteriza uma violação de direitos humanos.

Brasília, 23 de agosto de 2016
Deputado Padre João – Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias”.

Criado em 2016-08-24 01:32:47

Exposição: Respiro de Diego Bresani

Na Galeria Athos Bulcão, do Teatro Nacional, até o dia 16 de outubro. São 50 retratos feitos pelo artista nos últimos 10 anos. Curadoria de Matias Monrteiro.

São fotos de nus, rostos, amigos, objetos. Uma variedade que inquieta e, sobretudo, desperta a curiosidade e a sensualidade. São retratos feitos em várias partes do mundo por onde andou Bresani.

Duas fotos do diretor de teatro uruguaio-brasiliense, Hugo Rodas são admiráveis.

O fotógrafo brasiliense diz que "retratos são histórias. A foto pode ser boa ou não, mas o mais interessante é a história que ela traz.”

"Retratos I" tem obras impressas em qualidade Fine Art, de tamanhos variados. Enfim, uma exposição para ser apreciada e curtida em todos os seus detalhes. Confira.

Criado em 2016-10-06 01:50:29

A quem interessa o preconceito?

Para quem deseja saber um pouco mais sobre o preconceito linguístico que assola a sociedade brasileira, o escritor e professor da UnB, Marcos Bagno, apresenta o seu "livrinho, assumidamente engajado e "doutrinador".

De fato, este livro é leitura fundamental para quem quiser entender o que é o preconceito e suas formas da dominação.

A nova edição de Preconceito Linguístico, revista, ampliada e atualizada, esclarece pontos ambíguos e nebulosos das propostas teóricas e políticas implicadas na versão publicada em 1999.

Além disso, agrega importante material resultante da extensa pesquisa de Marcos Bagno voltada contra o preconceito linguístico e em favor de uma educação em língua materna mais democrática e coerente com o estado atual das ciências da linguagem e da educação.

Sem essa de escola sem partido, sem ideologia. Só a liberdade e a consciência humanista no comando das universidades e das redes de ensino no país podem garantir a democracia em todos os níveis.

Os interessados em adquirir o livro de Marcos Bagno devem se informar no site:

http://parabolaeditorial.com.br/loja/par%C3%A1bola/preconceito-lingu%C3%ADstico-detail.html

Criado em 2016-08-04 22:01:01

Rodin – o despertar modernista

Esculturas do francês Auguste Rodin e fotografias sobre o artista e sua obra serão exibidas pela primeira vez em Brasília. Com a curadoria de Marcus de Lontra, a exposição estará no Espaço Cultural Marcantonio Vilaça, no TCU, de 17/8 a 5/11. Abertura dia 16 de agosto. Entrada franca.

Um dos escultores mais famosos da história – partilhando a celebridade apenas com Michelangelo e Donatello – Auguste Rodin é um dos poucos artistas que dividiram a trajetória da linguagem artística na modalidade em que atuaram. A escultura é uma antes e outra depois de Rodin.

Sob curadoria de Marcus de Lontra Costa, a exposição Rodin – o despertar modernista é dividida em dois segmentos. No primeiro está um conjunto de 14 esculturas, pertencentes aos acervos da empresa mineira Vallourec (10 cópias em resina autorizadas pelo Museu Rodin, de Paris) e da Pinacoteca do Estado de São Paulo (4 obras originais).

No segundo, fotografias vindas especialmente do Museu Rodin, na França, e outras que integram o acervo da Pinacoteca de SP, num total de 36 imagens, selecionadas para informar o espectador sobre a vida e a obra do grande mestre.

Vai ser possível conhecer mais de perto o cotidiano de Rodin em seu ateliê e seu método de trabalho – Rodin desenhava suas peças, esculpia em formato menor, fazia os moldes em gesso e depois seus assistentes se incumbiam de ampliá-las em outros materiais.

Considerado o primeiro escultor da era moderna, responsável por recuperar a importância da escultura como linguagem artística, Auguste Rodin sintetiza, em seu trabalho, tradição e invenção. Em suas obras de pequeno porte, torções e movimentos de referência expressionista acentuam a sensualidade e a poética do mestre.

Obras como O beijo e O Pensador atuam no imaginário coletivo como marcos da comunicação estética da cultura ocidental.
Segundo o curador, a escolha de Brasília para receber a exposição não acontece ao acaso: “se as esculturas de Rodin fundam a modernidade e acentuam o início de um movimento que embasa todo o século XX, Brasília representa a apoteose e o ocaso do pensamento e da produção estética modernista. Distantes no tempo, as esculturas de Rodin e a arquitetura de Brasília dialogam, ambas, com a tradição barroca e a clareza do método construtivo”.

CURADORIA - Marcus de Lontra Costa atua como crítico e curador de artes desde 1978. Foi diretor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage e organizou a histórica mostra "Como vai você Geração 80", em 1984. Atuou como assessor do Ministério da Cultura para a implantação do Museu de Arte Moderna de Brasília.

Durante os anos 1990, dirigiu o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (91/97) e o Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães, no Recife (1997/2000).

Foi Secretário de Cultura e Turismo de Nova Iguaçu (RJ), onde implantou as oficinas culturais do projeto "Bairro-Escola", que atendeu a mais de 30.000 estudantes.

O ARTISTA – François Auguste René Rodin (Paris, 12 de novembro de 1840 — Meudon, 17 de novembro de 1917), foi educado tradicionalmente, teve o artesanato como abordagem ao seu trabalho, e desejava o reconhecimento acadêmico, embora ele nunca tenha sido aceito na principal escola de arte de Paris (sua incapacidade em ganhar a vaga pode ter sido devida ao gosto neoclássico dos juízes, enquanto Rodin tinha sido educado à luz da escultura do século XVIII. Deixando a Petite École em 1857, Rodin ganhava a vida como artesão e com ornamentos durante a maior parte das próximas duas décadas, a produção de objetos decorativos e enfeites arquitetônicos).

Em 1900, ele era um artista de renome mundial. Clientes particulares ricos procuraram seus trabalhos após sua mostra na Exposição Universal, e ele fez companhia com uma variedade de intelectuais e artistas de alto nível.

Ele se casou com sua companheira ao longo da vida, Rose Beuret, no último ano de vida de ambos.

Suas esculturas sofreram um declínio de popularidade após a sua morte em 1917, mas dentro de algumas décadas, o seu legado se solidificou. Rodin continua a ser um dos poucos escultores conhecidos fora da comunidade das artes visuais.

SERVIÇO
Local: Tribunal de Contas da União - Espaço Cultural Marcantonio Vilaça
Visitação: de 17 de agosto a 05 de novembro de 2016
Abertura: 16 de agosto de 2016, às 19h
End: Edifício-Sede do Tribunal de Contas da União (SAFS, Quadra 4, Lote 01 – Brasília/DF)
Visitação: de terça-feira a sábado, das 9h às 19h
ENTRADA FRANCA
Classificação indicativa: Livre
Agendamento programa educativo: 61. 3316.5221

Criado em 2016-08-05 01:29:51

Poesia do Mundo III e Making of

Duas sugestões culturais: Recital de poesias dia 17/8, 19h, no Goethe Zentrum Brasília, EQS 707/907 Sul, às 20h. E lançamento do livro da jornalista Leda Flora, dia 22/8, 19h, no Carpe Diem (CLS 104 Sul).

O projeto Poesia no Mundo foi criado para promover o prazer da escuta da poesia universal recitada na língua em que foi escrita, por nativos, e na tradução ao português.

A primeira edição do Poesia do Mundo, em 2014, teve como foco a poesia argentina, com o apoio da embaixada daquele país. A segunda edição realizou-se em 2015, tendo se ocupado da poesia chinesa, com o apoio do Instituto Confúcio.

Esta terceira edição, dedicada à poesia alemã dos séculos XIX e XX, com o apoio do Goethe-Zentrum, traz as vozes de Rainer Maria Rilke, Bertold Brecht, Paul Celan, Ingeborg Bachmann, Gunter Grass, Hans Magnus Enzensberger e Elke Erb, mas também, como não poderia deixar de ser, escutaremos os poemas de Goethe.

O livro de Leda Flora

A jornalista Leda Flora diz que está preparada para o lançamento de seu novo livro, agora um romance, "Making of". Ela espera contar com a presença de seus amigos e leitores.

"Estou com um esquadrão de ajudantes: meu editor, Bartolomeu Rodrigues, e minhas amigas Beth Fernandes, Renata Maria Braga Santos, Leda Berlim e Clara Favilla", disse ela em sua página no Facebbook.

O editor Bartolomeu Rodrigues diz também, em seu Facebook, que "será uma noite de autógrafos inesquecível, ao lado de uma jornalista que se reinventa como romancista e já nos oferece uma obra instigante, que se de um lado se presta a discutir os altos e baixos da vida na visão feminina, de outro pode ajudar aos homens decifrar melhor as mulheres. Não por menos, autora e personagem nos adverte numa das páginas: “A gente precisa se abrir e correr do medo”.

Portanto, todo mundo lá, dia 22/8, 19h, no restaurante Carpe Diem, da CLS 104 Sul.

Criado em 2016-08-08 19:03:27

De novo essa história de amante da língua!

Blog do Sirio (*) -

Não gosto muito de argumentos que começam com "os homens são / as mulheres são", especialmente quando se trata de opções políticas ou assemelhadas. Andei lendo por aí que são os homens que querem a Dilma fora. Há muita razão nisso, a meu ver, porque acho mesmo que, se o presidente fosse homem, o golpe não prosperaria.

Também é verdade que três mulheres sustentaram de maneira muito aguerrida e competente a causa de Dilma na Comissão do Senado (que teve o discreto senador Anastasia como relator).

Não esqueçamos Kátia Abreu, que deixou suas convicções ideológicas em segundo plano e defendeu a honestidade de Dilma com o dedo na cara de uma multidão de homens suspeitos - dos cabelos pintados às contas suspeitas.

Mas houve Marta Suplicy, mulher. E houve outras na mesma casa.

Dilma pediu para ser chamada de presidenta. E agora vem Carmen Lúcia, que acaba de ser eleita presidenta do Supremo, dizendo que quer ser chamada de "presidente". E, para variar, forneceu um argumento ridículo e desinformado: "Eu fui estudante e sou amante da Língua Portuguesa".

O que quer dizer "fui estudante?" Que houve um período de sua vida em que a atividade principal foi estudar? E daí? Sorte, dona Cármen. Muita gente não tem tal oportunidade. Ou que estudou de fato (quer dizer que outros não?), e por isso ama a língua?

Deve ter faltado a alguma aula, eu acho, ou teve professor(a) pouco lido(a), porque a forma "presidenta" não é estranha à escola, quando a escola tem mesmo estudantes (e professores!).

É verdade, ressalve-se, que não disse ser amante da gramática e dos dicionários (embora talvez pense que isso está implícito. Mas, se estiver, é outra bola fora).

Já que juristas gostam de argumentos de autoridade, vamos lá. Consideremos dois dicionários de respeito. O Caldas Aulete, na edição de 1974, que é a quarta. Lá está o verbete "Presidenta". A acepção é  "mulher que preside; esposa de um presidente".

Anotar que se trata de um substantivo feminino equivale a dizer que não é uma flexão de "presidente", o que se pode discutir (não é o que diria Bechara, cf. abaixo).

Mas Carmen Lúcia não deve estar ligada nestas firulas (é uma amante da língua; não quer dizer que seja uma profissional).

Vejamos agora o Houaiss. O verbete está lá: substantivo feminino

1 - mulher que se elege para a presidência de um país (grifo meu)
Ex.: a p. da Nicarágua

2 - mulher que exerce o cargo de presidente de uma instituição (idem)
Ex.: a p. da Academia de Letras

3 - mulher que preside (algo) (idem) Ex.: a p. da sessão do congresso

4 - Estatística: pouco usado. esposa do presidente

Agora, vejamos "presidente", nos mesmos dicionários:

Segundo o Houais: indivíduo que preside (algo)

1 - indivíduo que dirige os trabalhos numa assembleia, congresso, conselho, tribunal etc.

2 - título oficial do chefe do governo no regime presidencialista

3 - título oficial do chefe da nação nas repúblicas parlamentaristas

4 - título que às vezes se dá ao dono ou ao diretor-geral de uma empresa, clube, banco etc. -  adjetivo de dois gêneros (1664)

5 - que preside, que dirige

Em 1, o que consta é indivíduo. Em 5, "que preside", que não marca gênero. Nos outros casos, pode-se dizer que as mulheres não estão incluídas: do chefe, o chefe, ao dono, ao diretor.

Vejamos "Presidente", segundo o Aulete digital: Pessoa que chefia conselho, tribunal, assembleia etc.: presidente da Câmara dos Deputados.

O chefe de Estado de um país que adota o presidencialismo (presidente da República). Pessoa que preside a um ato, concurso, empresa etc.: presidente da banca examinadora.

Duas acepções nem incluem nem excluem mulheres, mas a outra exclui.

Já o Aulete impresso produz o mesmo efeito (ia dizer "a mesma impressão") que o Houaiss: O que preside… Título oficial do chefe de estado… O que preside um ato…

Finalmente, vamos a "amante" (segundo o Houaiss) - adjetivo e substantivo de dois gêneros

1 - que ou aquele que ama; namorado, apaixonado - Ex.: <amado a.> <a. latino>

2 - que ou aquele que tem gosto ou inclinação por alguma coisa; amador, apreciador - Ex.: a. das artes - substantivo de dois gêneros

3 - pessoa que tem com outra relações sexuais mais ou menos estáveis, mas não formalizadas pelo casamento; amásio, amásia.

Creio que a acepção que importa (que estava na cabeça de Cármen Lúcia) deve ser a que grifei. Mas veja-se como é ambígua: ter gosto ou inclinação é como gostar de fazer poemas no final de semana aos 17 anos (poeta não tem gosto nem inclinação. Trabalha pesado. E lê tudo).

Talvez Carmen Lúcia seja amadora na questão. Então, ajuda espiar "amador" (Houaiss): entre outras coisas (não estou sonegando nada relevante) é "aquele que ainda não domina ou não consegue dominar a atividade a que se dedicou, revelando-se inábil, incompetente etc.; inexperiente" ou: "que ou quem entende apenas superficialmente de algum assunto ou atividade".

Diria, sendo legal, que, no caso, se trataria mais da segunda acepção do que da primeira. Afinal, ela não se dedicou à língua, mas ao direito. Campo em que esperamos que seja profissional.

Não citei gramáticos. Olhei diversos "compêndios". Alguns nem mencionam a palavra, mas Bechara, sim. Inclui o caso numa lista:

Alfaiate - alfaiata
Infante - infanta
Governante - governanta - também invariáveis
Parente - parenta
Monge - monja

Ou seja: se é amante da língua, devia tratar bem da palavra "presidenta". Amar, talvez.

Finalmente, cito passagem de há dois aos de uma revista semanal que publicou matéria sobre a questão: "A edição do Dicionário Houaiss consultada é de 2009, ou seja, de antes da eleição de Dilma. Mais do que isso, segundo especialistas da equipe do Dicionário Aurélio, o termo existe pelo menos desde 1872, existia no dicionário Cândido de Figueiredo em 1899 e foi incorporada aos outros compêndios do nosso idioma em 1925.

Machado de Assis, o grande escritor brasileiro, usa a palavra em seu mais do que clássico Memórias Póstumas de Brás Cubas, publicado em 1880" (Carta Capital 29/11/2014).

O melhor tratamento da questão do gênero em português é o que sustenta que ele é marcado no artigo - ou no adjetivo. OU seja, não é na desinência ou terminação nem no final da palavra. O que explica casos como "o poeta / a poeta", "o caixa / a caixa" e outros solteiros, como "o revolver" - nada na palavra indica gênero etc.

Quando palavra designam seres animados, o meme sugere que se deveria fazer coincidir gênero gramatical e sexo biológico (hoje, menos claro).
Há duas maneiras básicas de fazer isso: uma flexão, com o em "menino / menina" (a flexão é o -a de  menina; o -o de menino mereceria páginas estruturalistas - in absentia etc…). Outra é marcar no artigo, apenas. "o presidente / a presidente" é uma saída.

Quem quiser, que adote. Mas não me venha com pose de sabichona. Vai estudar!!

É obvio que "a presidente" já define gênero (eventualmente, sexo). Por isso, é claro que quem diz "a presidentA" acrescenta um traço de militância a um traço gramatical.

Mas não o inventa, como se viu.

Achar isso é ser bem amador. Ou amante, mas num sentido bem tradicional: é a outra, só tem acesso eventualmente, nas folgas.
Acho que Carmen Lúcia estudou gramática num apostilão.

__________________
Artigo publicado originalmente no Blog do Sirio
https://blogdosirioblog.wordpress.com/?ref=spelling

Criado em 2016-08-13 13:32:37

7º Slow Filme - Festival Internacional de Cinema

Único evento no Brasil que une filmes, alimentação e cultura. De 15 a 18 de setembro, no Cine Pireneus, em Pirenópolis, Goiás. Entrada franca, mediante a retirada de ingresso na bilheteria do cinema.

Presença do chef português André Magalhães, premiado pela revista Wine como “Personalidade do Ano na Gastronomia” de Portugal. Exibição de 24 títulos, entre curtas e longas-metragens, a grande maioria inédita no País.
 
Haverá também o lançamento no Brasil do projeto “Esporão & A Comida Portuguesa a Gostar Dela Própria”, com a presença do realizador Tiago Pereira, com degustação de vinhos e azeites portugueses, Jerez e produtos do cerrado brasileiro.
 
Oficinas, exposições e muita informação sobre vinhos e comidas portuguesas. Ao longo de quatro dias, serão exibidos 24 filmes, entre curtas e longas-metragens, produzidos em diferentes países, como Espanha, Polônia, Portugal, Reino Unido, Suíça, Peru, Canadá, Japão e Brasil.

O 7º Slow Filme é uma realização da Objeto Sim Projetos Culturais e do Instituto Pireneus, com curadoria do cineasta e crítico Sérgio Moriconi.

Apoio do Fundo de Arte e Cultura de Goiás, Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte de Goiás, Governo de Goiás, Prefeitura de Pirenópolis, Secretaria de Cultura de Pirenópolis e Secretaria de Turismo de Pirenópolis.

Conta, ainda, com as parcerias do Slow Food Pirenópolis, dos Laboratórios Sabin, das embaixadas da Espanha, França e Suíça e do Instituto Cultural da Dinamarca.

Destaque para a exibição do documentário de 14 minutos O Sonho de Sonia (El Sueño de Sonia), do Peru, dirigido por Diego Sarmiento, e roteiro de Álvaro Sarmiento e Diego Sarmiento.

O filme é inspirado na protagonista, em sua história, paixão e empenho. Sonia Mamani vive em Capachica, um dos 15 distritos da Província de Puno.

Nesse lindo lugar, uma península cujas costas são banhadas pelo Lago Titicaca, ela se dedica, desde os quinze anos de idade, à cozinha.

O reconhecimento de seu talento a levou a participar, como expositora, de importantes festivais culinários, como o Mistura, da capital Lima, em 2012.

Sua culinária peculiar, seu carisma, suas vestimentas, chamaram a atenção daqueles que lutam pela visibilidade e sobrevivência da comida e das identidades regionais.

Vai ser difícil desgrudar os olhos das imagens exibidas em filmes de ficção e documentários que integram a grade de programação do Slow Filme de 2016.

A programação completa do 7º Slow Filme está no site: www.objetosim.com.br

Criado em 2016-08-23 21:36:31

“Aquarius” é lançado no Cine Brasília

Hoje, quinta-feira (1/7), às 16h e às 18h50. Filme de Kleber Mendonça Filho, destaque do Festival de Cannes de 2016, classificado para maiores de 18 anos por perseguição do Ministério da Justiça brasileiro. Ingressos: R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia).

Essa restrição deveu-se ao fato de que atores e atrizes do filme protestaram contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff levantando cartazes denunciando o golpe em Cannes por ocasião de sua exibição no festival.

A produção brasileira, estrelada por Sônia Braga, vem acumulando elogios e prêmios nos festivais que tem percorrido, entre eles: Festival de Karlovy Vary, na República Tcheca; Festival Internacional de Cinema da Nova Zelândia; Festival Internacional de Cinema de Melbourne; Festival de Sarajevo, na Bósnia; Jerusalém Film Festival; Munich Film Festival está selecionado para o Festival de Cinema de Nova York e acaba de ganhar o prêmio de melhor filme nos Festivais de Cinema de Sydney e Amsterdã.
 
Depois da consagrada estreia em longa metragem de ficção com O Som ao Redor, Kleber Mendonça Filho apresenta agora essa que é a obra cinematográfica brasileira mais premiada internacionalmente dos últimos anos. 

Eis a programação completa do Cine Brasília:

De 01 a 04 de setembro
14h – A Pintura de Gerhard Richter (Gerhard Richter Paintin, Alemanha, 2016, documentário, 97 minutos, classificação 10 anos), direção: Corinna Belz
Sinopse: A diretora Corinna Belz observou o pintor durante vários meses com a câmera – nos ateliês dele de Hahnwald, bairro nobre de Colônia, e no centro da cidade, e na preparação de exposições na própria Colônia, em Londres e em Nova York. A cineasta volta o olhar também para o início da trajetória do artista, nascido em Dresden, que se mudou para o Oeste em 1961 e passou mais de 20 anos sem regressar ao território da Alemanha Oriental. 
Trailer: www.youtube.com/watch?v=ABBDo0bHfgo

16h e 18h50 – Aquarius (Brasil\Franca, 2016, ficção, 141 min., classificação 18 anos, com: Sonia Braga, Humberto Carrão, Maeve Jinkings, Irandhir Santos, Carla Ribas, Julia Bernat), direção: Kleber Mendonça Filho.
Sinopse: Clara, 65 anos, mora de frente para o mar no Aquarius, último prédio de estilo antigo da Av. Boa Viagem, Recife. Jornalista e escritora, viúva e mãe de três filhos adultos, ela irá enfrentar as investidas de uma construtora que quer ver o Aquarius demolido para dar lugar a um novo empreendimento. Dona do seu passado, presente e futuro, Clara irá encontrar nesse conflito uma energia nova e incomum na sua vida.
Trailer: http://globofilmes.globo.com/video/aquarius-trailer/

21h15 - Rebecca, A Mulher Inesquecível (Rebecca, EUA, 1940, suspense, 130 minutos, classificação 10 anos), direção: Alfred Hitchcock.
Sinopse: Uma jovem de origem humilde (Joan Fontaine) se casa com um riquíssimo nobre inglês (Laurence Olivier), que ainda vive atormentado por lembranças de sua falecida esposa. Após o casamento e já morando na mansão do marido, ela vai gradativamente descobrindo surpreendentes segredos do passado dele.
Trailer: www.youtube.com/watch?v=txnlLTIhZPs 

Dia 05, segunda-feira
18h50 – Aquarius (Brasil\Franca, 2016, ficção, 141 min., classificação 18 anos, com: Sonia Braga, Humberto Carrão, Maeve Jinkings, Irandhir Santos, Carla Ribas, Julia Bernat), direção: Kleber Mendonça Filho.

Sinopse: Clara, 65 anos, mora de frente para o mar no Aquarius, último prédio de estilo antigo da Av. Boa Viagem, Recife. Jornalista e escritora, viúva e mãe de três filhos adultos, ela irá enfrentar as investidas de uma construtora que quer ver o Aquarius demolido para dar lugar a um novo empreendimento. Dona do seu passado, presente e futuro, Clara irá encontrar nesse conflito uma energia nova e incomum na sua vida.
Trailer: http://globofilmes.globo.com/video/aquarius-trailer/

21h15 - Rebecca, A Mulher Inesquecível (Rebecca, EUA, 1940, suspense, 130 minutos, classificação 10 anos), direção: Alfred Hitchcock.
Sinopse: Uma jovem de origem humilde (Joan Fontaine) se casa com um riquíssimo nobre inglês (Laurence Olivier), que ainda vive atormentado por lembranças de sua falecida esposa. Após o casamento e já morando na mansão do marido, ela vai gradativamente descobrindo surpreendentes segredos do passado dele.
Trailer: www.youtube.com/watch?v=txnlLTIhZPs 
*Não haverá sessão na terça feira.

Dia 07, quarta feira
14h – A Pintura de Gerhard Richter (Gerhard Richter Paintin, Alemanha, 2016, documentário, 97 minutos, classificação 10 anos), direção: Corinna Belz
Sinopse: A diretora Corinna Belz observou o pintor durante vários meses com a câmera – nos ateliês dele de Hahnwald, bairro nobre de Colônia, e no centro da cidade, e na preparação de exposições na própria Colônia, em Londres e em Nova York. A cineasta volta o olhar também para o início da trajetória do artista, nascido em Dresden, que se mudou para o Oeste em 1961 e passou mais de 20 anos sem regressar ao território da Alemanha Oriental. 
Trailer: www.youtube.com/watch?v=ABBDo0bHfgo

16h e 18h50 – Aquarius (Brasil\Franca, 2016, ficção, 141 min., classificação 18 anos, com: Sonia Braga, Humberto Carrão, Maeve Jinkings, Irandhir Santos, Carla Ribas, Julia Bernat), direção: Kleber Mendonça Filho.

Sinopse: Clara, 65 anos, mora de frente para o mar no Aquarius, último prédio de estilo antigo da Av. Boa Viagem, Recife. Jornalista e escritora, viúva e mãe de três filhos adultos, ela irá enfrentar as investidas de uma construtora que quer ver o Aquarius demolido para dar lugar a um novo empreendimento. Dona do seu passado, presente e futuro, Clara irá encontrar nesse conflito uma energia nova e incomum na sua vida.
Trailer: http://globofilmes.globo.com/video/aquarius-trailer/

21h15 - Rebecca, A Mulher Inesquecível (Rebecca, EUA, 1940, suspense, 130 minutos, classificação 10 anos), direção: Alfred Hitchcock.
Sinopse: Uma jovem de origem humilde (Joan Fontaine) se casa com um riquíssimo nobre inglês (Laurence Olivier), que ainda vive atormentado por lembranças de sua falecida esposa. Após o casamento e já morando na mansão do marido, ela vai gradativamente descobrindo surpreendentes segredos do passado dele. Trailer: www.youtube.com/watch?v=txnlLTIhZPs

Criado em 2016-09-01 05:33:14

Ribondi na Vitrine: lançamento de livro com bibelôs

O diretor, dramaturgo, jornalista e escritor Alexandre Ribondi se une ao espaço deCurators (SCLN 412 Bloco C Loja 12) para, na sexta-feira, 9/9, a partir das 19h30, lançar o projeto Ribondi na Vitrine.

O evento é múltiplo: além de querer reunir as pessoas, será o momento o lançamento do livro "Felicidade Invisível", editado pela Parábola Editora, de São Paulo.

Gisel Carriconde Azevedo, artista plástica criadora do deCurators, fez um trabalho de curadoria: foi à casa do Ribondi e escolheu, da coleção dele, os bibelôs, os discos em vinil e as fotografias antigas, que servirão para decorar o espaço. 

Segundo Gisel, deCurators, que foi criado na Inglaterra e acabou por desembarcar em Brasília, é um espaço sem agenda fixa, pensado como uma vitrine para exercícios de curadoria, informalmente definida como uma orquestração de objetos, espaço, idéias, imagens, ações e informação. Quer vender idéias e botar o bloco na rua.

É a filosofia do ‘faça você mesmo’, com projetos que durem uma hora, um dia, uma semana, um mês, um ano, sem as amarras de instituições, patrocínios ou cronogramas.

O autor do "Felicidade Invisível", que usará uma caneta Bic prateada, que, por incrível que pareça, faz parte da edição especial comemorativa dos cem anos da fábrica, para autografar os exemplares.



Além disso, contará histórias a partir dos seus objetos pessoais e das memórias contidas no livro. Isso ele fará exposto na vitrine do espaço.

O livro tem o custo de R$ 39,90 e serão aceitos dinheiro e cartão de débito ou crédito. Não haverá troco.

O espaço deCurators fica na SCLN 412 Bloco C Loja 12 (virado para a residencial). O evento se encerrará as 22h.

Criado em 2016-09-05 22:57:23

Homenagem aos 100 anos do nascimento de Paulo Emilio

Para comemorar os 100 anos do nascimento de Paulo Emílio Salles Gomes, historiador, crítico de cinema e militante político brasileiro, o 49º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro criou uma medalha em sua homenagem. A primeira personalidade a receber essa honraria será outro crítico de cinema, o professor Jean-Claude Bernadet. De 20 a 27 de setembro, no Cine Brasília.

Paulo Emílio nasceu em São Paulo, no dia 17 de dezembro de 1916. Morreu dia 9 de setembro de 1977. Sua militância política o levou à prisão no governo Getúlio Vargas, após a Intentona Comunista de 1935, mas escapou e fugiu para a Europa, onde passou dois anos.

De volta ao Brasil, matricula-se na Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP) e funda o primeiro clube de cinema, que foi fechado algum tempo depois pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP).

Em 1946 foi estudar em Paris, como bolsista do governo francês. A partir da década de 1960, organizou mostras de filmes em Brasília, que originaram posteriormente o Festival de Brasília de Cinema Brasileiro.

Em 1965 criou o primeiro curso superior de cinema, na Universidade de Brasília, iniciativa encerrada por causa da cassação de vários professores. Três anos depois, tornou-se professor de História do Cinema Brasileiro no curso de cinema da Escola de Comunicações e Artes da USP. Paulo Emílio foi casado com a escritora Lygia Fagundes Telles.

O AGRACIADO - Jean-Claude Bernadet nasceu em Charleroi (Bélgica), no dia 2 de agosto de 1936, de família francesa, a infância em Paris, e veio para o Brasil com sua família aos 13 anos, naturalizando-se brasileiro em 1964.

É diplomado pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris) e doutor em Artes pela ECA (Escola de Comunicações e Artes) da USP.

Interessou-se por cinema a partir do cineclubismo, e começou a escrever críticas no jornal O Estado de S. Paulo a convite de Paulo Emílio Salles Gomes.

Tornou-se grande interlocutor do grupo de cineastas do Cinema Novo, e especialmente de Glauber Rocha, que rompeu com ele a partir da publicação de Brasil em Tempo de Cinema (1967).

Foi um dos criadores do curso de cinema da UnB, em Brasília, e deu aulas de História do Cinema Brasileiro na ECA-USP, até se aposentar em 2004.

Além de sua importância como teórico, é também ficcionista, com quatro volumes publicados. Participou de vários filmes, como roteirista e assistente de direção, eventualmente como ator em pequenos papéis. Nos anos 1990 dirigiu dois ensaios poéticos de média-metragem: São Paulo, Sinfonia e Cacofonia (1994) e Sobre Anos 60 (1999).

OS LONGAS SELECIONADOS:

Uma comissão composta por cinco especialistas foi responsável por escolher, dentre os 132 longas-metragens inscritos, os nove selecionados para participar da Mostra Competitiva.

Os longas irão concorrer a prêmios no valor de R$ 250 mil. Todos os nove filmes são inéditos no Brasil e representam produções de sete diferentes estados do país.

"Embora não fosse uma pré-condição, achamos muito interessante que, entre os inscritos, tenhamos encontrado para a seleção final produções vindas de todas as regiões do país. De fato, ampliando as fronteiras do interesse dos realizadores brasileiros, a competição também nos levará a Cuba e a Miami”, informou o curador Eduardo Valente, que coordenou os trabalhos da comissão.

1.     A cidade onde envelheço, de Marilia Rocha, 99min, 2016, MG
2.     Antes o tempo não acabava, de Sérgio Andrade e Fábio Baldo, 85min, 2016, AM
3.     Deserto, de Guilherme Weber, 100min, 2016, RJ
4.     Elon não acredita na morte, de Ricardo Alves Jr., 75min, 2016, MG
5.     Malícia, de Jimi Figueiredo, 87min, 2016, DF
6.     Martírio, de Vincent Carelli, em colaboração com Ernesto de Carvalho e Tita, 160min, 2016, PE
7.     O último trago, de Luiz Pretti, Pedro Diogenes e Ricardo Pretti, 90min, 2016, CE
8.     Rifle, de Davi Pretto, 85min, 2016, RS
9.     Vinte anos, de Alice de Andrade, 80min, 2016, RJ

SINOPSES:

1 - A CIDADE ONDE ENVELHEÇO
Direção Marilia Rocha
Ficção, 99min, 2016, MG em coprodução com Portugal
Francisca é uma jovem portuguesa que mora há um ano no Brasil. Ela recebe Teresa, uma antiga conhecida com quem já tinha perdido contato. Enquanto Teresa vive momentos de descoberta e encantamento com o novo país onde deseja se instalar, Francisca deseja voltar a Lisboa. O filme acompanha as aventuras de cada uma pela cidade e a profunda amizade que nasce entre elas, obrigando-as a lidar com desejos simultâneos e opostos: a vontade de partir para um país desconhecido e a saudade irremediável de casa.
Elenco Elizabete Francisca, Francisca Manuel, Paulo Nazareth, Wederson Neguinho e Jonnata Doll
Roteiro João Dumans, Marilia Rocha e Thais Fujinaga

2 - ANTES O TEMPO NÃO ACABAVA
Direção Sérgio Andrade e Fábio Baldo
Ficção, 85min, 2016, AM
Anderson é um jovem indígena em conflito com os líderes de sua comunidade, localizada na periferia de Manaus. As tradições mantidas por seu povo parecem anacrônicas em relação à vida contemporânea que ele leva. Em busca de autoafirmação, Anderson abandona a comunidade para viver sozinho no centro da cidade, onde experimenta novos sentimentos e enfrenta outros desafios. No entanto, o Velho Pajé planeja trazê-lo de volta para mais um ritual.
Elenco Anderson Tikuna, Severiano Kedassere, Fidelis Baniwa, Kay Sara, Ana Sabrina, Rita Carelli, Begê Muniz, Emmanuel Aragão e Arnaldo Barreto

3 - DESERTO
Direção Guilherme Weber
Ficção, 100min, 2016, RJ
Um grupo de velhos artistas viaja apresentando um espetáculo pelo sertão brasileiro e, ao chegar num pequeno vilarejo, para mais uma apresentação, descobre uma cidade abandonada, composta de algumas casas, uma igreja e uma fonte que jorra água limpa, como uma miragem ou um milagre do deserto bíblico. Velhos e cansados da vida errante, os oito artistas decidem ficar neste vilarejo e quixotescamente fundar ali uma nova sociedade. Entretanto, esta sociedade não consegue escapar dos piores vícios das sociedades convencionais.
Elenco Lima Duarte, Cida Moreira, Everaldo Pontes, Magali Biff, Márcio Rosario, Fernando Teixeira, Claudinho Castro e Pietra Pan.
Roteiro Guilherme Weber e Ana Paula Maia

4 - ELON NÃO ACREDITA NA MORTE
Direção Ricardo Alves Jr.
Ficção, 75min, 2016, MG
Após o misterioso desaparecimento de sua esposa, Madalena, Elon imerge em uma jornada insone pelos cantos mais sombrios da cidade, buscando entender o que pode ter acontecido com Madalena, na tentativa de não perder sua sanidade pelo caminho.
Elenco Romulo Braga, Clara Choveaux, Lourenço Mutarelli, Grace Passô, Germano Melo, Silvana Stein, Eduardo Moreira, Claudio Marcio, Helvecio Alves Izabel

5 - MALÍCIA
Direção Jimi Figueiredo
ficção, 90min, 2016, DF
Dono de um restaurante tenta quitar suas dívidas por meio de uma propina, sem saber que é observado por um voyer.
Elenco Sérgio Sartório, Vivianne Pasmanter, João Baldasserini, Marisol Ribeiro, Laura Teles Figueiredo, Murilo Grossi, Rosanna Viegas, Luciana Caruso, Simônia Queiroz e Alexandre Ribondi

6 - MARTÍRIO
Direção Vincent Carelli, em colaboração com Ernesto de Carvalho e Tita
Documentário, 160min, 2016, PE
O retorno ao princípio da grande marcha de retomada Guarani Kaiowá através das filmagens de Vincent Carelli, que registrou o nascedouro do movimento na década de 1980. Vinte anos mais tarde, Carelli busca as origens deste genocídio, fruto de um conflito de forças desproporcionais: os despossuídos Guarani Kaiowá, dispostos a “morrer se for preciso”, frente à poderosa elite do agronegócio.
Elenco Comunidades Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul.=

7 - O ÚLTIMO TRAGO
Direção Luiz Pretti, Pedro Diogenes e Ricardo Pretti
Ficção, 90min, 2016, CE
Em três épocas distintas, trava-se uma luta contra a opressão. A história se repete, porém é atravessada pelo imprevisível, alimentando o espírito revolucionário. I. Após cometerem um crime, Augustina, Ana e Tarsila se escondem em uma casa abandonada. Elas carregam consigo uma foto de Valéria, ícone de guerreira e pirata. II. Vicente, Marlene e Cláudio se encontram isolados em um bar no meio do sertão. Aos poucos, o refúgio é invadido pela assombração de Valéria. Ela convoca Vicente a participar da sua luta. III. Valéria foi soterrada pela violência do mundo contemporâneo. Ela se esforça para restabelecer o elo consigo mesma e retomar o seu lugar no mundo. Algo há de acontecer.
Elenco Mariana Nunes, Ana Luiz Rios, Larissa Siqueira, Samya de Lavor, Rodrigo Fischer, Romulo Braga, Elisa Porto e Stephane Brodt.
Produção executiva Caroline Louise

8 - RIFLE
Direção Davi Pretto
Ficção, 85min, 2016, RS
Dione é um jovem misterioso que vive com uma família em uma região rural e remota. A tranquilidade da região é afetada quando um rico fazendeiro tenta comprar a pequena propriedade onde Dione e a família vivem.
Elenco Dione Avila de Oliveira, Evaristo Pimentel Goularte, Andressa Pimentel Goularte, Sofia Ferreira e Francisco Fabricio Dutra dos Santos.

9 - VINTE ANOS
Direção Alice de Andrade
Documentário, 80min, 2016, RJ em coprodução com Costa Rica
Vinte Anos é um filme sobre o amor e o tempo que passa, numa Cuba onde o tempo parecia não passar. É um retrato de um mundo prestes a desaparecer para sempre, às vésperas de uma mudança radical e imprevisível. Histórias de amor de três casais cubanos, filmadas ao longo de duas décadas.
Elenco Documentário. Miriam Planas Grillo, Andrés Martínez, Silvia Plá Camaño, Danilo Perdomo, Marlene Berg Borbón, Mario Cotilla Aldama, Karla Cecília Berg e Winnie Camila Berg.

PRÊMIOS
a) Prêmios oficiais
Filme de longa metragem
Melhor Filme de longa metragem - R$ 100.000,00
Melhor Direção - R$ 20.000,00Melhor Ator - R$ 10.000,00
Melhor Atriz - R$ 10.000,00
Melhor Ator Coadjuvante - R$ 5.000,00
Melhor Atriz Coadjuvante - R$ 5.000,00
Melhor Roteiro - R$ 10.000,00
Melhor Fotografia - R$ 10.000,00
Melhor Direção de Arte - R$ 10.000,00
Melhor Trilha Sonora - R$ 10.000,00
Melhor Som - R$ 10.000,00
Melhor Montagem - R$ 10.000,00

b) Prêmio do Júri Popular - para os filmes escolhidos pelo público, por meio de votação em cédula própria:
Melhor Filme de longa metragem - R$ 40.000,00

OS CURTAS E MÉDIAS:
Os 12 títulos foram selecionados dentre um total de 473 filmes inscritos nas durações curta ou média e concorrerão a prêmios no valor de R$ 90 mil.

1 - Abigail, de Isabel Penoni e Valentina Homem, 17min, 2016, RJ
2 - Bodas de papel, de Keyci Martins e Breno Nina, 12min20, 2016, MA
3 - Confidente, de Karen Akerman, Miguel Seabra Lopes, 12min, 2016, RJ
4 - Constelações, de Maurilio Martins, 25min, 2016, MG
5 - Demônia - melodrama em 3 atos, de Cainan Baladez e Fernanda Chicolet, 17min, 2016, SP
6 - Estado itinerante, de Ana Carolina Soares, 25min, 2016, MG
7 - O delírio é a redenção dos aflitos, de Fellipe Fernandes, 21min, 2016, PE
8 - Os cuidados que se tem com o cuidado que os outros devem ter consigo mesmos, de Gustavo Vinagre, 22min, 2016, SP
9 - Ótimo amarelo, de Marcus Curvelo, 20min, 2016, BA
10 - Procura-se Irenice, de Marco Escrivão, Thiago B. Mendonça, 25min, 2016, SP
11 - Quando os dias eram eternos, de Marcus Vinicius Vasconcelos, 12min, 2016, SP
12 - Solon, de Clarissa Campolina, 16min, 2016, MG

OS PRÊMIOS

a) Prêmios oficiais
Filmes de curta ou média metragem
Melhor Filme de curta ou média metragem - R$ 30.000,00
Melhor Direção - R$ 10.000,00
Melhor Ator - R$ 5.000,00
Melhor Atriz - R$ 5.000,00
Melhor Roteiro - R$ 5.000,00
Melhor Fotografia - R$ 5.000,00
Melhor Direção de Arte - R$ 5.000,00
Melhor Trilha Sonora - R$ 5.000,00
Melhor Som - R$ 5.000,00
Melhor Montagem - R$ 5.000,00

 
b) Prêmio do Júri Popular - para o filme escolhido pelo público, por meio de votação em cédula própria:
Melhor Filme de curta ou média-metragem - R$ 10.000,00

Criado em 2016-09-17 22:40:47

  • Início
  • Anterior
  • 86
  • 87
  • 88
  • 89
  • 90
  • 91
  • 92
  • 93
  • 94
  • 95
  • Próximo
  • Fim

Quem somos | Pacto com o leitor | Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros | Política de Privacidade e Cookies | Por que o nome BRASILIÁRIOS

Copyright © 2016 BRASILIÁRIOS.COM.

SiteLock